"A pessoa a quem mais devo desculpas sou eu mesma, por ter me submetido a situações que eu não merecia passar."
Reconquistar é difícil concorda?
É extremamente difícil conquistar novamente uma pessoa a quem você magoou e pouco se importou com o qu...
Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.
- Ah claro...Luana. - Henry disse parecendo se lembrar de quem eu era. - Bem, pode entrar.
Abriu espaço o suficiente para que eu o fizesse, não me demorei a entrar, estava começando a ficar frio.
- Se me permite, por que está aqui? - pergunto tirando o casaco e colocando-o no pequeno guarda roupa logo na entrada.
Antes que fosse capaz de dizer qualquer coisa, ouvimos risadas de criança e Sarah logo aparece com um sorriso no rosto, toda alegre.
- Esse é o meu primo, te falei dele. Ele que disse que dou bons conselhos, lembra?
Se agarrou na perna dele de um jeito fofo, não deixando de sorrir, as bochechas cheias de sardas estavam um pouco coradas pela agitação. Eles realmente pareciam se gostar muito. Uma daquelas conexões que poucas pessoas têm. E com essa diferença de idade! Era surpreendente.
- Claro que me lembro.
"Como se eu pudesse esquecer" Completo mentalmente, lembrando que minha pergunta não fora respondida.
- Mas isso não responde minha pergunta, se está cuidando dela, por que me chamaram?
- Eu queria vocês dois cuidando de mim. Simples! - minha ruivinha respondeu, dando de ombros, como se a pergunta fosse completamente idiota.
Balancei a cabeça negativamente, uma criança não pode ser tão mimada desse jeito, mas quem sou eu para julgar, mal soube escolher um bom caminho para minha própria vida.
Esse pensamento me faz lembrar do porquê fui contratada, e de quanta sorte tive em achar uma mãe desesperada por alguém para cuidar de sua filha. Mais sorte ainda eu tive dessa mãe me ver como uma pessoa boa e responsável, a fazendo assim, me deixar cuidando de sua filha querida. O destino é mesmo engraçado.
- Você vai me levar em algum lugar hoje, não vai Lulu?
- Acho que não.
- Mas eu queria tanto sair, estou cansada de ficar em casa. - sua voz saira arrastada e dramática, achei graça e deixei uma risada baixa escapar de meus lábios.
- Podemos ir no quintal se quiser.
- Não, o quintal é chato. Por favorzinho, Lulu! Eu imploro.
- Hum...deixa eu pensar. Você já fez sua lição?
Era difícil recusar qualquer coisa para Sarah, principalmente com aquele olhar de cachorro abandonado, mas ela teria que se esforçar para conseguir. Pelo menos isso.
- Dizer não seria muito ruim?
- Seria, se quiser mesmo sair.
- Então eu fiz.
Se soltou da perna do primo, que permanecia quieto observando a cena, e indireitou a postura.