Capítulo 10

42 6 13
                                        

"O pior sentimento não é perder alguém que se ama, é perceber que perdeu a si mesmo

Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.

"O pior sentimento não é perder alguém que se ama, é perceber que perdeu a si mesmo."

Recordo das palavras que li num livro certa vez e que nunca fizeram tanto sentido quanto agora. 

O caminho para a casa de Sarah me faz refletir, principalmente nos assuntos que evito pensar na maior parte do tempo. Mesmo que nos últimos dias tenha escrito muito sobre essas situações.

Perder a si mesma. Jurei que jamais seria uma dessas pessoas que se perde, prometi a mim mesma que seria para sempre aquela garota sonhadora e apaixonada pela vida. Com um caminho certo, passando a caneta em todos os meus sonhos.

É, promessas descumpridas. 

Prometo que não farei mais promessas vazias, muito menos as significativas. Prometo de mindinho, e um juramento como esse não pode ser jamais quebrado. Prometo que não quebrarei. 

Nunca gostei de segunda feiras, como a maioria da população mundial. Prefiro as quintas. Mas hoje não parece tão ruim, as aulas de Sarah voltarão em breve e por isso ficarei menos com ela nos próximos dias. Não que isso seja bom, o bom é que ficarei mais em sua companhia antes disso. Alguma coisa nela faz com que eu me sinta bem, normal e feliz. 

— Não, pai! Eu não quero ir, por favor. Deixe eu ficar em casa, prometo que serei uma boa garota. Confia em mim, não confia? 

Fico confusa ao adentrar a casa e escutar a garotinha tão suplicante. 

— Me desculpe por isso, Luana. Essa pequena aqui não quer ir a festa de aniversário de uma de suas colegas, mas garanti que ela iria. Comentei com você, certo? — Carter me pergunta com um sorriso enquanto passa a mão na cabeça da filha de maneira carinhosa. 

— Comentou, claro. 

Me abaixei até ficar na altura da ruiva de bochechas rosadas.  

— Tenho certeza que não vai desapontar sua amiga, não é mesmo, Sarah? 

Pisco para ela, revelando a verdade sobre minha fala. Sorrio ao vê-la esconder a boca com as mãos e soltar uma risadinha alegre. Estranhamente, seu olhar está triste, o que será que aconteceu? 

— Não, não vou. Se papai garantiu que eu estaria lá, estarei. 

Carter semicerra os olhos, aparentando estar suspeitando sobre a repentina mudança de opinião da filha, mas relaxa o rosto em seguida. 

— Preciso ir, quando eu chegar posso te ajudar naquele seu projeto, ok? 

É a vez dele piscar, me deixando curiosa sobre o que realmente se tratava o tal projeto. 

— Não está esquecendo de nada, papai? 

— Ah, claro. 

Se abaixa e beija o topo da cabeça de Sarah, proferindo algumas palavras em uma língua desconhecida por mim, ela sorri como alguém que conquistou o mundo.  

Flor de Liberdade Onde histórias criam vida. Descubra agora