Capítulo 14

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Caos

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Caos. 

Há duas formas de enxergar um momento de caos, como também há diferentes tipos de situações que o envolvem. 

Pode existir caos por causa de uma noiva ansiosa por seu casamento, caos na mente de uma adolescente tendo que decidir toda a sua vida em questão de 4 anos e caos numa guerra. 

E há o caos como agora. O caos que nos deixa extasiados e emocionados diante de tanta animação, como uma brincadeira na infância. 

Meus colegas de trabalho estavam afoitos e o cenário de correria se assemelhava aos dos filmes de comédia romântica.

— Atrasadas. Mais uma vez, Luana. 

Eu sempre gravei as vozes das pessoas rápido e tenho certeza que mesmo se não o fizesse, jamais me esqueceria da dele. Henry. 

Seus braços estão cruzados e seu olhar é acusador, fixos em mim. Olho para Kiara em busca de ajuda, ela parece ser boa nisso de interagir com pessoas e tirá-las de problemas. 

— Ok, depois vocês continuam com esse lance, seja lá o que for. Agora, o que está acontecendo, chefinho? 

Não sei o que ela quis dizer com "lance", mas pelo menos me livrei da situação e realmente devo uma para Kiara e sua ousadia. 

— Louis Pavanelli está aqui e vocês devem ter ouvido falar sobre ele estar em busca de um novo talento para treinar, além das críticas bastante críticas feitas para qualquer estabelecimento. Todos querem agradar, é uma grande chance para os iniciantes. 

Não sei se é impressão minha, mas sinto que fixa o olhar em mim novamente ao terminar. Talvez seja uma daqueles indiretas bem diretas. Entendo que ele queira se livrar de minha presença logo, acho que estou invadindo seus espaços demais nos últimos tempos. 

E bem, Louis é mesmo uma grande oportunidade. Todos sabemos que os treinados por ele se tornam os melhores com o passar dos anos. 

— O que estamos fazendo paradas ainda? — Kiara exclama já dando os ajustes finais no uniforme. 

— Boa sorte, queridinha. — Henry oferece um sorriso um tanto debochado para minha amiga antes de nos deixar para observar outra dupla. 

Fico tentada a perguntar o que aquilo significa, tanta intimidade para quem — eu imagino que — nem se conheça direito. Mas sinto a animação vinda dela e aquela tristeza estranha desaparecida que deixo de lado, não quero estragar isso. 

— Têm planos além disso? 

Estou tão entretida com a finalização de um prato e com a minha promoção repentina que me assusto com a pergunta de Henry. Nem notei sua volta. 

— O quê? Está aí faz muito tempo? 

— Não, mas devo dizer que é bonita. 

Pego uma colher e arrumo o que minha distração fez enquanto penso como rebater. Ele é uma pessoa estranha. 

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