Capítulo 4

89 18 58
                                        

Eu tenho uma incrível capacidade de sempre estragar tudo

Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.

Eu tenho uma incrível capacidade de sempre estragar tudo. Todos tem um dom que nunca ajuda em nada, e esse é o meu dom. Acabar com minhas oportunidades. Sempre.

Não que a culpa tenha sido minha, ele que estava irritado e descontou em mim. Talvez já tenha se esquecido, espero que não tenha prestado tanta atenção. Torço por isso. E se ainda se lembrar, torço para que não seja uma daquelas pessoas que busca por vingança, até por um motivo tão simples.

- Acho que seus Scones estão queimando. - Diz uma voz feminina, novamente desconhecida.

Não perco tempo procurando a dona da voz, ando num ritmo acelerado, quase correndo, em direção aos bolinhos.

- Droga! - Exclamo desligando o forno.

Fiquei tão perdida em meus pensamentos que os dez minutos passaram rápido demais. Olho para o relógio e suspiro ao ver que não tenho tempo de preparar outra massa.

- Bem, vou ter que dar meu jeito agora. Como vovó diz, dar uma de brasileiro. - Sussurro comigo mesma, lembrando de minhas raízes e das histórias de minha vó sobre seus pais brasileiros.

Pego a forma e observo os bolinhos, não estavam tão ruins como eu imaginava que estariam. Somente a parte de baixo havia queimado, tinha uma solução.

Primeiro cortei toda a massa queimada e joguei fora em seguida, depois parti os bolinhos ao meio na horizontal e passei a geléia de frutas vermelhas que encontrei disposta na bancada. Não eram os melhores Scones que eu já tinha feito na vida, mas estavam razoáveis. Não bons o suficiente.

Senti um olhar sobre mim, como ainda faltavam dois minutos me virei discretamente na direção de quem quer que fosse que estivesse me observando e não fiquei tão surpresa ao encontrar o meu avaliador. Procurei seu nome na plaquinha de sua roupa, Henry.

- Já ouvi esse nome em algum lugar, de onde será?

Pergunto a mim mesma, tentando recordar de onde conheço o nome.

- Ah, não importa. - Desdenho envergonhada por ter olhado tanto tempo para Henry. A situação não podia ficar pior.

- Terminou?

Todos se viram ao som daquela voz já conhecida por mim, Henry perguntara diretamente para mim. Não tive coragem de falar nada, ele me assustava de certa forma, então só concordei com a cabeça.

- Ótimo, pode sair. Boa sorte, daremos notícias em breve. - Disse mais uma vez para minha pessoa, apesar da maioria já ter terminado. Isso não era um bom sinal.

- Também já terminei, posso acompanhá-la?

A garota que me alertara. Só podia ser um anjo, ia me salvar pela segunda vez.

- Claro!

Saímos em silêncio, lado a lado em passos ritmados.

- Posso saber o nome da minha heroína? - Perguntei com um sorriso, quando finalmente respirei ar puro.

Flor de Liberdade Onde histórias criam vida. Descubra agora