"A pessoa a quem mais devo desculpas sou eu mesma, por ter me submetido a situações que eu não merecia passar."
Reconquistar é difícil concorda?
É extremamente difícil conquistar novamente uma pessoa a quem você magoou e pouco se importou com o qu...
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— Então... — começo, apertando os dedos — Sarah fez isso de novo, não é?
— Ela fez — apesar da voz dele expressar decepção, sua postura continua igual— Talvez eu devesse ensiná-la sobre o quanto as pessoas são ocupadas e têm obrigações.
Suspiramos juntos e o som de nossas risadas se mesclam, se transformando em algo mais do que agradável.
— Quer dizer que estava ocupado? — pergunto como quem não quer nada.
— Sim, mas ela entendeu.
Interessante, há um ela. Me pego pensando como ela é, se o faz sorrir e se gosta da espertinha escarlate. Provavelmente, a garotinha não gosta dela, ou não faria o que está fazendo.
— Ela?
— Bem, não tem como ela entender, ainda é muito nova, mas espero que não acorde antes de eu chegar.
Tudo fica cada vez mais confuso. Ela é muito nova, será uma criança? Ou pior, uma adolescente desiludida?
Algo dentro de mim apita, mostrando que preciso de mais peças para entender. Peças que não tenho e imagino que jamais possuirei.
— Muito nova quanto?
A expressão de dor no rosto dele faz com que eu me arrependa. Sarah ficaria decepcionada de saber que só estou piorando qualquer que seja a situação que ele passa.
— Tudo bem, não precisamos falar disso. O que você quer fazer? É Summer Bank Holiday, estamos num parque de diversões, naturalmente, devemos nos divertir, certo?
— Certo.
— Ah, a Sarinha disse que você não gosta de barulhos, conheço um lugar ótimo, podemos contemplar as cidades e as pessoas e o silêncio reina. Mas seria ruim se afastar dela, né? E se acontecer alguma coisa?
Droga, estou fazendo isso.
— Eu estou falando demais, não estou?
O encaro, mordendo os lábios. Só queria me enfiar num buraco e não sair nunca mais.
— Gosto da sua voz, na verdade. Pode falar o quanto quiser.
Suas palavras me fazem corar do pescoço até a ponta das orelhas, mas não desvio o olhar e percebo o quanto ele está tranquilo com o que diz. Até parece sorrir.
— O que foi? — tenho vontade de gritar com Henry diante da pergunta.
— O quê foi? Você não pode simplesmente me dizer que gosta da minha voz assim.
— Assim como? — curiosidade brilha em seu olhar e um sorriso de canto.
Começo a andar na frente dele, praticamente correndo. Que se dane Sarah e seu plano, agradeço a mim mesma por ter feito a barata se afastar.