Pov Harry
Paris a noite era totalmente estonteante. Ainda mais, quando o céu era acompanhado por fogos multicoloridos que rasgavam a imensidão negra.
A madrugada naquela cidade era esplêndida, e toda a população parecia desperta. As ruas ainda se encontravam movimentadas e lotadas. As faíscas coloridas davam sinais de durarem a noite toda, e comemorei internamente por isso.
Fogos de artifício me faziam lembrar de Fred e George. Uma lembrança marcante sobre uma maluquice que eles protagonizaram. Mas que fora útil para expulsar uma professora, técnicamente incompetente e prepotente.
Foi brilhante!
Estávamos saindo do hotel. Andávamos todos juntos em um longo silêncio, mas não incômodo, era confortável e significativo. Remotamente, de forma muito inusitada e inconcientemente... Nós lançavamos sorrisos de deleite uns aos outros.
Meu pai e Pad se encontravam tão bêbados que mesmo se esforçando, era completamente impossível ressonar meia dúzia de palavras. Engraçado. Eles ficavam frustrados com isso, já que são muito comunicativos. Andavam um pouco a nossa frente, abraçados. Não conseguia ter certeza de quem sustentava quem ali. As vezes soltavam frases desconexas e risadas abafadas que nos faziam gargalhar involuntáriamente.
Eu gostava de compartilhar daquele momento com todos ali. Meus pais, padrinhos, Mione, Ron, Ginny, Dobby, Luna e Draco. Aquelas sendo as pessoas mais importantes da minha vida, as quais havia me apegado de formas inimagináveis...
Draco me abraçava de lado. Ele parecia pensativo, seus olhos azuis brilhantes corriam agilmentes por toda a extensão de luzes natalinas e pinheiros decorados. Ocasionalmente uma de suas mãos era erguida em direção a franja loira, que a brisa gelada insistia em bagunçar e a afastava dos olhos... Suspirando contente. Em alguns momentos o flagrei sorrindo consigo mesmo e pensei o quanto era bom ver seu sorriso genuíno. Sem indícios de morbidades e caoticidades. Então ele piscava se sobrassaltando no lugar, como se acordasse. Olhava para os lados, como se quisesse se certificar de que ninguém havia presenciado o seu claro "deslize". Voltando a permanecer sério.
Anos de convivência me fizeram desenvolver uma grande habilidade em interpretar aquele loiro. Por mais que Draco se sentisse confortável em um lugar, ele nunca conseguia expressar todas as suas emoções livremente, era como se sempre estivesse com um pé atrás.
Desde que havíamos nos conhecido, me sentia orgulhoso em saber que havia derrubado a maior parte das fortalezas dele, e tê-lo feito se livrar da armadura que costumava usar. O quesito família o deixava transtornado e eu tentava de todas as formas deixá-lo confortável com aquilo tudo. Com toda aquela expontaneidade.
Faltava pouco, ele estava quase cedendo a se permitir ser aberto. Eu podia ver. Entretanto, ainda sentia uma grande parte de incertezas.
— Esse trajeto parece diferente. — Minha mãe observou e eu direcionei meu foco a ela — Mione querida, onde estamos indo?
— Não faço ideia, tia Lily. Pensei que você estivesse nos guiando. — A expressão da minha amiga se tornou perdida.
— Quem está com o guia? — Ginny questionou com casualidade e foi possível ver Sirius com um sorriso sacana, balançando o monte de papéis acima de sua cabeça, sem virar de costas. Meu pai riu, arrumando os óculos em seu rosto.
— Nós estamos perdidos? — Luna pendeu a cabeça para o lado adorávelmente.
— Nítidamente... — Comentou Draco simplesmente, fechando o zíper da jaqueta de couro com dificuldades.
Draco apanhou o guia de suas mãos e foi ouvida uma lamúria descontente de Sirius. Ele franziu o cenho em concentação, e Mione se juntou a ele para tentar nos localizar. Os dois pareciam discutir sobre o assunto e apontar no mapa possíveis lugares do nosso paradeiro, enquanto sussurravam entre si.
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No Promisse - Drarry
Fantasy- Estarei sempre com você - Confessei sinceramente e ele piscou surpreso, parecendo muito emocionado. - Você promete? - questionou com os olhos curiosos brilhando em expectativas - Não - Disse simplesmente, observando seu sorriso murchar, dando luga...
