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Eu não sei, não sei... Que eu faço agora? Estou confuso e assustado. Ontem ficamos bastante tempo no quarto de infância dele, ri das suas fotos antigas e abracei tanto um dos ursinhos dele, que acabou presenteando-me com ele. Fiquei imensamente feliz e agradeci demais. Acho que esses dias eu tenho estado numa mistura de alegria e preocupação. Alegria porque estou de amassos com Wooyoung em literalmente qualquer lugar, tanto dentro quanto fora da propriedade da família dele. Preocupação porque fico nervoso a cada interação do Jung com alguns membros da família dele, visto que das últimas vezes terminou em choro e não gosto de vê-lo chorar. Sinto-me confuso com a sua vida. Sinto-me assustado com o que pode acontecer.
De certa forma, algo em mim insiste em falar que, por mais que aqui seja legal, eu não acredito que seja muito saudável para o meu menino e isso me deixa um pouco desconfortável. Pelo pouco que me contou e o que consegui extrair observando, acho que Wooyoung guarda muitas coisas densas e negativas acerca dos familiares dele. E isso deve ter vindo de um provável abuso psicológico sofrido por ele, já que não é possível que seja normal ele — o cara que quase nunca chora facilmente assim — tremer de nervoso numa crise de choro após algumas discussões. Eu não sei em detalhes que tipo de coisas ele sofreu, porém compreendo que tenha deixado ele muito hesitante em relação a inúmeras coisas.
Seu pai é o mais simpático. Ontem à noite ele sentou comigo no sofá e disse que queria me conhecer melhor. Eu não soube o que dizer, afinal... O que eu diria, ora? Mas conversamos um pouco sobre o que faço da vida, sobre Wooyoung e depois fizemos um puto salto de assunto para rankear nossas bebidas favoritas e quais as marcas prestam e quais não. Pelo menos sei que o pai de Wooyoung gosta muito, muito mesmo de beber álcool — coisa que Woo já me contou desde o início — e que é um verdadeiro expert no assunto. Wooyoung só ficou do outro lado, mudo, comendo uma torta de cenoura, nozes e caramelo. Ele gosta do pai, mas gostar dele o machuca. E quando Wooyoung disse que não gosta de amores ditos e contou sobre o pai... Caralho, isso explicou tanta coisa... Tanta coisa... Agora eu entendo tanta coisa em relação a ele...
Hoje mais tarde tem o jantar em família no jardim, foi o que Wooyoung me disse. Eu estou ansioso. Ultimamente tenho vivido coisas incríveis e maravilhosas com ele. Ontem fomos para a cachoeira, o bangalô do pai, nos pegamos deveras num bosquinho (com direito a sex tape) e ficamos grudados o dia inteiro. Não dormimos juntos de ontem para hoje, mas conversamos no kakao antes de dormir e percebo que isso é mais do que eu esperava. Hoje de manhã acordamos cedo, comemos e fomos passear em Bangkok. Acontece que eu amei essa cidade. Sério. Sério!! É muito perfeita, ainda mais porque meu guia foi Wooyoung. Ele me levou a lugares legais e especiais, além dos turísticos também. Fomos comer um lanchinho de rua que ele disse que é o favorito dele é Pad Thai, o tradicional macarrão frito tailandês, que tem camarão e outros frutos do mar também. Eu amei!!
Nós também fizemos compras para o almoço, além de termos experimentado lanchinhos de barraquinhas que encontramos na feira. Aqui é bem baratinho comer essas comidas, podem servir como uma refeição inteira. Eu fico besta com isso, porque essa acessibilidade toda é surpreendente. E também almoçamos num restaurante, a comida era tão apimentada que praticamente passei mal quando experimentei o prato de Jung. Pelo amor de Deus, como alguém consegue comer algo tão apimentado assim e ficar de boa?