nós somos namorados

826 114 126
                                        

— Tive uma ideia! — o sorriso que ele dá ao exclamar isso me faz pensar que há grandes chances de eu não gostar, mas ele vai falar mesmo assim

Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.

— Tive uma ideia! — o sorriso que ele dá ao exclamar isso me faz pensar que há grandes chances de eu não gostar, mas ele vai falar mesmo assim. — Se lembra quando a gente falou de ir ao motel?

— Hm.

— Por que a gente não vai?

— Porque eu estou de greve — reviro os olhos. — Sem sexo até você pedir desculpas.

— Eu não peço desculpas — põe as mãos espalmadas no meu peito e olha-me com os olhos falsamente inocentes. — Eu falo: poderia ter dito o que pensava de uma maneira que você não percebesse o insulto.

— Quando você diz isso eu só penso: por favor, volte para o seu país, por favor, saia da minha frente. Você me transformou num xenofóbico — apoio a nuca no recosto do sofá e olho-o meio abobado.

— Eu vou te denunciar, já falei — toca gentilmente meu nariz e começa a cutucar. — Aliás, cadê meu beijo?

— Vai ficar sem.

— Muito castigo de uma vez só, San — faz uma careta super fofa que deixa seu nariz enrugadinho.

— Você está lindo, sabia? — mudo de assunto só para provocar. — Está assim todo produzido por quê? Com certeza não é para mim, porque não sou tão especial ao ponto de você se arrumar todo assim.

— Tem razão — estala a língua no céu da boca e eu rio com o fato de ter concordado. — Eu estava gravando um comercial de chá gelado e vim direto para cá. Mas essas roupas são minhas mesmo, eu gosto de me vestir bem para me dar confiança a mais.

— E como foi lá? Você gostou?

— Uhum — sua mão direita deita no topo da minha cabeça e ele começa a fazer um carinho gostoso. — Você vai ver o resultado na televisão. Vou ganhar chá de graça por bastante tempo também. E eu fiquei bem fofo.

— Você é bem fofo — me desencosto do sofá para abraçá-lo forte. — E lindo. E cheiroso. E é bem o amor da minha vida.

— Eu sou o amor da sua vida?

— Está duvidando?

— A vida é muito longa para ter só um amor.

— Então fazemos assim: você é um dos amores da minha vida. Gostou?

Ele parece ponderar por alguns segundos. Enfim, conclui:

— Não, eu gosto de ser único.

— Vai tomar no cu, Jung — dou uma chacoalhada no seu corpo e ele ri graciosamente daquele jeitinho que fecha os olhos.

— Vamos ao hotel... Motel, na verdade. Merda de palavras parecidas — ainda está rindo quando fala isso. — Hm? Vamos?

— Então não vamos transar, porque você não pediu desculpas.

crises et chocolatHistórias para pegar e não largar. Descubra agora