nós vamos nos atrasar demais

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wooyoung

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wooyoung

— Wooyoung... Wooyoung... — escuto alguém me chamando, mas não me movo nem um pouco. Estou morrendo de sono, vou dormir mais. — Meu bebê, Wonnie... — sinto minha bochecha ser beijada por ele e tento virar meu rosto para impedir.

— Hm?

— Vamos... Já está tarde para você... — escuto San resmungar. — Já vai dar nove e meia. Você precisa trabalhar, seu vagabundo.

— Hm... — cubro meu rosto com o travesseiro. — Que se foda.

— Meu bem, assim você vai acabar na falência...

Eu não respondo. Ele me sacode pela cintura. Continuo sem responder.

— Venha, venha... — ele tira o travesseiro do meu rosto e me puxa pelos braços como se eu fosse um boneco de pano. — Você é pesadinho, viu?

— Não quero levantar... — resmungo.

— Levanta, puta, senão nunca mais vou dar pra você — ele me dá um sacode tão forte que minha alma sai do corpo por dois segundos e depois volta.

Abro os olhos na hora e me sento na cama. Como é que vou viver assim? A ameaça foi feita e eu sou cachorro mesmo, me curvo. 

— Calma, não precisa ser violento... — me levanto sozinho da cama e saio do quarto meio tonto para ir ao banheiro.

— Obrigado por ser compreensível, bebê — me diz lá do quarto.

Como sei que ele deve estar me vendo, caso esteja na pontinha da cama, eu ergo o dedo do meio nessa direção enquanto pego a escova que ele me arranjou ontem. Escuto sua risada, me indicando que viu o gesto, então procuro o creme dental para escovar os dentes. Sinceramente, ficar com San um pouco não é um problema algum para mim. Eu gostaria até de ficar mais tempo com ele, mas infelizmente não posso. Está tudo bem assim também, não vou criar caso. Não sou muito de grude, embora ultimamente eu esteja grudando nele. Se eu ficar alguns dias sem ele, vou sobreviver e ficar bem. No entanto, hoje eu realmente gostaria de ficar com ele. Mas não posso, o que é uma pena.

Quando volto para o quarto, ele já não está mais. Aproveito sua ausência para deitar na cama e cochilar um pouco, vai que eu consigo uns quinze minutos de soninho? Pelo amor de Osíris, eu mereço um pouco de paz, não? Pois bem. Me deito com cuidado para ele não perceber e me enrolo com o cobertor. Eu juro que até Wodilson eu abraço, só para deixar claro o meu fundo do poço. Em pouco tempo já apago, porque estou morto de sono.

— Porra, Wooyoung... — escuto do além a voz de San e enfim sinto suas mãos tateando minha cintura. — Você vai se atrasar, meu bebê...

— Me deixa, já tô dormindo — resmungo.

— Vem cá... — ele me vira de barriga pra cima e deita em cima de mim. — Por que você está agindo assim?

— Porque eu estou com sono — respondo, abrindo os olhos e olhando seu rosto.

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