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— Sannie! — assim que abro a porta, sou abraçado por Mingi bem apertado. — Saudades do meu gostoso!
— Você já voltou tem um tempão e nem veio me ver, seu bandido — Hwa reclama entrando no meu apartamento e fechando a porta atrás de si.
Eu estava prestes a dormir no sofá, assistindo o jornal, quando de repente a campainha tocou e eu tive de atender. Se eu soubesse que Mingi avançaria sobre mim, eu teria me preparado antes para impedir, porque agora ele quer pular no meu colo e não para de tentar.
— Desculpa... — eu resmungo, mas meu foco agora é empurrar Mingi pra longe de mim. — Mingi, você não é meu chaveiro, não.
— Me carrega! — ele pula no meu colo de novo e eu sou obrigado a segurá-lo, senão cai eu e ele no chão. — Eba!!
— E aí, San? Tem comida aqui para a gente? — meu amigo Seong passa direto por mim e vai em direção a cozinha, daí percebo que ele está segurando uma ecobag cheia e provavelmente tenha comida lá.
É óbvio que não tem comida direito na minha casa.
— Me leva para a sua cama, vamos nos trancar no quarto — Mingi se sacode todo, quando deveria ficar quieto.
— Por que nos trancar no quarto?
— Preciso tirar minha bunda da miséria! — Mingi ri da própria fala.
Ah, fala sério, nem tem como levar ele a sério.
— Tchau — literalmente jogo seu corpo no sofá e me livro logo do peso, porque não sou obrigado. — Tá fazendo o quê na cozinha, Seonghwa?
— Procurando alguma coisa pra comer, né? Sua geladeira é triste! — ele responde de lá, e eu escuto o tamborilar dos seus dedos na lateral da geladeira.
— E aí? — Song me puxa pelo braço para que eu caia no sofá junto com ele e eu confesso que a energia está tão caótica que eu nem sei o que fazer. — Vamos jogar ou não?
— Jogar o quê?
— Videogame.
— Eu não chamei vocês para jogar nada.
— Mas nós mesmo nos convidamos — ele dá de ombros e depois me abraça. — Como cê tá?
— Tô bem — me deixo levar, apoio a cabeça em seu peito a medida que ele inicia um carinho na minha nuca.
— Tem certeza?
— Uhum — balanço a cabeça e me aninho melhor ao corpo dele.
Mingi deixa um beijinho no topo da minha cabeça e, por conseguinte, bagunça os fios do meu cabelo. Eu deixo, porque ele sabe cuidar de mim.
— Uh, se lembra que a gente tinha dito que iria comprar uma calça jeans nova para você? — ele relembra do além e eu fico quase um minuto olhando para o encosto do sofá, tentando lembrar.