Capítulo 13

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P.O.V do Neymar

Não consegui disfarçar minha cara de incômodo com a situação, mas a Lilian não falou nada além de responder minha pergunta:

— Assim, quase um ex-namorado... nunca definimos o que era aquilo.

— Vocês tão... — ia concluir, mas ela me interrompeu.

— Não. Eu cheguei hoje e não vejo o Gerson como mais que um amigo, por enquanto.

— Por enquanto?

— É, por hora vejo ele como amigo — fala simples, me deixando sem fala.

— Ok... boa despedida.

— Obrigada.

Nos despedimos e eu desligo a call. Começo a me arrumar e vou pro CT pegar o ônibus pro local do jogo. Chego lá e encontro os meninos.

— Que cara é essa, moleque? — Thiago pergunta.

— A Lilian...

— O que que tá pegando? — Marquinhos entra na conversa.

— No dia do jantar, fui levar ela em casa e a gente acabou começando uma transa no carro... aí a tal da Isabella me ligou umas vinte vezes. Parei pra ver se era algo importante, e a Lilian viu que era ela. Saiu puta do carro. Tentei ir atrás, mas ela não quis papo.

— Puta que pariu... no meio da transa? Eu até entendo ela — Thiago comenta, e Marquinhos concorda.

— Eu também. O pior é que ela tá no Rio, me ignorou o dia todo. Só veio falar comigo agora porque eu liguei.

— E aí? — Marquinhos pergunta curioso.

— Pedi desculpas. Ela falou que tava de boa, disse que a gente tá solteiro e livre — falo, fixando bem essas palavras — e que, já que eu sou indeciso, ela prefere que seja assim.

— Podia dormir sem essa, hein, meu brother — Marquinhos fala, e ele e Thiago caem na risada.

— Ninguém mandou ficar nessa — Thiago aponta.

— Ela tava se arrumando... vai pra uma festa. Despedida do Gerson. Que é ex dela.

— O Coringa? — Thiago pergunta surpreso.

— Vai perder, hein, Júnior — Marquinhos comenta, e os dois começam a me zoar.

Os meninos continuaram me zoando durante o trajeto. O Thiago parecia saber da história da Lilian com o Coringa, mas, pra não ouvir mais gracinha, preferi não perguntar mais nada...

P.O.V da Lilian

Termino de me arrumar e fico no celular. Pouco tempo depois, chega mensagem do Gerson avisando que já tava na frente de casa. Saio e vejo o carro parado. Me aproximo, e ele abaixa o vidro, me encarando um bom tempo.

— Vai destravar a porta ou vai ficar admirando mais minha beleza? — falo, e ele ri.

— Amostradinha, né? — diz revirando os olhos e rindo enquanto destrava a porta — Mas cê tá gata pra caralho.

— Aí, obrigada. Eu sei — falo debochando, e damos risada.

Eu e o Gerson vamos pra casa dele, onde seria a festa. Chegando lá, já tinha uma galera. Gerson foi cumprimentar o povo e depois me levou até os meninos.

— Lilian! Quem é vivo sempre aparece — Ribas fala surpreso e me puxa pra um abraço.

— Exagerado como sempre, né, Ribas — brinco e retribuo o abraço.

— Que capítulo eu perdi, hein? Casal Malhação tá de volta? — Bruno Henrique chega zoando.

— Deus me livreeee! Não me joga uma praga dessas não, garoto — falo, e ele cai na risada.

— Ela não admite, mas é o sonho dela — Gerson entra na brincadeira.

— Deus me livre desse karma.

Fiquei conversando com os meninos. Logo depois o Everton chegou com a Marília, e a Bruna, esposa do Ribas, também chegou. Começamos a beber e fofocar horrores.

— Vocês não perdoam ninguém, né, fofoqueiras?

— Quem perdoa é Deus — Marília fala, e eu e Bruna caímos na risada.

Começou a tocar um funk e eu já tava dançando de lado, tentando convencer as meninas a irem pra pista comigo. Só a Marília topou — a Bruna é mais tímida e a gente entendeu. Ficamos rebolando a raba na pista e acabamos atraindo todos os olhares. O Gerson não parava de me encarar, e eu só conseguia rir com a Mari.

Paramos um pouco e voltamos a beber. Até que começou a tocar "chama o teu vulgo malvadão, mete com força" e eu e a Mari corremos pra pista. A galera se animou e veio junto. Mari ficou dançando com o Everton, tentando ensinar ele, e eu fiquei de canto. O Gerson chegou por trás e me deu um beijo no pescoço.

— Que susto! — falo, me arrepiando na hora.

— Dança comigo... vai ficar parada aí?

— Você vai dançar funk? — falo rindo, já que sei que ele não curte muito.

— Vou pedir uma música, pera — fala indo até o DJ.

Fico esperando, e quando ele volta, já começa a tocar Primeira Namorada, na voz do Menos é Mais. Dou risada e ele me olha.

— Vem — fala, rindo, e me puxa pra pista. Começamos a dançar e ele cantarola no meu ouvido:

Vai ser sempre a primeira namorada
Esse amor não vai sair de mim por nada
E nem tente se afastar de mim
Vai ser muito ruim se eu não puder te ver...

— Engraçadinho... não tinha outra música? — falo sorrindo, meio incrédula.

— Ter, tinha... mas essa é a nossa — fala me agarrando quando a música vai acabando — Me dá um beijo?

— E correr o risco de vazar em tudo que é site de fofoca? Deus me livre!

— Eu não vou ganhar nenhum beijinho por causa disso?

— Na verdade, você não vai ganhar um beijo porque não tá merecendo — falo fazendo graça, e nós rimos.

Saio da pista e volto a conversar com a Marília e a Bruna. Por volta da 1h da madrugada a galera começa a ir embora. Eu também tava prestes a sair, mas o Gerson me pediu pra esperar ele, pra eu não ir sozinha. Então fiquei mexendo no celular, até que ele chega.

— Pronto, se foram todos — fala, suspirando como se estivesse aliviado. Dou uma gargalhada.

— Você é péssimo!

— Eu fico agoniado. Não faço festa por isso — fala de forma engraçada — Me espera tomar um banho rapidinho, aí te levo. Pode ser?

— Pode sim — falo, tirando o salto, e subo com ele.

Ele tira a camisa e começa a falar com ele mesmo no espelho, fazendo graça.

— Bicho gostoso do caramba — fala se referindo a si mesmo, e eu me acabo de rir.

— Você é amostrado demais, garoto — falo, e ele continua fazendo graça. Acabo fazendo uns cliques dele e ele fica se exibindo.

Ele me pede pra ver as fotos e se aproxima. Começo a mostrar.

— Mó bonitão, véi. Fala aí.

— Não acho. Acho uma beleza bem simples — falo só pra contrariar.

— Fala a verdade... o pretinho é gato, fia — eu caio na risada e ele me joga na cama, ficando por cima e começando a fazer cócegas em mim, me fazendo rir ainda mais.

— Tá achando engraçado agora, tá?

— Tô! — falo em meio às risadas — Para, vai! Por favor!

Ele para e me olha, segurando minha nuca, e se aproxima da minha boca.

— Agora eu mereço um beijinho, pelo menos?

Continua...

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