Capítulo 6

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Um mês, exatamente um mês que estou nesse cativeiro infernal, chamado de casa.
Esse um mês aqui sem nem poder sair de casa foram horríveis.
Os dias se passavam de um modo tão lento, parecia que nunca iria acabar.

Escrava. Essa palavra que me definia nesse um mês presa aqui.

Uma rotina que parece ser já programada.
Acordo, tomo café da manhã, logo ele chega e vai pro seu quarto. Quando é horário de almoço, ele desce e espera que eu sirva a comida pra ele, lavo a louça e depois disso posso comer.
Varro a casa limpo cada cômodo da mesma (exceto o seu quarto).

Antes ele não permitia eu lavar suas roupas, só que depois de duas semanas ele viu que o trabalho ficou "pesado" e então agora eu ganhei mais uma tarefa para fazer.

Eu gosto de fazer esse tipo de coisa, só depois de algumas semanas para cá estou perdendo o prazer de fazer isso.
Já está cansativo demais para mim.
Quase não tenho mais tempo para dormir, e quando dou um cochilo percebo que já está na hora de acordar e fazer tudo de novo.

Exaustivo!

É super raro nós dois conversarmos, no máximo ele fala: "-já fez isso?" ou "-fez o que eu te pedi?".
Ele é muito calado.

As vezes parece que só tem a minha presença nessa casa, mesmo ele estando aqui.

Seu quarto (o único cômodo que não posso entrar) ele só vive lá, e quando não está nele está fora de casa fazendo alguma coisa que nem passa pela minha cabeça.

-o que será que ele faz quando está fora de casa? - pergunto para mim mesma.
Ele sempre sai a noite e só volta de madrugada.
Será que ele trabalha?

"-é senhora Lindsay agora não podemos mais nem andar na rua à noite, por causa desse tal de serial killer."

A voz da moça que estava no mercado da senhora Lindsay pairava sobre minha cabeça.

"-vocês não souberam não?... O primo do meu noivo foi morto, junto da sua namorada."

"-dizem que foi esse tal de serial killer que vive assassinando pessoas inocentes. Covarde!"

"-isso aconteceu ontem à noite depois deles terem saído para passear. Estavam voltando para casa, acredito eu."

Porque essas vozes estão na minha cabeça?

E se minha teoria estiver certa?: Esse tal de Jeff poder ser o serial killer que tanto falam.

Eu estou vivendo com um assassino.
Estou lidando com um grande perigo!
Ele mata pessoas e destrói famílias de uma forma como se fosse diversão. Isso é horrível!

Ouço o barulho da porta sendo destrancada, ele chegou!
Preciso me manter calma, senão a próxima vítima dele será eu.

Me levanto da cadeira e começo a varrer o chão da casa. Finjo estar distraída olhando para o chão.

Ele entra e logo sinto seu olhar sobre mim por alguns segundos. Ele sobe as escadas como um furacão e entra para seu quarto.

Me sinto mais aliviada.

𝐉𝐞𝐟𝐟 𝐓𝐡𝐞 𝐊𝐢𝐥𝐥𝐞𝐫 - 𝐀 𝐇𝐢𝐬𝐭𝐨́𝐫𝐢𝐚Onde histórias criam vida. Descubra agora