Capítulo 23

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Jeff

Já havia uma semana que eu havia descoberto sobre a gravidez de Madeleine.
Essa criança poderia nascer a qualquer momento e não poderia deixar Slender tratar de "cuidar" dessa criança do jeito dele.
Pego a bolsa dela. A que eu roubei na noite em que raptei ela. Com seu celular, um pente de cabelo e uma carteira vazia. O dinheiro que estava na carteira eu já havia gastado na primeira semana em que ela estava morando aqui.

Desço as escadas e vou para seu quarto e vejo ela deitada.

—Madeleine. - a chamo e ela se levanta no susto.

—O que foi agora? - ela pergunta sem olhar em meus olhos.

—Preciso que você vá embora dessa casa. Hoje mesmo. Agora. - nunca fui tão direto com palavras.

—Como... Assim?! - ela arregala os olhos.

—É, não entendeu?

—Jeff eu não posso ir embora, não agora... Eu não sei sair dessa floresta, ela é muito grande. E se eu me perder? E se algum animal selvagem me atacar? Sair a noite é muito perigoso. Jeff você não pode fazer isso comigo. Por favor. Tenha piedade de mim, do nosso filho. - ela fala em meio a lágrimas.

—Seu filho. - a corrijo.
—Você não pode ficar aqui é muito arriscado para essa criança. Você está livre agora. Não é mais minha escra... Quero dizer prisioneira. Você está livre de mim e da minha maldade.

—E quanto ao nosso amor Jeff? Eu e você?

—Esse amor nunca existiu! Tudo foi uma mera ilusão sua.

—Madeleine eu não quero discutir com você. Como eu já disse é muito arriscado você viver aqui com seu filho.

—Porque é arriscado? Jeff me explica!

—Olha, você não entenderia. O que de fat...

—É claro que eu entenderia! Jeff me explica agora o que está acontecendo! Assim como você me forçou a contar sobre o segredo que eu estava guardando de você eu quero que você me responda o que você está escondendo de mim!

—O que está acontecendo é o seguinte, você está grávida e eu estou te dando o livre arbítrio para você viver bem com seu filho longe de mim, longe dessa casa e de toda minha má influência.

—Jeff eu não posso viver longe de você. Esse bebê é fruto do nosso amor!

—Não teve amor! Nunca houve!

Jogo a bolsa em sua direção logo ela pega a mesma sem reação. Parecia nem se lembrar mais dela.
—Toma a sua bolsa e vai embora dessa casa! 

—Eu não vou.

Ela já havia testado toda minha paciência fazendo eu perder total a carga do bônus de mansidão que restava em mim.
A ira já se fazia presente em mim, me deixando louco.
Pego ela pelo braço fazendo um percurso pela sala e parando em frente a porta. Paro de segurar ela quando percebo que estava a machucando, seu braço ficou muito avermelhado.
Suspiro.

—Madeleine, eu não quero te machucar e nem te fazer mais mal do que eu já fiz a você. Só peço que você vá embora. Sua vida será muito melhor sem mim. Você pode ter o seu filho, se casar com um homem que te ame verdadeiramente, ter uma família e ser feliz.

Abro a porta e ela olha paralisada para fora de casa.

—Quando sair fecha a porta, por favor. - declaro enquanto subo as escadas.

Deixo a porta meio aberta e fico por trás dela. Escuto a porta ser fechada. Ela havia saído.








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𝐉𝐞𝐟𝐟 𝐓𝐡𝐞 𝐊𝐢𝐥𝐥𝐞𝐫 - 𝐀 𝐇𝐢𝐬𝐭𝐨́𝐫𝐢𝐚Onde histórias criam vida. Descubra agora