Capítulo 9

180 20 16
                                        

Jeff:

Ela havia feito um curativo em meu braço.
Sua mão era tão delicada, podia me sentir maravilhado.

Me sirvo para comer.

-você já comeu? - pergunto enquanto fixava meu olhos na panela.

-ainda não.

-você vai querer comer?

-sim.

-deixa que eu te sirvo.

-tá bom então. - ela se senta na cadeira e apoia seus braços na mesa.

Termino de preparar seu prato e levo até ela.

-obrigada. - ela agradece enquanto já saboreava a comida que ela havia mesmo feito.

Eu ficava a observar ela comendo delicadamente, ela estava totalmente distraída, enquanto seus olhos estavam sobre a observação do prato.

Eu queria saber mais sobre ela. Como eu poderia iniciar uma conversa entre nós dois.
Desse quase dois meses que ela está aqui, era bem raro eu escutar sua voz.

-você tem quantos anos? - pergunto de uma forma fria. Ela me olhava surpresa, acredito que é pelo fato que eu acabei de puxar assunto com ela.

-tenho dezoito anos, vou fazer dezenove ainda esse ano. - interessante.

-faz aniversário quando?

-vinte e nove de junho. - gostei da onde a conversa está chegando.

-e você?

-eu o que?

-tem quantos anos?

-dezenove.
-faço aniversário em agosto, dia vinte e um

-hum, legal.

-tem muito tempo que você mora aqui? - ela pergunta curiosamente.

-quase três anos.

-essa casa era dos seus pais?

-não.

-porque você decidiu morar aqui?

-eu gosto da vibração que aqui passa. Gosta da solidão, do silêncio. Só pelo fato de estar longe dos humanos é um dos melhores fatos de morar aqui.

Acho melhor terminamos essa conversa. Me levanto e coloco meu prato na pia, logo ela faz o mesmo, e se oferece para lavar os pratos.

Eu ainda não havia descansado, e ainda estava de tarde. Vou para o banheiro para tomar um banho. Logo deito em minha cama.
Ah minha cama, tudo o que eu mais queria nesse dia tenebroso.

××××××××

Me espreguiço e imediatamente abro meus olhos.
Me levanto e logo saio de meu quarto.

Ainda no primeiro degrau da escada vejo Madeleine, lá estava ela concentrada assistindo televisão. Tão preciosa.

Eu só queria ela, só ela.
Seu rosto era sem nenhum defeito, ela era tão esbelta.
Uma rosa preciosa do meu jardim que estou encarregado de cuidar para manter sua beleza.
Ela não tinha nenhum sinal de cicatriz ou uma mancha pelo seu corpo.
Perfeita! Sim essa era uma das palavras que a definia.

𝐉𝐞𝐟𝐟 𝐓𝐡𝐞 𝐊𝐢𝐥𝐥𝐞𝐫 - 𝐀 𝐇𝐢𝐬𝐭𝐨́𝐫𝐢𝐚Onde histórias criam vida. Descubra agora