[Matheus POV]
[7 de abril de 2019]
Sabia que tudo aquilo ia dar merda, eu, João e alguns amigos em plena sexta feira, na rua. O que iria dar?
Nós no começo da noite nos prometemos que não íamos fazer besteira, e logo depois de parar a frente de um 24h, compramos uma garrafa de vodka e outra de refrigerante. Paramos em frente a um posto de gasolina e começamos a fazer as besteiras. Nos estávamos em nove, então deu pra fazer uma roda e jogarmos verdade ou desafio.
Luana, a menina do cabelo grande e cacheado, ela era louca, mas divertida. Ela começou a girar a garrafa de refrigerante. E a boca da garrafa parou em mim e a outra parte em Luana.
-O que você escolhe capitão? -Ela brinca.
-Desafio. - Digo confiante.
Ela ri, e olha bem no meu olho.
-Desafio você a dar um selinho no João.
-Você esta louca - Digo rindo, mas na verdade era o que eu mais queria.
Então eu e ele levantamos ao mesmo tempo, nervosos. Ele chega perto de mim e me segura.
-Olha o que você faz senhor João Pedro. - digo, eu era muito amigo dele, mas não sabia se ele queria mais que isso.
Ele trás o rosto dele ate o meu e me da o selinho, não da nem tempo de eu abrir o olho e ele ja estava me beijando, de lingua. Ouço nossos outros amigos gritarem e aplaudirem.
Eles gritavam.
-Jotheus! Jotheus!
[23:54 hoje]
Acordo com uma dor de cabeça enorme, minha garganta estava seca e minha barriga doía. Vejo que Vit estava na maca, examinando João.
-Ah, oi math, João acordou agora pouco, mas acabou de adormecer.
-Que bosta. O que ele falou.
-Eu e ele conversamos, sobre a doença, assuntos aleatórios.
-Ele está bem?
-Sim, ele melhorou muito, ele passou mais tempo acordado, isso é sinal de melhora.
Isso me deixa muito feliz, um sorriso escapa, mas a voz do doutor vem em minha cabeça. "Não tem cura". O sorriso se vai como fumaça ao vento.
Não dormi pelo resto da noite, que novidade.
Fiquei relembrando das nossos momentos especiais, dos beijos, dos toques, das risadas...
Desde que conheci João, no ano que completei 18 anos, daquela época ate algumas semanas atrás, antes de ele começar a morrer, foram os melhores dias da minha vida, tudo era perfeito, beijos perfeitos, brigas perfeitas, desculpas perfeitas, abraços perfeitos, tudo foi perfeito.
Lembro-me quando tinha definido cem porcento meu amor por João Pedro Santos, foi depois de alguns meses depois de nos conhecermos. Eu achava que era apenas eu que gostava dele, ele tinha uma cara de Hétero, não sabia que ele também gostava de mim.
Antes do primeiro beijo, os dias foram uma merda, eu chorava, e muito, eu cheguei ao ponto de ficar doente.
Quando me dou conta, eram sete da manhã e Vit entrava no quarto.
-Bom dia flor do dia - Ela entra rindo.
Deixo escapar um sorriso.
-Bom dia - digo e minha garganta dói.
-Tudo bem?
-Aparentemente não.
-Nossa, você esta bem? Está com fome?
-Não quero nada.
-Você esta muito ruim Math. O que eu posso fazer pra melhorar você?
-Tire toda essa doença dele, eu quero falar com ele, ficar com ele.
-Eu não sou deus, mas sei que tudo isso vai curar e você vai poder ficar o resto da dua vida com ele.
-Espero.
Alguém bate na porta.
-Puta merda, deve ser algum novato que ainda bate pra entrar. - Ela vai ate a porta e abre.
Só que não era uma enfermeira, era uma visita.
A visita entra no quarto e olha pra mim, meus olhos estavam cheio de lagrimas, oque atrapalhava a visão.
-Você está muito ruim Aquaman. - Logo depois de ouvir o aquaman reconheço quem é.
-Lu? - Sorrio.
-Levanta essa bunda dai e me abraça seu bosta.
Me levanto com todas as minhas forças e caio em seus braços.
-Quanto tempo - ela me abraça.
-Sim - falo chorando.
-Ela me solta e eu vou pra cadeira de volta, enquanto ela me observa.
-Você esta pior que seu namorado aquaman, credo.
Dou um sorriso fraco e ela começa a rir, eu não consigo evitar de rir junto, puta merda a risada dela era a coisa mais engraçada do mundo.
-Sua puta, rir doi minha barriga.
-Você tem que melhorar Matheus.
-Meio difícil nessa época.
Ela vai ate João e o observa, ela coloca a mão sobre seu peito e começa a falar.
"Não queria que você estivesse aqui, melhore logo, aqui ta meio difícil sem você"
Ela sai de perto da cama, segurando o choro, mas ela olha e fala pra mim.
-Vamos, tome um banho, vamos sair, ir pra algum lugar.
-Fazer oque?
-Fazer você melhor, você ta pior que rato morto.
-Tudo bem - Digo rindo.
Entro no banheiro, era simples, nada de mais. Tiro a roupa e faço contato com a agua quente do chuveiro.
[João POV]
O dia estava lindo, eu estava em um campo, limpo, cheiroso, ensolarado o clima perfeito. Math estava ao meu lado. Ele segurava minha mão, estava tão feliz. Nós caminhavamos calmamente pelo campo, eu via apenas mato verde pra frente, sem fim.
-Ate onde vamos? - Pergunto
-Ate onde pudermos.
Olho pra ele, e vejo que ele parecia mais velho, uma barba rasa crescera em seu rosto, ele tinha os olhos mais tristes. A cada passo que íamos caminhando, ele envelhecia mais e mais.
-Math? - Ele havia parado de andar.
-Eu te amo Joe - Ele diz.
Então ele começa a ter cabelos brancos, rugas surgiram em seu corpo.
-Eu também te amo Math - Digo.
Então ele parece ter ficado mais velho, mais magro, então ele fica todo branco.
Eu tinha visto ele envelhecer junto comigo, o que não verei na vida real, ja que estou morto.
O verde do campo desaparece e vejo um cenário todo negro, poluído e mal cheiroso.
O mundo real.
Olho diante ao quarte e vejo uma mulher parada a porta do banheiro, parecia que alguem tomava banho.
-Psiu - digo.
-JOEEEE - ela dá um grito estérico, fazendo a pessoa que estava no chuveiro o desligar. Era Matheus? - EU NÃO ACREDITO QUE VOCÊ ACORDOU.
Ela me abraça, me beijava, pulava, gritava.
Era Luana, a que começou com essa historia minha e do Matheus.
A porta do banheiro se abre, rapidamente.
Eu estava vendo o paraíso?
Não, era apenas Math saindo com apenas uma toalha cobrindo o corpo.
-Joe! - ele fala meio fraco.
Ele anda com emoção ate minha cama e me beija.
-Esta tudo bem amor? - ele pergunta.
-Estaria melhor se você tirasse essa toalha.
Ele ri, mas não faz oque eu pedi.
-Você estava indo em algum lugar?
-Sim eu ia passear um pouco com a Luh, será que você pode ir conosco? - Antes de ele terminar a louca da Luana estava gritando o nome da Vit.
Começo a rir, enquanto ele encosta a cabeça no meio peito.
-Que saudade? Andou tendo sonhos?
-Só um, e um de cada vez que eu entro em coma.
Respondo, apenas vê Vit entrar.
-Oi margarida, falei com o medico, você pode ir. Mas que alguma enfermeira vá com você.
-Topamos - Ele diz. - Mas que enfermeira.
-Eu né, burro.
Nos rimos juntos, e Vit chama outras enfermeiras pra ajuda-la.
Elas me levantam da cama, pois não conseguia me mexer, eu estava tão feliz, queria que o dia não acabasse tão cedo.
Nós saímos do hospital felizes, Luana dirigia o carro, Vit estava na frente, eu e Math estávamos atrás.
Ele segura minha mão.
-Senti sua falta. - Ele diz.
-Eu também. - Inclino a cabeça e o beijo, por alguns longos minutos. Eu estava com tanta saudade, com tanta vontade, com tanto...desejo.
Era o que eu mais queria naquele momento.
Luana havia parado em frente a uma pizzaria, descemos do carro, e respiro o ar sem cheiro de doença como o do hospital.
Entramos conversando, enquanto Matheus empurrava minha cadeira.
-Espero que hoje não tenha fim. - digo.
-Eu também espero.
Entramos na pizzaria, foram varias conversas, comemos muito, eu comi mais ou menos duas pizzas inteiras, e Math umas quatro. Nos estávamos em um grande jejum por causa de falta de um do outro, ele não dormia e eu dormia até demais.
***
Voltamos da pizzaria muitos felizes, Luana deixou eu Vit e Math no hospital e foi embora deixando um grande abraço. O hospital era novo, então ele tinha um gramado bonitoz árvores, muito confortável. Entro no prédio e vou ate o quarto, Math me empurrava, ele não falava nada, apenas algumas eu te amo. O quarto tinha sido limpo, ele estava com um cheiro melhor, os cobertores foram trocados, estava como outro quarto. Vit faz alguns exames em mim e fala.
-Você vai ter que ser vacinado.
-Você esta falando como se eu fosse eu cachorro! - digo rindo.
-Então cachorrinho, isso é um coquetel que com certeza vai melhorar a doença, todo dia você vai ter que tomar.
-Então me de tudo de uma vez.
-Você quer morrer de overdose.
-A doença ja vai me matar, overdose não e nada.
-JOE - Math fala ofendido.
-É a verdade.
Eu quase gritei quando vi a seringa. Ela era enorme e tinha um liquido azul, era estranho, e a agulha era do tamanho do meu dedo.
Apenas dou meu braço pra ela picar. Não doeu nada pra falar a verdade. Vit guardou as coisas e saiu do quarto falando.
-Vou deixar vocês a sos - ela faz uma cara safada.
No mesmo momento que ela fecha a porta ele literalmente pula em mim.
-Math, eu não consigo me mexer.
-Você não vai precisar mexer nada amor.
Ele tira minha calça e envolve tudo na boca. Tudo mesmo.[N/A]
Oin bando de safados, esse capitulo demorou pra sair, porque eu vi alguns erros nos últimos caps que me desanimaram de continuar, mas eu to aqui.
Eu to tentando no maximo não deixar esse fic entediante, só com o Joe acordando falando um oi pro math e voltando e DPS um sonho.
Não né.
Fiz o capítulo bem mais legal (eu acho) com até um boquetinho no final. (Aquela carinha)
A música foi por querer, mas tem haver com o capítulo, e também é uma música triste, eu gosto muito de 1D e eles não gostam, coloquei só pra irritar.
XOXO Luiz
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