Enigma do Príncipe, 1996
Ginny andou pelo quarto de Fred e George o mais completamente que pôde. Se o resto dos habitantes da Toca não estivessem cientes de seu descontentamento antes, ela faria com que todos ficassem cientes disso agora.
Claro, ela não tinha certeza de como qualquer outra pessoa na casa poderia não perceber o descontentamento de Ginny. Ela havia expressado isso com bastante clareza nas últimas duas semanas.
Duas semanas! Eles só voltaram da escola por duas semanas, e este verão já tinha todas as marcas de possivelmente o pior de todos, o que seria uma façanha, considerando que eles tinham ficado presos no número 12, Grimmauld Place, durante a maior parte do verão anterior.
Tudo começou no jantar da primeira noite em casa. A conversa em família estava indo muito bem, quando Bill pigarreou e se levantou.
─ Bem, ─ ele começou, virando-se para Ron e Ginny, ─ eu tenho um anúncio para vocês dois.
Seus pais de repente ficaram muito interessados no que estavam comendo, enquanto Fred e George, sorrindo abertamente, pousaram os garfos como se não quisessem perder um momento do que estava por vir.
─ O resto da família sabe, ─ continuou Bill, ─ mas eu queria contar a vocês dois pessoalmente. Então... ─ ele sorriu amplamente. ─ Fleur e eu ficamos noivos.
─ Uau... ─ disse um Rony surpreso.
─ O que?! ─ exclamou uma Ginny horrorizada.
Bill sorriu.
─ Obrigado, Ginger Snap.
Isso não tinha sido a pior coisa, é claro. Bill e sua mãe explicaram que Fleur chegaria à Inglaterra pela Chave de Portal dentro de alguns dias, tendo conseguido um emprego de meio período em Gringotes, e que ficaria na A Toca para conhecer a família e "trabalhar no inglês dela". Nesse ponto, Ginny murmurou para Fred:
─ Acho que a única coisa Inglesa em que ela estará trabalhando será Bill. ─ Apesar de seu aborrecimento com a situação geral, ela teve que admitir que a explosão de suco de abóbora que esse comentário desencadeou no nariz de Fred foi um de seus momentos de maior orgulho.
A iminente invasão francesa significava que Ginny passaria os próximos dias limpando. A intenção disso, ela tinha certeza, era mostrar a Srta. Delacour que A Toca em Ottery St. Catchpole era de fato um viveiro de atividade social. Claro que é, Ginny pensou amargamente para si mesma. Se por acaso você gosta de botas de cano alto, gnomos de jardim e plugs trouxas.
A indignidade mais grosseira de todas, entretanto, veio quando sua mãe a informou sobre os novos arranjos para dormir.
─ Agora, Ginny... ─ ela começou no café da manhã antes da chegada de Fleur, ─ queremos que Fleur fique confortável.
─ Você quer dizer Fleuma?
─ Ginevra... ─ sua mãe disse em advertência, mas Ginny percebeu um sorriso inconfundível no canto de seus lábios. ─ De qualquer forma, nós queremos que Fleur fique o mais confortável possível, então seremos anfitriões gentis, e ela dormirá no seu quarto.
─ Ela não fará tal coisa! ─ Ginny protestou rapidamente.
─ Ela vai, ─ atirou de volta a mãe. ─ É o quarto mais próximo do de Bill, e Bill achou que isso a ajudaria a se sentir melhor sobre a coisa toda.
─ Qual é o ponto? ─ perguntou Ginny. ─ Você a colocou tão perto do quarto de Bill que ela nem vai precisar ficar no meu.
─ Ginny! ─ ofegou sua mãe. Da mesa, Ron gargalhou enquanto se servia de uma terceira porção de ovos.
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𝙂𝙞𝙣𝙣𝙮 𝙒𝙚𝙖𝙨𝙡𝙚𝙮 𝙖𝙣𝙙 𝙩𝙝𝙚 𝙃𝙖𝙡𝙛-𝘽𝙡𝙤𝙤𝙙 𝙋𝙧𝙞𝙣𝙘𝙚
Novela JuvenilA história de Harry Potter e o Enigma do Príncipe, mas contada do ponto de vista de Ginny Weasley. Tradução da história escrita originalmente em inglês no fanfiction da autora @/RRFang
