O Bruninho apertou no botão, chamando o elevador e ainda esperando a porta abrir, estava distraída e quando olho para o Bruno, ele estava com o olhar fixo em mim e logo abriu um sorrisinho de lado. E caraca...como o olhar dele era intenso, penetrava a alma e aquele jeito de sorrir, meio malicioso me desmontava. Sorri meio tímida, tentando disfarçar. Entramos no elevador que já tinha alguém dentro e tentamos disfarçar ao máximo a nossa proximidade. Ao chegarmos até seu carro, ele abriu a porta para que eu entrasse. Durante o trajeto fomos conversando entre risos. Era verídico: não só o beijo encaixava, mas a vida. Gostos e hobby parecidos, o quanto amávamos estar em família, visão de futuro. Foi aí que me peguei pensando o quão ferrada eu estava: ele não era apenas um rostinho bonito, era tudo o que eu queria em alguém. Ele estava me ganhando nos detalhes, desde o início da noite se mostrou atencioso e de uma gentileza incalculável. Os antigos relacionamentos criaram uma barreira em mim e eu não estava pronta para me permitir nem ao menos tentar. Meus pensamentos foram interrompidos quando chegamos no prédio onde moro e percebi sua mão aberta como um convite para que eu colocasse a minha mão em cima da dele. Então o fiz, não pensei em nada, ali éramos nos dois apenas curtindo uma noite, então me permiti aproveitar o momento.
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Ficamos uns segundos ali, conectados pelo olhar e não precisavam palavras para entender que queríamos um ao outro. Chovia muito, então parecia a desculpa perfeita para ficarmos mais um pouco nos curtindo. Senti a sua respiração respiração cada vez mais perto e quanto mais se aproximava, mais sentia meu coração acelerar ao ponto de sentir o sangue sendo percorrido em minhas veias. Ele sabia me tirar do sério: com um mão acariciava a coxa e com a outra prendia os dedos em meu cabelo de forma leve, mas intensa. E assim curtimos o nosso beijo que ficava cada vez mais quente e intenso, paramos apenas para recuperar o fôlego. Entre um beijo e outro ele acrescentou: - Eu quero você. "Que droga!", pensei, porque eu também o queria e embora a minha mente insistia em em inventar uma desculpa e negar, o meu coração e meu corpo vibrava pelo contrário. Eu cedi. Era apenas uma noite, além disso somos adultos, já não tinha porque ficar com joguinhos de desinteresse ou algo do tipo. Então com os dedos acariciando sua barba, respondi: - Fica aqui essa noite.
O caminho entre o portão e meu apartamento nunca estivera tão longo, pois tínhamos urgência um no outro. O prédio já estava silencioso, então não teve perigo de sermos notados, a não ser os seguranças, mas eu já não me importava com consequências, eu o queria e isso bastava. Chegamos no meu apartamento e ao fechar a porta e me virar ele estava ali parado atrás de mim, estava explícito em seus olhos o convite para nos amarmos aquela noite. Ele se aproximou com as mãos em minha nuca e empurrando meu corpo na porta atrás de mim, fazendo encostar minhas costas nela. Enquanto puxava levemente meu cabelo depositava beijos meu pescoço me fazendo tombar a cabeça como em petição por mais, ao mesmo tempo que eu passava a ponta das unhas por dentro da sua blusa em suas costas. E aos poucos foi subindo os beijos para meu rosto, então sussurrei: "que droga viu." e rimos fraco, sabíamos que nada daquilo era pra estar acontecendo, segundo os meus planos. Peguei em sua mão e o conduzi até o o meu quarto. Tínhamos sede um do outro, então enquanto o empurrei em minha cama, ficando por cima e tirando cada peça de sua roupa, ele fazia o mesmo com a minha. Ela sabia provocar e enquanto nos entregamos eu só conseguia pensar o quão perdida eu estava, ele me fez sentir como há muito tempo não me sentia, foi incrível. Não era só o beijo, o papo e os gostos que se encaixam, o sexo também.
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Era por volta das 03:00 quando finalmente sossegamos e ali deitados de lado um de frente para o outro apenas com peças íntimas, nem mesmo a luz baixa daquele quarto era capaz se esconder a força e intensidade do seu olhar, seus olhos percorria cada parte do meu corpo. - Você é sensacional. - disse quebrando o silêncio enquanto com o polegar acariciava meu rosto. - Foi incrível. - falei. Ele me puxou para mais um beijo, dessa vez lento, suave e cheio de ternura e logo após me aconchegou em seu peito e com nossos pernas em entrelaçadas eu imaginava o quão perigoso era aquele gesto, era uma das regras que eu apregoava em minha mente sempre: não ficar abraçada ou de conchinha com ficantes. Mas ele parecia não se importar com isso, enquanto fazia carinho em minhas costas eu me questionava se era só comigo ou com as outras ele também era atencioso, romântico e intenso daquele jeito.
Sabíamos que ele não podia sair dali com o dia claro, o fato de sermos figuras públicas nos fazia ter uma cautela redobrada sempre, então quebrei o silêncio: - Você sabe que tem que ir né? - Sim, mas o meu desejo era ficar muito. - ele completou. Fui me levantar para que ele pudesse sair e se preparar para ir embora e antes de me levantar ele segurou minha mão. - Espero viver outras noite como essa. - disse. - Quem sabe. - falei e atendi ao impulso do meu corpo sentando sobre o corpo dele, segurando o seu rosto e o beijando de forma intensa. Me levantei, vesti minha camisola e ele vestiu sua roupa, nos certificamos de que havia pegado todos os seus pertences e o levei até a porta. - A gente se vê. - falei. - Por favor. - ele disse depositando em mim um último beijo. Enquanto esperava a porta do elevador se fechar mais uma vez nos perdemos no olhar um do outro e quando finalmente a porta se fechou, pensei quanto aquele noite tinha sido maravilhosa, o quanto sua mão apertando minha cintura me causava arrepios, o quanto nossos corpos tinha encaixe perfeito. E eu não sabia se isso me deixava feliz ou com raiva, eu já estava presa na gente e isso era inquestionável.