Estávamos em nosso ápice, suspiros intensos quando ele sussurrou "te amo", eu congelei um pouco, aquela frase causou impacto em mim, mas não falei nada, acho que ele percebeu o quanto aquela frase me desconcertou, mas não conversamos sobre, apenas continuamos o que estávamos fazendo. Ali já jogados na cama, apenas conversando, percebi que não tinha levado nem uma peça de roupa confortável, então vesti sua camisa, enquanto ele estava apenas de calça moletom. Eu queria aproveitar cada momento, então com os braços apoiados em cima do seu peito para sustentar meu rosto, com as mãos eu percorria cada detalhe do seu o olhando fixamente, ele também me olhava, ele causava um efeito sobre mim que eu não sabia controlar, ele me conquistou. Ao fundo tocava uma música de Thiaguinho com letra:
"Só meu beijo é capaz de te deixar assim (Deixa eu te fazer feliz) Longe um do outro nossa vida é tão ruim (Deixa eu te fazer feliz) Deixa eu te fazer feliz"
- Ellen - ele disse acariciando meu cabelo enquanto assenti para sinalizar que estava prestando atenção. - Ouve meu amigo Thiaguinho aí... - acrescentou. - Oi? - eu disse confusa. - Deixa eu te fazer feliz - ele falou em seguindo sorrindo me fazendo sorrir junto. Não me contive e o beijei. - Isso cê já faz - disse dando mais um selinho nele - Você não disse que precisava arrumar o que levar pra viagem? Bora? - eu falei me levantando. Ele resmungou algo insinuando que queria ficar mais um pouco ali na cama. Quando terminei de ajeitar meu cabelo no espelho, me virei pra cama e ele já estava sentando em um lado da cama, mas parecia distante, quando quebrou o silêncio: - Você conhece o Matheus? - falou, sério. - Matheus? - fiz uma expressão confusa. - Que se despediu de você quando saiu do elevador. - acrescentou me olhando. - Ah... Não, primeira vez que o vi, muito simpático. - falei notando um ciuminho. - Simpático até demais - ele disse. - Isso é ciúmes? - acrescentei sorrindo enquanto me aproximava dele. - Eu diria cuidado - ele falou esboçando um sorriso e agarrando minha coxa ao me puxar para perto de maneira que eu apoiei os meus braços em seu ombro e fazia carinho em seu cabelo. Ficamos ali um tempinho abraçados, até que finalmente fomos arrumar suas malas, o ajudei na escolha das roupas, dos acessórios, sapatos. A gente construiu uma cumplicidade muito bacana e de forma leve, isso me impressionava e fazia me apaixonar ainda mais por ele. Já passava das 19:00 quando ele foi preparar algo pra gente comer e eu o ajudei, enquanto tomamos vinho.
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Ele ligou novamente a caixinha de som que havia desligado mais cedo e ficamos ali falando sobre viagens que já tínhamos feito, perguntei sobre como surgiu a vontade em ser jogador de vôlei, fazíamos brincadeiras um com outro e quanto mais nos conhecíamos mais eram escontradas semelhanças. Quando estávamos quase terminando ouvi tocar "Bruninha" de Kevinho e Tierry e não me contive: o abracei por trás, o agarrando tentando fazê-lo dançar e sussurrando uma outra versão da música: - "Oh-oh-oh, Bruninho Ninguém faz como tu Carinhoso e safadinho" - rimos juntos. Tudo era leve entre a gente, o mundo ao redor parava literalmente. Depois de jantarmos, passamos uma parte da noite assistindo filme agarradinhos e a outra nos amando intensamente. Era quase impossível encontrar um cômodo do seu apartamento que não fizemos amor. Pasaríamos os próximos dias dintantes, então nenhum de nós dois tinha pressa. Aproveitamos cada segundo.
Era 08:00 da Terça, quando acordamos com o barulho do despertador, seu voo era às 11:30, então era preciso se arrumar, pois iria sair umas 10:00 de casa para não correr risco de perdê-lo. Perdi a conta de quantas vezes ele me abraçou e me beijou naquela manhã. Insisti para o levar no aeroporto, não era incômodo algum, eu estava de carro e eram minutos a mais aproveitando sua companhia. Só ali a ficha estava caindo de que iríamos ficar uns dias sem se ver e isso doía. Chegamos lá umas 10:50, então perguntei-lhe se teria problema se eu ficasse ali esperando ele embarcar, logo respondeu que não era problema algum, muito pelo contrário ele estava muito feliz de eu estar ali. Não nos damos conta de que fomos de mãos dadas até o local de embarque. Havia o perigo de alguém nos reconhecer e os sites de fofoca publicarem algo, mas eu nem me importava com isso agora, eu só queria estar juntinho dele. Não havia muito movimento no aeroporto então não fomos notados e a máscara e o óculos escuros ajudavam nisso.
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Os amigos dele também já estavam ali, então o risco de boatos era menor. Fui apresentada a cada um deles, que zoavam o Bruno "Ih, Bruninho tá apaixonado" "perdemos mais um soldado", rimos muito aquela manhã. Eram todos divertidos e a conversava com eles fluía muito bem. Eu e Bruno tentamos não ficar tão próximos para não correr riscos, mas era quase inevitável, uma vez ou outra ele passava o braço em volta do meu ombro ou eu acariciava sua coxa. Passou tão rápido. Finalmente chegou a hora dele embarcar e um vazio tomou conta do meu coração, eu estava apegada demais a ele. O desejo era nos beijar, mas não podíamos então nos abraçamos com toda nossa força e ficamos um tempo ali enquanto eu escondia meu rosto em seu ombro sentindo o cheiro do seu perfume. Fomos interrompidos pelo Lucarelli avisando que precisavam ir. - Logo logo eu volto. Se cuida. Torce por mim - ele falou beijando minha testa. - Pode deixar, me avisa assim que chegar, tá? - falei acariciando o seu rosto com o polegar e os olhos com lágrimas. - Certo, a gente vai se falando - disse me abraçando mais uma vez e logo em seguida indo embora, embarcando no avião.