Alimentando o desejo

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Logo as lágrimas no rosto do Bruno deram lugar à risos. Era notório o quão confortável é aliviado ele estava. Sentamos um ao lado do outro na mesa para tomarmos café todos juntos, entre uma pausa e outra pra conversar, ele colocava a mão na minha perna e acariciava. Todos ali sabiam (melhor: imaginavam) a intensidade dos sentimentos de nós dois, então não havia motivos para disfarçar nada. Foi uma manhã maravilhosa de risos e conversas, de assuntos diversos, ali nós artistas deixamos de lado nossa vida pública, carreira...Assim que terminamos o café Bernardinho se despediu de nós alegando que tinha compromissos a resolver antes de voltar para o Rio e depois ficaria na casa de um amigo, então só encontraria com o Bruninho novamente no dia seguinte quando iriam juntos para o Rio. Suas irmãs decidiram ficar para passarmos o dia juntos.

Organizei a mesa com a ajuda do Bruno, apesar de eu ter sugerido que fosse descansar. Enquanto organizavamos tudo o Bruno me abraçou por trás sussurrando em meu ouvido:
- Porque a gente demorou tanto tempo pra se dá uma chance em? - disse beijando meu pescoço.
- Você acha que diamante se encontra fácil por aí. Você é muito sortudo - falei o fazendo rir enquanto me virava para beijá-lo, mas sugeri que a gente parasse quando percebi o quão intenso estava ficando, tínhamos desejo acumulado um do outro, então qualquer beijo geraria faísca.

Mais tarde eu e dona Vera nos dedicamos a preparar o almoço enquanto o Bruno ficou assistindo ali na sala e as meninas na varanda. Ouvi muito falar sobre o quão chatas são sogras, na verdade eu mesma já comprovei isso, mas a conexão que eu tinha com ela era maravilhosa, tornou-se uma amiga. Ríamos muito enquanto cozinhamos. Foi entre um desses risos que, graças ao modelo de cozinha americana, percebi que ali sentado no sofá, a atenção do Bruno estava voltada na gente. Franzi as sobrancelhas tentando entender e ele retribuiu com um sorriso de lado, discreto e um olhar de ternura. Lembrei de quando falei pela primeira vez que tinha passado o dia com sua mãe, do quanto ele ficou feliz e ao mesmo tempo chateado por não estar junto. Fui até ele e o abracei por trás acariciando seu cabelo e me abaixando para beijar seu pescoço e aproveitei pra saber se eles queriam fazer um lanche enquanto esperavam o almoço, mas não aceitaram.

Assim que almoçamos, sua mãe e suas irmãs se despediram de nós e finalmente ficamos a sós. Não demorou muito para nos amarmos, não havia cansaço que pudesse apagar a vontade que estávamos um do outro, então nos entregamos a esse desejo. Começamos a nos amar ali mesmo no sofá que embora tivesse um bom tamanho, parecia pequeno pra nós dois. As mãos do Bruno que já conheciam meu corpo, percorriam cada detalhe, cada curva. Só quando quebramos acidentalmente um vaso que ficava na mesinha ao lado do sofá, percebemos que o quarto era o melhor lugar para exteriorizar aquele forte desejo que estava resguardado, então nos direcionamos até lá. Parávamos apenas para recuperar as fôlego. Já saciados e deitados na cama, ele me puxou pra deitar no seu peito e assim o fiz.
- Te machuquei? - perguntou.
- Foi ótimo - respondi levantando a cabeça para depositar um selinho nele e logo em seguida voltando a deitar a cabeça em seu peito.
A saudade que estávamos do toque e companhia um do outro, resultou no fato de nos amarmos ainda mais intensamente. Desde quando começamos a nos relacionar eu sempre senti reciprocidade nos sentimentos dele, mas nesse momento ele estava ainda mais apegado, ainda mais entregue. Não havia compromissos naquele dia, então curtimos demais a companhia um do outro.

Entre um carinho e outro ele quebrou o silêncio: - É louco pensar que já faz um mês que ficamos pela primeira vez né? - falou e quando levantei a cabeça para o olhar notei ele reflexivo olhando pra o teto

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Entre um carinho e outro ele quebrou o silêncio:
- É louco pensar que já faz um mês que ficamos pela primeira vez né? - falou e quando levantei a cabeça para o olhar notei ele reflexivo olhando pra o teto.
- Demais, passou muito rápido. Precisamos comemorar, vou pegar um vinho. - falei me levantando e indo buscar somente de lingerie. Assim que voltei, enchi nossas taças e entreguei uma pra ele.
- Sabe o que pensei? - ele disse apoiando a taça sobre o móvel que tinha ali e me colocando sentada neste móvel.
- A gente se assumir. Eu amo estar com você, amo a nossa relação e eu não quero ter que fazer isso às escondidas - falou enquanto dava beijos no meu pescoço o que me fazia arrepiar e ansiar por mais.
- Eu amo a gente, amo você, nossa relação, cumplicidade, mas não é o momento da gente ter pessoas nos vigiando. Quer dizer, na verdade é por causa desse sentimento tão grande que quero deixar em off. Deixa confidencial, pelo menos por enquanto - falei o puxando pra um abraço.
- Tem medo do que vão pensar? Eu acho que a gente sabe o que sentimos e somos livres não tem porque esconder - falou dando um gole no vinho.
- Não é isso. Só acho que nossa felicidade não precisa estar estampada em um site de fofoca, em um post de instagram. É bom um misteriozinho - disse rindo com braço em volta do seu pescoço e as pernas entrelaçadas em sua cintura.
- Tá, então vamos fazer assim: só até acabar o sul-americano combinado? Eu não vou aguentar esconder por muito tempo - falou.
- Mas mocinho, nada de ficar por aí aproveitando a fama pra novas amizades femininas viu? Tô de olho - falei fazendo uma cara séria e apertando os olhos, ele riu.
- Cuidadosa ela...jamais, meu coração tem dona e tô olhando pra ela, sem espaço pra outras mulheres - falou sorrindo e olhando nos meus olhos.
- Jura juradinho? - falei de forma humorada esticando o dedo.
- Juro - falou entrelaçando os dedos entre meus cabelos e apertando levemente minha cintura enquanto iniciava um beijo intenso.

 Assim que nos beijamos sugeri comer algo, então nos vestimos e fomos para a cozinha, preparei algo para comermos, ali sentados na mesa fizemos planos pra uma viagem

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Assim que nos beijamos sugeri comer algo, então nos vestimos e fomos para a cozinha, preparei algo para comermos, ali sentados na mesa fizemos planos pra uma viagem. Então no dia seguinte ele iria pra o Rio com o seu pai passar o dia os dois juntos e no dia 11 viajaríamos com mais dois casais que eram amigos dele.

Acaso | Bruno Rezende Onde histórias criam vida. Descubra agora