(pela perspectiva dele)

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Pela visão de Bruninho:

As olimpíadas vieram pra movimentar minha carreira e vida. O vôlei é minha paixão, não me vejo fazendo outra coisa. Desde o início desse percurso fui criticado demais por pessoas que nada sabiam sobre mim, perdi a conta de quantas vezes ouvi e li que eu só estava na seleção por causa do meu pai, aos poucos fui calando muitos, entrei lá por esforço e não empurrado.

Difícil expressar o quão feliz é grato eu me sentia em estar  participando desse grande evento. Embora eu estivesse preparado e ansioso demais pra viver tudo aquilo, uma parte de mim transbordava vontade em estar perto de uma moça linda, cheirosa e muito talentosa. Fiquei a primeira vez com a Ellen no dia 07, em uma social com amigos. De início ela teve uma certa resistência por causa dos seus antigos relacionamentos e pelo fato de eu estar morando na Itália, mas contei que voltaria a morar no Brasil, pois havia recebido uma boa proposta, logo depois da gente conversar alguns minutos ela cedeu, não sei se pela informação que falei ou por assim como eu pensar que seria apenas uma noite. Entretanto daquele dia pra cá, eu já não tenho olhos pra ninguém. Era surreal a nossa intimidade e companheirismo em tão pouco tempo. Perto dela eu podia ser eu mesmo, não aquele cara que era pressionado em ganhar sempre, eu me sentia confortável em contar alguns medos e planos pra o futuro. O jeito leve e espontâneo dela me prendia. Outro ponto que me cativou é que ela me instruía, sem julgar. Não haviam mais dúvidas: era ela. É ela quem me motiva a ser alguém melhor todos os dias. É ela com quem eu quero passar o resto da minha vida. É ela com quem quero ter filhos. É ela a dona do meu coração.

Durante a viagem pra Tokyo me inquietava o fato dela ter travado um pouco quando falei que a amava

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Durante a viagem pra Tokyo me inquietava o fato dela ter travado um pouco quando falei que a amava. Confesso que eu esperava ouvir de volta, esperava ouvir que não era louco já estar tão apegado nela, que ela também estava se entregando na mesma proporção. Porém, não imaginava que seria tão difícil ficar longe dela, mas foi. Meu Deus, como foi.

Era dia 27 no Japão e dia de jogo muito importante contra a Rússia, pela manhã tivemos um último treino, já o início da tarde foi reservado para descansarmos e a outra parte eu e os meninos do AP 502 (Thales, Lucarelli e Lucão) nos reunimos para resenhar e dialogar possíveis estratégias para o jogo de logo mais. Se aproximava das 20:00 quando já pronto para nos próximos minutos embarcar no ônibus e ir para o estádio, peguei o celular para responder as mensagens de apoio ao jogo, inclusive do meu pai (melhor amigo), postar uma foto nos stories sinalizando que seria dia de jogo e falar com a moça linda que se tornou uma das pessoas mais importantes da minha vida em tão pouco tempo.

Assim que postei a foto, aproveitei para atualizar a rede e enquanto rolava o feed fui surpreendido por uma fofoca sobre "o mais novo casal". Era ela. Li várias vezes aquela notícia pra ver se era aquilo mesmo que estava lendo e vendo na foto. Não consigo descrever o quanto foi frustrante. Meu coração estava tomado por uma agonia imensa. Se ainda havia dúvidas sobre a intensidade dos sentimentos, essa dúvida aumentou ainda mais. Só quem é canceriano sabe que quando a gente ama, amamos pra valer, então pensar na possibilidade dela estar envolvida com outro alguém, me destruiu. Decidi não ligar e me afastar do celular aquela noite. No ônibus enquanto os meninos interagiam eu estava preso no quão tolo tinha sido ao me entregar aquela relação e o quanto eu me enganei em relação a gente.

Foi um jogo extremamente difícil, embora eu precisasse e lutasse contra os meus pensamentos para focar em ganhar, eu não conseguia, estava disperso. O meu jogo não fluía, o Renan percebeu, então fiquei no banco  por muitos minutos.

Perdemos aquele jogo, ou seja, além de estar com o coração partido em relação a notícia sobre a pessoa em que estava disposto a enfrentar o mundo para estar perto, estava arrasado com o resultado da partida

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Perdemos aquele jogo, ou seja, além de estar com o coração partido em relação a notícia sobre a pessoa em que estava disposto a enfrentar o mundo para estar perto, estava arrasado com o resultado da partida. Só quando deitei para dormir (passava das 01:00) peguei o celular que tocava, era meu pai relatando que eu precisava chegar em Tokyo, pois parecia que não tinha proporção da gradenza de tudo aquilo e então me deu alguns conselhos.
Seria difícil dormir naquela noite. Assim que desligou, resolvi responder algumas mensagens no WhatsApp, tinha muitas mensagens de apoio e incentivo. Mas o que me chamava atenção era o contato dela, assim que abri a conversa vi que estava online, mal deu tempo de ler todas as mensagens dela quando vi que estava me ligando. Eu sempre fui o tipo de pessoa que gosta de resolver tudo na conversa, mas antes do diálogo prefiro ter um tempo pra pensar e não agir por impulso. Sabia que a gente precisava conversar, mas ainda não era o momento. Era muita coisa para digerir, então rejeitei a ligação, mas mandei mensagem que logo falaria com ela, porém tinha sido um dia difícil e precisava entender algumas coisas.

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Nota da autora:

Eita gente, e aí? No lugar de Bruninho, o que fariam? Canceriano demais Hahaha

Agora sabemos o porquê porque ele estava meio distante naquele jogo e precisou olhar o jogo de fora um pouco.
Ele está muito apaixonadinho! 😍

Vou deixar vocês sofrendo um pouquinho pensando como vai ficar essa relação.
Confesso que estou tendo um pouco de bloqueio de ideias, Bruninho quase não posta nada (falta material pra fanficar).

Mas logo logo postarei novamente.
Abçs!

Acaso | Bruno Rezende Histórias para pegar e não largar. Descubra agora