Loli cancelou a reunião com Rafael assim que chegou em sua sala. A produtora alegou que ainda estava com muitos projetos que precisava avaliar e que era melhor que deixassem para resolver as pendências sobre o orçamento dos programas no dia seguinte. Loli poderia muito bem lidar com todas as demandas de trabalho, no entanto não se sentia confortável em encarar Rafael depois que almoçaram juntos. E achou melhor não o ver por enquanto.
Passou o restante do tempo em que trabalhou pensando na conversa que teria com Mariana mais tarde. De certa forma, essa conversa também a deixava apreensiva. Já em sua casa, sua melhor amiga estava preparando o jantar enquanto Loli a ajudava cortando alguns legumes. Mariana comentava sobre alguma pérola que Nicky havia contado pela manhã, entretanto a mente de Loli estava distante dali.
— A impressão que me dá é a de que estou falando para as paredes desde que comecei a fazer este jantar. — Mariana comentou. — O que está acontecendo Loli?
— Nada. — a mulher desconversou. — Não está acontecendo nada.
— Esse nada aí tem nome, sobrenome e se chama Rafael Contreras. — alfinetou. — E você não me contou até agora porque quase contou a verdade para Rafael.
— Eu não sei. — deu um suspiro. — Eu realmente não sei. Quando dei por mim já estava quase falando sobre a gravidez para ele.
— Será que não é por que você sentiu uma espécie de chamado paternal vindo dele? — Mariana questionou.
— Chamado paternal? Sério isso? — Loli riu. — Chula, de onde você tira essas coisas?
— Assim como algumas mulheres têm o instinto maternal mais aflorado alguns homens nascem para ser pais. — explicou. — E eu senti isso nele quando o vi.
— Ele pode ser paternal o quanto quiser que eu já tomei a minha decisão de não contar nada para ele. — a produtora disse. — Além disso, Rafael é um tanto quanto irritante.
— Ele é irritante mesmo? — Mariana questionou. — Ou é você que está se condicionando a pensar isso dele?
— O que está insinuando com isso? — Loli perguntou não gostando do rumo que a conversa estava tomando.
— Isso mesmo que você está pensando. — Mariana a respondeu. — Você se envolveu com ele durante a sua não lua de mel e como não quer misturar as coisas está tentando fazer você mesma acreditar que ele é muito irritante para assim se manter afastada dele.
— Alguém já te disse se você fosse escritora já seria milionária? — Loli retrucou.
— Alguém já te disse que você é péssima para fugir de assuntos que te incomodam? — Mariana tornou a perguntar.
— Não tem nada que me incomode. Eu só quero manter uma relação profissional com ele. — a respondeu. — E ele continua insistindo em me chamar de apenas Loli e isso me irrita.
— Parece que estou lidando com uma criança. — Mariana deu uma risada. — O quanto mais ele perceber que você se incomoda com isso mais ele vai insistir em lhe chamar dessa maneira.
— Parece que você está gostando de me ver nessa situação. — disse começando a chorar. — Por que raios eu estou chorando?
— São seus hormônios mi Loquis. — Mariana disse enquanto secava suas mãos em um pano de prato e depois abraçou Loli que continuou chorando nos braços da amiga. — Essas mudanças hormonais mexem mesmo com a gente durante a gestação. Eu me via chorando por qualquer motivo quando estava grávida.
— Agora tem mais isso também? — reclamou com a voz chorosa. — Chula, você sabe que eu não gosto de chorar na frente das pessoas. Por que as pessoas escolhem ficar grávidas?
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As ondas de Waikiki
FanfictionResiliência: Capacidade de superar, de se recuperar de adversidades Após decidir embarcar rumo ao Havaí com a melhor amiga para curtir o que até então era para ser sua lua de mel Loli decide que essa viagem seria o seu recomeço. Seria ali o surgime...
