A manhã veio, porém eu não quis abrir meus olhos. Não queria confirmar que tudo o que aconteceu na noite passada era real. Não dava para acreditar que minha mãe realmente fez aquilo e que mais, eu teria que aturar a presença dele perto de mim!
Já era em torno de meio-dia quando alguém bateu na porta, senti o cheiro de perfume de hortelã, realmente era bom, dava uma sensação dos lugares onde ficam hortelãs. Levantei para abrir a porta e fiquei boquiaberta quando vi o fedelho com uma roupa do papai e com uma bandeja de comida na mão.
- O que você quer aqui fedelho?
Encostei no portal da porta e com a mão esquerda puxei a porta mais para mim.
- Poderia parar de me chamar de fedelho, por favor.
- Não. O que você veio fazer no meu quarto?
Ele sorriu desajeitado e mudou o peso do seu corpo para a perna direita.
- Bem, sua mãe saiu com sua irmã e seu pai foi levar o Alexy para comprar roupas novas, já que eu e ele usamos o mesmo número decidiram levar ele.
- Quer dizer que...
- Estamos sozinhos em casa.
- Essa foi à pior notícia da minha vida inteira.
- Não seja má Princesa. – Ele disse aquilo com um biquinho com quem diz que está gostando da situação. Por que eu fui gostar do cheiro do perfume dele? E agora que eu parei para pensar, acho que não existe perfume com cheiro de hortelã.
- Você foi a algum campo de hortelã?
- O olfato é bom, bem na verdade sim, fui buscar algumas para fazer um chá para seu café da manhã só que você não desceu então sua mãe me deu a ideia de vir aqui te trazer seu almoço.
- Como você sabe que eu gosto de chá de hortelã?
- Seu pai.
- Tinha que ser. Quais são suas outras intenções?
- Como assim Princesa? – Tinha algo mais que ele queria, pois tinha estampado um sorriso malicioso na cara. Era algo certeiro nessa situação.
- Você não veio só trazer meu almoço. Disso tenho certeza.
- Quem diria que você iria descobrir. Eu quero que nos demos bem Princesa.
- Em que sentido?
- Amigos, ou se você quiser estou disposto a ir mais a frente. – Minha mãe queria que esse canalha me acompanhasse? Peguei a bandeja coloquei na escrivaninha voltei à porta e dei um soco na cara dele.
Foi um alívio ótimo para mim.
- Não suporto pessoas como você. Saia daqui fedelho, eu deveria ter arrancado sua cabeça quando tive a chance. – No momento o nariz dele estava saindo muito sangue.
- Que maldade Princesa. – Ele tentava parar o sangramento enquanto falava. - Realmente seu soco dói bastante, na verdade queria dizer para que não seja dura demais com seus pais, de valor ao que tem.
- Por que eu escutaria um intrometido como você?
- Por que eu nunca tive isso.
Com a finalização da conversa com uma encarada séria, ele seguiu seu rumo e mesmo quando fechei a porta, escutei seus passos caminhando até a floresta e depois desaparecer.
O que ele quis dizer com aquilo? Ele ficou sério de repente como se sua parte brincalhona fosse só uma camuflagem diante daquela situação.
Eu estava com fome, mas não queria comer aquilo. Queria comer carne, carne fresca. Coloquei um biquíni preto, pois eu iria a um lugar que ninguém daqui de casa sabia que existia, depois vesti uma calça jeans e uma regata preta, fui para frente do espelho juntei meu cabelo em um rabo de cavalo e amarrei. Desci as escadas e fui direto para o quintal. Agora estava livre para fazer o que quiser. Rastreei uma presa por perto e fui correndo ao meu almoço. Entrei naquela floresta úmida e corri até onde havia uma clareira, ali estava um alce.
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The Wolf (REVISÃO)
Werewolf"Mesmo tendo um irmão mais velho, tenho que ser a alfa! Por quê? Mesmo com 16 anos já tenho um peso no futuro... Só queria ser pelo menos 3% normal." Achando que era apenas isso para sua vida, Sophy não espera o que acontecerá, quem ganhará ou de q...
