21° Capítulo

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No dia seguinte, ocorreu tudo normal, depois do almoço voltamos para casa, e Samy que na verdade era a Amélia, veio conosco.
Paul havia dito que também queria então ela interviu ficando na minha frente.
- Você não poderá ir, isto é só para as meninas, e você tentou forçá-la a se casar com você.
Os pais dele olharam com fervor sua mãe enrijeceu e seu pai tentou acalmar a mulher.
- Por quê você fez isto Paul?
Ele olhou para o pai, todo elegante e sorriu.
- Este era o plano certo? Ela se casar comigo. Criarmos uma família grande de poderosos lobos.
Seu pai levantou a mão e depois bateu na cara do filho.
- Tome vergonha Paul, não foi este o combinado. Eu iria conversar com esta jovem, se ELA aceitasse se casar, vocês poderiam ficar junto, caso ao contrário não iria ter casamento nenhum.
Paul estava com a mão no rosto avermelhado e então virou-se para mim e sorriu, Alexander se colocou na minha frente olhando para ele com ameça.
Depois o garoto que diziam ser mimado voltou para dentro de sua casa.
- Minha jovem me desculpe por isto, nós nunca iríamos obrigar você a se casar com nosso filho. - O pai era amistoso e gentil.
- Não se preocupe senhor, não se desculpe por algo que você não cometeu.
Escutei Alexander e Alexy abaixarem a cabeça e rirem juntos. Olhei para trás e eles pararam.
- Sim, sim você esta certa, muito sábio de sua parte minha jovem. Obrigado então por terem vindos.
- Agradecemos seu convite.
Ele sorriu, pegou minha mão e beijou-a, a mãe veio e me abraçando sorriu.
- Foi bom conhecê-la.
Depois daquilo meus pais, Jonathan e Samy foram no carro. Alexy e Anna preferiram ir de trem, pois ele nunca havia visto um.
Alexander cismava que queria ir de carro sozinho comigo.
...........................
Antes de nos separarmos, meu pai me deu seu cartão de crédito pela primeira vez na vida.
'' Irá ser a primeira e última vez Sophy! Tenha cuidado, e você rapaz cuide da minha filha.''
Isto foi o que ele havia falado. Nós havíamos ido em uma loja de carros.
Alexander estava dirigindo uma lamborghini preta, estava todo feliz pela velocidade.
- Sophy, com quem você estava conversando a noite?
- Oi?
- Você ficou falando sobre um corredor escuro, enquanto dormia, depois começou a se mexer chamando o nome de uma mulher.
Abaixei a cabelo, com o meu cabelo tampando meu rosto.
- Qual era o nome?
- Sofia.
Levantei a cabeça rapidamente,lembrei-me do pesadelo de ontem, o caçador matando a Sofia, eu estava com falta de ar, mas senti um mão quente nas minhas costas. Olhei para trás e a vi sentada no banco sorrindo.
' Calma, foi só um pesadelo, você não deve tentar se lembrar agora.'
- Sophy, você esta bem? Quer que eu ligue pra Liz e para o Vitor?
- Não faça isto!
Alexander arregalou os olhos, mas continuava a dirigir novamente, depois ele voltou ao normal, olhando para frente suspirando, ele perguntou.
- Você poderia me contar o que esta acontecendo agora?
Olhei para trás e a Sofia estava sorrindo balançando a cabeça positivamente, então fez um coraçãozinho com as mãos. Nem com fantasmas tenho paz.
- Ontem sonhei... sonhei o caramba, tive um pesadelo em que eu estava em um lugar cheio de corredores, brincando com a Sofia.
- Aquela que falava na sua mente?
- Sim, mas ai algo de estanho aconteceu e ela gritou, sai correndo para ver o que havia acontecido e me deparei com um caçador, provavelmente aquele que esta me caçando.
- Nos caçando certo?!
Olhei para ele e confirmei com a cabeça.
- Sai correndo sendo perseguida por ele, mas consegui entrar dentro de um quarto, e vi que Sofia estava morta nas mãos do caçador, e que ele estava se direcionando para mim, foi quando eu acordei.
- Na hora que eu estava acordado também.
- Será que você pode deixar eu terminar?
Ele paralisou e ficou quieto.
-Bem melhor assim, como eu estava falando, depois que acordei e fechei os olhos novamente a Sofia apareceu na minha frente.
Alexander levantou o dedo indicador.
- O que é agora fedelho?
- Por quê só você pode vê-la?
- Boa pergunta, Sofia por quê só eu posso vê-la?
Alexander havia pulado do banco do carro enquanto eu olhava para trás a espera da resposta dela.
- Como assim ela esta aqui?
- Não me diga que você tem medo de fantasmas Alexander. Hahahaha vou contar isto para o Jonathan, ele adora zoar os outros.
Ele me olhou sério enquanto eu ria da cara dele.
' Posso falar agora? '
- É mesmo!
Um brilho em volta dela surgia imensamente, foi quando um em seus pés havia um sapatinho branco, cheio de pedrinhas, depois suas pernas estava em volto por meias calças floridas brancas, então um vestido surgiu, ele ia até as coxas com mangas e gola fechada até na clavícula, o vestido era simples e branco com tons de preto e vermelho, seu cabelo estava em um coque com uma flor preta presa segurando o cabelo, e não era qualquer flor, era aquela do jardim da casa dos Hale.
- Agora todos podem me ver.
- QUUUUEEEEEEE?
Eu e o fedelho dissemos em uníssono e ela estava sorrindo, e colocando o cinto de segurança.
- Eu achava que você era um fantasma!
- Credo, mãe.
- MÃE? - Alexander estava de boca aberta olhando para trás.
- Olhe para frente seu idiota.
- Como posso quando ela te chama de mãe Sophy?!
- Ela também é minha filha pai.
- PAI?
- FILHA?
Ambos se olharam, espantados e a Sofia apontou para a rua.
- É melhor estacionarmos.
......................................
- Como assim pai?
Havíamos estacionado perto da rua principal, Sofia ria por nós estarmos espantados. Ela é mesmo uma pestinha.
- E como assim filha? Eu estou muito confuso.
- Eu que o diga fedelho.
Ao mesmo tempo olhamos para a ela, que estava ainda sentada normalmente no banco traseiro do carro.
--Explique-se!
- Okay.
Depois de meia hora explicando a história da Selíni para Alexander, ele pareceu entender a parte da filha, mas eu não entendi a parte do pai, ela nem terminou de me contar.
- Entendeu fedelho?
- Bem, boa parte sim, mas por que pai?
- Boa pergunta.
Olhamos novamente para a Sofia que deu de ombros.
- Se eu fosse os dois, já teria dado a partida no carro, se ficarmos aqui, em menos de uma hora seremos seguidos pelo caçador novamente.
Foi ouvir a palavra caçador, que a falta de ar começou novamente. Não estava conseguindo respirar desta vez. Ela estendeu a mão e mostrou o colar que a Samy queria que eu usasse, mas depois do banho de ontem acabei tirando do pescoço.
'Coloque o colar, ele vai ajudar você em controlar seu poder e suas emoções. '
Olhei para ela confusa.
' Como assim emoções? E por que meu poder? '
' Seu verdadeiro poder é mais forte que qualquer outro, até de um caçador, mas se não souber controlá-lo todos morrerão a sua volta em cerca de 200 raios de quilômetro. Você controlando suas emoções, conseguirá controlar seu poder, a única emoção que você deve controlar é o seu medo pela morte. '
Escutar aquilo foi como receber um choque. Morte. Nunca pensei como seria se eu morresse, mas não gostava nem um pouco da palavra. Alexander deu a partida novamente e fomos em direção ao caminho que deveríamos ter ido há muito tempo. Tínhamos que voltar para casa, minha mãe teria muitas coisas ao que explicar, e papai também.

The Wolf (REVISÃO)Histórias para pegar e não largar. Descubra agora