2° Capítulo (revisado)

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Depois  que sai da prisão para adolescentes, fui para o estacionamento olhando para os lados, por ser uma áreas aberta dava para ver os morros cheio de árvores e arbustos. Chegando no meu destino entre o labirinto de carros, abri minha mochila e peguei a chave da minha linda e maravilhosa Ducati vermelha com alguns detalhes pretos. Montei nela e coloquei o capacete que era preto. Enquanto corria estrada à frente me perguntava se o Ian se lembrava de alguma coisa.

De repente vi uma silhueta conhecida a minha frente. Puts!  O novato! No momento em que o vi comecei a frear rapidamente e ele em uma reação muito da estranha, havia agachado igual a uma bolinha com as mãos na cabeça.

- Ei isso é perseguição?- Depois de frear e tirar o capacete, lancei a pergunta sem hesitação.

Ele levantou devagar me olhando bem, de baixo para cima, e isso claro me envergonhou.

- O que você está olhando? Quer ser atropelado é? - Coloquei o capacete novamente para que não visse minhas bochechas vermelhas.

- Hm, me desculpe. É que é bem raro ver uma mulher linda - E passou a mão direita ajeitando os fios loiros que agora depois de um dia cansativo estava bagunçado. - Em uma Ducati ainda mais vermelha, e não, não quero ser atropelado.

Não posso dizer que não fiquei sem graça com o comentário, mas também não podia dar o braço a torcer.

- Então saia da frente Garoto. - Suspirei fazendo um sinal com a cabeça para ele sair da frente da moto. 

- Por que você está assim? - Perguntou quando chegou perto de mim.

- Acho que é por que eu quase te atropelei, que tal?

Ian deixou escapar um sorriso torto e triste.

-  Desculpa. – Fiquei surpresa ao o escutar o que ele disse após as desculpas. - E obrigado.

- Pelo que? Por quase te atropelar? - Disse automaticamente na defensiva.

- Por NÃO me atropelar.

Dava a entender que ele realmente estava arrependido por não prestar atenção ao redor.

- Bem, que seja! Você está bem?

- Sim. – Eu não esperava ser atraída por um barulho vindo das árvores.

Virei à cabeça e usei a visão ''especial''  para ver além dos metros que um humano já não distinguiria o que é o que. E por um palpitar breve de surpresa avistei a imagem de um lobo preto com os olhos dourados e convidativos vidrados em mim. Eu estava ficando um pouquinho doida só pode, o restante da alcateia do papai não ficam perto de nós. Os pelos das minhas costas eriçou, coisa que fez com que meu instinto animal dissesse que não era coisa boa.

- Ei garoto você mora aonde? - Perguntei sem desviar do olhar dourado que me fitava.

 - Bem se eu te disser que me perdi? - Em apenas uma frase Ian havia de me tirar de um transe e trazer surpresa aos meus olhos.

- Você o QUE?

- É, eu não esperava esta reação!

- Em qual rua você mora? - Me inclinei sobre a moto.

Ele pegou dentro da mochila um papelzinho escrito Rua Smith St.

- Sobe aí eu sei onde é! - Após pegar guardar o papelzinho, mandei-o subir na garupa.

- Eu acho melhor ir a pé.

- Não gosta de motos? - Sorri. - Você é um garoto bastante diferente hein!

- Irei aceitar isso como um elogio. - Eu comecei a rir e ele era tão fofo, outra vez que o vejo corando.

- Vem, eu não vou correr e já esta escurecendo, depois desta hora aparece muitos alces por aqui. - Agora  estava dando uma sugestão, digamos que sendo "amiga".

- Tá bom.

Ele sorriu e subiu na moto, se ajeitando atrás de mim, mas sem que me tocasse diretamente, e então eu entreguei um capacete que já havia tirado para ele, mas que ficava guardado para Allie, pois quase sempre levava ela para sua casa. Uns cinco minutos depois estávamos no destino dele. Realmente muito bonita.

Casa de dois andares, pintura de fora cinza com uma varanda com poucos vasos de flores, uma garagem, e atrás da casa um floresta. Bem, aqui é Augusta onde árvores é o que não falta para nós.

- Você está entregue.

- Você falando isso até parece que eu sou uma mercadoria.

- Desculpa.

Ele me devolveu o capacete e disse sorrindo levemente.

- Você não quer entrar? Comer alguma coisa? - Disse apontando para sua casa. 

- Não obrigada, já está de noite e eu tenho que voltar.

- Para a próxima então. - Ele sorriu e levantou a mão. - Até mais Srta. Fray. - E novamente sorriu.

- Boa noite. - Disse entre os  risos colocando o capacete de novo.

..............................

Quando cheguei em casa, subi correndo para tomar um banho e depois jantar e logo  após ficar cheia eu fui à cozinha onde mamãe estava lavando a louça.

- Mãe você quer ajuda para enxugar as vasilhas?

- Não, obrigada Lobinha. - Mostrando os dentes perfeitamente alinhados, ajeitou o cabelo castanho, que fugia do coque, atrás da orelha pequena e branquinha.

E então voltei ao meu quarto, me espatifando no colchão de casal que haviam comprado para mim não há muito tempo atrás e quando estava entrando em um transe para dormir, meu pai me chama. Com má vontade e amarrando o cabelo de forma estranha, levantei e desci as escadas sonolenta.

- Pai eu estou exausta deixa eu dormi um pouco... - Mal acabei de descer as escadas e me deparei com uma  mulher um pouco miúda...- Hm Olá!

- Conheça a Princesa Samy do Clã Hale do norte. - Papai soltou no ar com nenhuma preocupação.

- Prazer. Sou a futura Líder do Clã Nightwolf do Sul, Sophy Fray.

Falei formalmente fazendo-lhe uma reverência e sendo reverenciada também por minha surpresa.

- Prazer Princesa Sophy. – Olhando em seus olhos parecia que havia entrado em uma floresta, de tão verdes que eram. Seus cabelos pretos e cacheados estavam soltos, dançando por sua pele morena e seu vestido simples branco.

- Pode me chamar de Sophy, se preferir. - Ela sorriu e assentiu.

- Vim aqui a pedido de meu irmão. O futuro líder do Clã, pede sua presença e de sua família no jantar de sábado à noite, pois será um baile de gala representando seu 17° aniversário.

Eu nunca fui a um baile de gala, mas minha mãe sim e parece que minha semana de tranquilidade vai para o ralo. Ela não vai descansar até achar a roupa ideal tanto para mim quanto para ela e Anna.

E com os olhares focados em mim soltei em meio suspiro.

- Diga a seu irmão que iremos a sua festa neste sábado.

Ela fez uma reverência sorrindo e depois se afastou dizendo adeus e foi embora.

The Wolf (REVISÃO)Histórias para pegar e não largar. Descubra agora