31° Capítulo

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- Para onde você foi nestes dois anos?

Eu estava deitada com a cabeça encostada no peito de Alexander.

Estávamos largados ali, na graminha do lago, e Sofia havia nos deixado sozinhos.

Me sentei e o encarei.

- Vários lugares. Uns incríveis e outros nem tanto.

Ele colocou o braço direito atrás da cabeça e perguntou:

- Como assim?

Suspirando, simplesmente dei de ombros.

- O lugar onde ela cresceu e viveu até te conhecer é fantástico. É um lugar calmo e no meio da floresta praticamente. Já alguns dos outros tem lembranças não muito agradáveis que ela não gostaria de compartilhar com ninguém.

- Ela?

Ele me olhou confuso e com um meio sorriso.

- Sim, Selíni agora habita minha mente.

Ele pensou um pouco, e depois me puxou de volta para deitarmos.

- O prateado combinou com você.

Eu ri.

- Sério? No começo achei estranho, bem estranho, por que tipo, eu havia cortado ele no pescoço e no dia seguinte eu acordei desse jeito.

- Linda e maravilhosa? Ooo, minha querida você sempre acordou linda e maravilhosa.

Ri novamente, e beijei-o.

- Eu senti muita falta de você. Não só eu, todos nós sentimos.

Olhei para ele com tristeza no olhar.

- Eu sei e peço perdão por sumir de repente deixando apenas uma carta.

- Ó meu amor, não fique assim. Se foi para saber mais sobre quem você é, para mim tudo bem, eu te esperei, e você veio e é isto que importa para mim.

Baixei minha guarda demais. Quando menos esperei, ele já estava por cima de mim.

- Eu acho que o troco vai ser hoje!

- Hein?

Ele rio, se abaixou um pouco e desviou sua boca para a minha clavícula.

- Lembra? Daquele dia?

Fiz que sim com a cabeça.

- O que você quer?

O sorriso Cheshire de Alexander havia voltado, e sabia que com aquilo, ele queria me tentar.

- Nada. - Olhei séria para ele e seu sorriso aumentou mais ainda. - Além de você!

Gargalhei.

- Você não sabe o que posso fazer agora que recobrei as memórias.

O olhei desafiadora.

- É mesmo?

Assenti e puff.

Saí dos braços dele, e acabei sentada nas costas dele.

Eu tinha que ter tirado uma foto da reação dele. Estava super engraçada e ainda mais que ele estava de quatro.

Me abaixei e mordisquei sua orelha e ele suspirou soltando alguns rosnados.

- O que você fez? Como?

Sorri, e fiz ele deitar no chão comigo sentada em cima dele, isso claro o fez sorrir mais ainda.

- Simples. - Cheguei mais perto beijando seu pescoço. - Minha velocidade aumentou milésimos mais do que a de qualquer alfa.

- Uou... Então na floresta, aquela velocidade...?

- Não chega nem na metade do que posso fazer.

Ele ficou com a boca aberta, o suficiente para morde-lo nos lábios.

- Sabe era para eu fazer isso hoje.

Eu ri de seu rosto.

Depois de mais algumas horas, resolvi querer ir para minha casa. Já estava com 17 anos, e meu aniversário se aproximava, em dezembro completaria 18 e ai ele viria, tinha que vir.

Quando chegamos em casa, senti que ninguém estava lá.

- Cadê todo mundo? - Não quis que minha voz falhasse, mas falhou e saiu melancólica.

Alexander veio por trás e me abraçou, depois me afagando.

- Seus pais estão bem, pelo menos eu acho.

- Eu sei que estão bem, garanti isso.

Ele me olhou atento.

- Como assim?

- Não é nada. Continue!

Ele assentiu, não acreditando em minha mentira.

- Jonathan e Allie tem agora a própria casa, que é alguns minutos daqui a pé.

- Resolveram já se casar?

Ele me olhou surpreso, e depois sorriu.

- Queriam que você chegasse primeiro.

- Fofos. Cadê Anna?

Ele suspirou, e eu fiquei preocupada rapidamente.

- Calma meu amor. Ela esta na escola, com Alexy e depois vão para um trabalho de meio período.

- Então...

- Temos a tarde toda, só para nós.

Ele sorriu maliciosamente, e adentramos a casa que eu não podia mais chamar de minha.


The Wolf (REVISÃO)Histórias para pegar e não largar. Descubra agora