(2008) - Os Fogos de Fim de Ano
Após esperar seu filho por um bom tempo, pensou que pudesse ter ido direto para sua casa. Os fogos de fim de ano estavam perto de serem lançados, então resolveu partir da capela para sua casa, deixando sua mentora para trás. Chegando lá, via apenas que o seu fiel cachorro se encontrava deitado sobre o tapete da cozinha, assim que sua dona chegou, correu para a porta de entrada. Dando as boas vindas à sua dona, rodeava-a animado, ela acariciava-o.
IRIS: — Oi garoto, seu irmão já pôs sua comida? Ele está lá em cima? — Ela ia em direção à cozinha e não via nenhum sinal de que fora comprada ração para Fran, apesar de sua tigela ter um boa quantia de ração, não havia sacola de compras recentes, nem pelo balcão ou descartada no lixo. — Tsukugo!? — Era respondida com o silêncio. — Será que está dormindo? Nós planejamos de ver os fogos, poxa. Espere aqui, garoto, já já vou proteger essas suas orelhinhas, sei como os fogos te irritam. — O cão sentava e como resposta, latia para sua dona.
Subindo as escadas, batia na porta do quarto de seu filho. Silêncio. Chamava-o e nada, ela, então pôs sua mão sobre a maçaneta, algo lhe arrepiou a espinha. Por algum motivo teve um mal pressentimento, como aconteceu no orfanato na época da vinda da rainha.
IRIS: — Filho... Estou entrando. — O quarto de Tsukugo estava vazio. De repente várias ideias do que poderia ter acontecido passou por sua cabeça, ela, no mesmo instante correu para o andar de baixo em direção ao telefone. Discava o número do velho Elliot, dono da pequena loja descendo a estrada, ele atendia. — O-Olá Sr. Elliot, boa noite.
ELLIOT: — Iris! Boa noite, que ligação inesperada, como você está, huh?
IRIS: — Sr. Elliot, me desculpe, mas o Tsukugo passou por sua loja? Faz pouco mais de uma hora que ele disse que ia passar aí para comprar ração para o Fran...
ELLIOT: — Ora, hoje nem ao menos abrimos a loja. Normalmente vamos até o meio dia, mas meu neto pegou um resfriado e então, passamos o dia inteiro fechados.
IRIS: — Oh! E-Entendo, então a loja nem abriu, obrigada Sr. Elliot... — Ela punha o telefone de volta no gancho e olhava para a porta de entrada de sua casa, pensando onde ele poderia estar.
Esperava sentada nas escadas enquanto punha o protetor de orelhas em Fran, após algum tempo veio uma leve lembrança sobre hoje mais cedo.
Enquanto Tsukugo estava desmaiado após a liberação daquele poder esquisito, ele repetia seguidas vezes que queria salvar Liz. Perguntava-se a si mesma se ele era capaz de mentir daquela maneira para ir atrás daquela garota naquele lugar perigoso.
IRIS: — Ela disse que ia por juízo na cabeça dele, Fran. Será que ele fugiu? Eu não quero acreditar nisso. — O cachorro repousava sua cabeça sobre o joelho de Iris, que estava notavelmente abalada. — A ferroviária faz sua última viagem às dez da noite, você não acha que ele foi direto para lá, né? — Fran choramingava, toda sua animação de antes havia sumido, com a desolação de sua dona. — Já são quase onze... Tsukugo... — Ela levantava-se e voltava para o telefone. Ligava para ele e nada de atendê-la, tentou várias vezes até faltar-lhe paciência.
Como última tentativa, ligou para a capela, na esperança que May atendesse a ligação. Por lá, May, havia acordado, ela permanecia de pé na beirada da janela de seu escritório, ainda estava meio tonta por conta da bebida, a qualquer momento ela poderia sofrer um deslize e cair. A altura de seu escritório para o chão era relativamente alta.
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Golden Feather
FantasyA Terra enfrenta novamente a calamidade dos conhecidos por: "Demônios", onde seguem cegamente as ordens de um mestre misterioso, apenas conhecido por: Noroichimaru. Os humanos que enfrentam esses seres, são chamados de Usuários de Aura, portadores d...