Algumas pessoas dizem que há uma linha tênue entre o amor e o ciúmes, eu acredito que estou bem no meio. No meio do amor, no meio do ciúmes, e no meio da sua vida. Eu já ouvi falar daquela pessoa que te faz sorrir igual a um bobo, aquela que te faz...
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Raiva é uma coisa a qual eu sou completamente adaptada. Realmente posso dizer assim. As vezes eu me sinto cansada, exausta, e aí eu explodo. É como se tudo em mim queimasse, pedindo pra eu bater, derrubar ou quebrar qualquer coisa, ou pessoa.
Meu pai desconta sua raiva chorando, e transando também, velho safado, minha mãe fica manhosa, Victor maratona Lúcifer, Guilherme desmonta e monta de volta suas armas de brinquedo e eu luto contra o saco de pancadas. É o nosso jeito.
Eu não controlo isso. Quando eu percebo meus batimentos já estão acelerados e minha pressão desregular. Fico puta fácil pra caralho e no exato momento tento controlar isso, Liandro não está pronto pra lidar comigo assim, e eu nem quero isso.
Quando Júlio e Rafaela chegaram da lanchonete vieram junto alguns caras, e umas garotas também, trouxeram uma caixa de som e logo depois foram comprar quatro caixinhas de Ice. Deixei Liandro solto, como meu pai mesmo disse, mas fiquei palmeando, se ele quisesse fazer algo não seria eu que iria impedir, pelo menos não fora dos meus pensamentos.
Mesmo eu deixando ele no espaço dele, o mesmo teimava em ficar do meu lado, colado, sempre demonstrando carinho e afeto gratuito. Liandro não rendia pra nenhuma mina e o que me deixou no ódio é que as que chegavam nele e levavam fora ficavam me encarando com ranço explícito. Fiquei puta fácil, as filhas da puta não percebem que eu deixei o cara solto e ele que resolveu se prender.
— Meu bem, vou ali rapidão beber água.- aviso pra o Liandro retirando sua mão da minha cintura.
— Vou contigo, princesa.- ele diz prontamente e eu sorrio.
— Precisa não, volto rapidinho, ok?- dou um selinho nele e o mesmo assente, mesmo parecendo querer me contrariar.
— Não 'tô me sentindo muito confortável aqui.- ele conta, parecendo sem graça de me dizer isso.
— Tudo bem. Vamos pra sua casa ou pra minha?- pergunto, já que as aulas dele foram suspensas, e finjo não notar sua surpresa.
— Pra sua, eu aviso pra minha mãe.- ele diz e logo beija minha bochecha.
Aceno pra ele e caminho pra dentro da casa do Kaleb, tinha um casal se pegando no sofá dele e eu só passei reto pra cozinha, encontrando um cara lá. O garoto tava fumando na canetinha, ele acena pra mim e eu faço o mesmo por educação. Abro a geladeira, coloco a jarra de água pra fora e pego um copo, depois de me certificar que está limpo.
— 'Tá afim?- o cara pergunta me oferecendo a caneta e eu a pego.– Tem que seg...- ele para de falar ao me ver fumar da forma certa e arqueia a sobrancelha.
Baforo vagarosamente e aprecio o gosto de menta. Segundos depois entrego a caneta pra ele e faço o que vim fazer na cozinha. Pego duas balinhas no bolso da minha calça, ofereço uma pra o cara e coloco a outra na minha boca.