Tudo que eu sei, nunca senti um amor como esse (sim)
Tudo o que sei, nunca senti um amor como esse
E isso está me mantendo acordado
Eu não durmo há dias (sim)
Tudo o que sei, nunca senti um amor como esse
Um amor como, amor como este
Never felt a love like this – Galantis (Ft. Dotan & Hook N Sling)
O sorriso. Seu sorriso. A vi correndo em minha direção e me preparei para o impacto. Seu corpo bateu contra o meu de um modo que conseguiu impulso para enrolar as pernas na minha cintura. Sabrina escondeu o rosto em meu pescoço e senti seus lábios úmidos beijarem meu pescoço.
— Senti sua falta. Achei que não ia voltar nunca.
— Um noivo em fuga — brinquei e afastei seu rosto do meu pescoço para olha-la. — Não perderia esse voo por nada no mundo.
Ela riu e desceu do meu colo. Peguei seu rosto entre minhas mãos e a beijei longamente. Meu corpo queimava pela proximidade do dela, bem aqui, no meio do aeroporto. Nós nos afastamos e de mãos dadas fomos até seu carro.
O assunto girou em torno do meu trabalho na outra cidade. Fui contratado por uma loja grande no mercado para fotografar a nova linha criada para a estação. Meu primeiro grande trabalho. Estava em êxtase e Sabrina não parecia diferente. Eu a amava cada vez mais por isso também. Depois de uma semana inteira fora, voltei para minha cidade, exatamente uma semana antes do nosso casamento.
Por isso o assunto mudou em algum tempo e estávamos falando sobre o aluguel do espaço onde seria a recepção, sobre os fotógrafos que eram meus amigos, seu vestido que foi preciso um ajuste de ultima hora... Conseguimos dividir todas as tarefas para fazer esse momento acontecer. Por ser o nosso momento, não achei justo que apenas ela e nossas mães ficassem organizando tudo, então centramos tudo em nós, porque era tudo o que importava.
— E sua despedida de solteiro? — me perguntou.
Ri e balancei a cabeça.
— Não, não. Não quero isso, Sabrina.
— Vamos! Se você não tiver uma despedida de solteiro, eu também não tenho — fingiu reclamar e riu.
— Ah, é? Então você já tem planos? — ergui uma das sobrancelhas.
— Claro! Noite das garotas, vamos para uma boate gay.
Soltei uma gargalhada.
— Não brinca. Você jura?
— Yep — me olha quando paramos pelo sinal fechado. — Ideia brilhante da Vitória.
— Eu daria tudo para ver essa despedida de solteira em uma boate gay.
— Ah, aposto que você ia querer mesmo ver, muita sacanagem — brincou me dando a língua.
— Se a sacanagem for com você, eu estou satisfeito, obrigado. — Dei uma piscadela e seu rosto corou antes de colocar o carro novamente em movimento.
Acabamos indo para a casa dos meus pais almoçar com eles. Os dois a tratavam como uma segunda filha, minha mãe passava receitas caseiras para Sabrina, dava concelhos e, sim, até mesmo colocava sua cabeça no colo quando minha noiva não estava bem. Meu pai adorava discutir com ela as noticias, porque Sabrina sempre tinha uma opinião formada e firme sobre absolutamente tudo. Eles entravam e saíam dos assuntos com tanta fluidez e rapidez que às vezes me perdia, mas amava sua interação com meus pais.
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Doce Amargo
Short StoryDoce Amargo - Parte I Com mais de sete anos ao lado da mesma pessoa, é possível pensar que a conhece. Mas Cézar jamais imaginou que estava tão enganado quanto a isso. Não passava por sua cabeça que Sabrina, a mulher que aceitou construir um futuro a...
