Assim que atravessamos a entrada da casa senti o arrependimento me atingir em cheio. Havia gente em todos os lugares possíveis. Alguns ocupavam os sofás espalhados pela sala principal, outros dançavam perto das caixas de som e alguns grupos conversavam próximos às escadas que levavam ao segundo andar.
O ambiente inteiro era iluminado por luzes coloridas que mudavam de tom a cada poucos segundos, enquanto a música preenchia praticamente cada canto da casa. Cruzei os braços por puro reflexo, observando tudo ao meu redor com um olhar crítico. Não importava quantas vezes Rita tentasse me convencer do contrário, eu continuava acreditando que festas eram apenas uma forma organizada de pessoas se colocarem em situações constrangedoras.
— Você está fazendo aquela cara de novo.
— Que cara? — Desviei os olhos do ambiente para encará-la.
— A cara de quem está julgando todo mundo.
— Eu não estou julgando ninguém.
— Hana.
— Estou julgando só um pouco.
Rita soltou uma risada divertida antes de balançar a cabeça.
— Você é impossível.
— Já ouvi isso várias vezes.
Continuamos andando entre as pessoas e, conforme avançávamos pela sala, percebi alguns olhares se voltando discretamente na nossa direção. Ignorei. Ou pelo menos tentei ignorar. Ajustei o cardigan verde sobre os ombros e passei uma das mãos pelos cabelos ondulados que caíam soltos pelas costas. Rita tinha insistido naquela roupa durante quase uma hora inteira e eu ainda não sabia se devia agradecê-la ou culpá-la por aquilo.
O short jeans claro era confortável, o tênis branco era praticamente meu favorito e o cardigan largo escondia boa parte do meu desconforto. Ainda assim, eu me sentia estranhamente exposta.
Meu olhar percorreu o salão mais uma vez, passando por grupos de estudantes, rostos conhecidos do Karasuno e alunos de outros colégios. Foi então que senti aquela sensação desagradável de estar sendo observada. Franzi levemente o cenho e deixei os olhos vagarem pela multidão até encontrarem a origem daquilo. Não demorou muito.
Kuroo estava encostado contra uma das paredes do outro lado da sala. As mãos permaneciam nos bolsos da calça enquanto ele conversava com algumas pessoas, mas seus olhos estavam claramente voltados para mim. No instante em que percebeu que eu o tinha encontrado, um sorriso lento apareceu em seu rosto. Não era um sorriso simpático. Não era um sorriso amigável. Era exatamente o tipo de sorriso que sempre significava problema.
Fechei os olhos por um segundo e soltei o ar lentamente pelo nariz.
— Não.
— O quê? — perguntou Rita.
Apontei discretamente com a cabeça. Ela acompanhou meu olhar, encontrou Kuroo e imediatamente abriu um sorriso que me fez me arrepender de mostrar qualquer coisa.
— Ah...
— Não faz essa cara.
— Ele está olhando para você.
— Eu percebi.
— E continua olhando.
— Rita.
— Estou só comentando.
— Você está se divertindo.
— Talvez um pouco.
Revirei os olhos. Quando voltei a encarar Kuroo, ele ainda estava lá, observando a cena como alguém que já sabia exatamente como aquela noite terminaria.
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𝕊𝕦𝕟 𝕆𝕗 𝕄𝕪 𝕃𝕚𝕗𝕖
Fanfic𝙴𝚜𝚜𝚊 é 𝚊 𝚑𝚒𝚜𝚝ó𝚛𝚒𝚊 𝚍𝚊 𝙷𝚊𝚗𝚊, 𝚞𝚖𝚊 𝚖𝚎𝚗𝚒𝚗𝚊 𝚚𝚞𝚎 𝚙𝚎𝚛𝚍𝚎𝚞 𝚜𝚎𝚞𝚜 𝚙𝚊𝚒𝚜 𝚎𝚖 𝚞𝚖 𝚊𝚌𝚒𝚍𝚎𝚗𝚝𝚎, 𝚎𝚕𝚊 𝚏𝚘𝚒 𝚖𝚘𝚛𝚊𝚛 𝚓𝚞𝚗𝚝𝚘 𝚌𝚘𝚖 𝚘 𝚜𝚎𝚞 𝚝𝚒𝚘 𝚞𝚔𝚊𝚒. 𝙴𝚕𝚊 𝚌𝚑𝚎𝚐𝚘𝚞 𝚎𝚖 𝚙𝚘𝚞𝚌𝚘 𝚝𝚎𝚖𝚙𝚘 �...
