Mais um dia normal. Ou melhor… mais um dia insuportavelmente cedo. Cheguei na escola com a maior alegria do mundo, que no caso era zero.
Meus fones estavam no volume máximo, uma música alta tentando me convencer de que acordar antes das oito da manhã era uma decisão saudável da vida. Não era. O vento frio da manhã batia no meu rosto enquanto eu atravessava o portão da escola. O céu ainda tinha aquele tom preguiçoso de quem também queria voltar pra cama.
Eu também queria e muito.
Meu cabelo estava preso de qualquer jeito, minha mochila pendurada em um ombro só, e meu cérebro ainda estava tentando entender por que exatamente estudar matemática às sete da manhã era permitido pela sociedade.
Foi quando uma voz interrompeu minha caminhada sonâmbula.
— Nossa, o que aconteceu com você? Você tá péssima.
Tirei um dos fones lentamente. Rita estava parada ao meu lado, me olhando como se eu tivesse saído de um filme de zumbi.
Ela era uma amiga relativamente nova. Nos conhecemos fazia uns cinco meses, mas parecia que já nos conhecíamos há anos.
Rita tinha cabelos ondulados, pele parda e usava óculos redondos que davam a ela um ar de estudante exemplar. E ela realmente era. Notas altas. Cadernos organizados. Letra bonita.
Passei a mão no rosto, tentando acordar meu cérebro.
— Nem me fale… — murmurei. — Eu não aguento mais vir pra escola. Eu luto todos os dias contra o meu sono e tento reunir coragem pra não faltar.
Antes que eu pudesse reagir, ela me virou bruscamente para trás. E lá estava ele. Parado no corredor. Cabelo ruivo bagunçado, mochila nas costas e aquele sorriso gigante que parecia não conhecer limites. Hinata Shoyo.
Ele estava olhando diretamente pra mim, e sorrindo.
Eu odiava esse sorriso em plena sete da manhã. Na verdade, eu odiava ele em toda ocasião. Meu cérebro travou por dois segundos. Porque, além de tudo… Eu estava um desastre humano. Cabelo bagunçado, cara amassada. Sono acumulado de três vidas, e provavelmente com o pior hálito da história da humanidade.
Perfeito.
Só então percebi que ele não estava sozinho. Ao lado dele estava Kageyama Tobio. Alto, sério. Cara de poucos amigos. Basicamente o oposto completo do Hinata. Hinata, por outro lado, parecia prestes a explodir de energia.
— Han...
Antes que ele terminasse a frase, eu entrei em pânico. Segurei o braço da Rita.
— Dá licença meninos.
Não esperei resposta. Puxei ela correndo pelo corredor direto para o banheiro feminino, só parei quando a porta se fechou atrás de nós. Respirei fundo, apoiando as mãos na pia.
Rita começou a rir.
— O que foi isso?!
— Você tá maluca? Tem que me avisar se aparecer alguém assim. Eu tô com um bafo terrível. — Encarei a menina que ria.
Peguei meu cabelo e comecei a arrumar freneticamente na frente do espelho, botei uma presilha segurando as mechas do lado esquerdo e direito. Meu cabelo era castanho escuro, e a forma natural dele era ondulado, então só fiz passar os dedos nas partes bagunçadas.
Minha cara ainda parecia metade sono, metade desespero.
— Hana… — Rita disse rindo. — Eles só queria falar com você.
— Eu sei, Rita.
— Então por que você fugiu?
Olhei para o espelho, vendo meu reflexo. Suspirei fundo abrindo a bolsa, pegando alguns produtos de maquiagem.
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𝕊𝕦𝕟 𝕆𝕗 𝕄𝕪 𝕃𝕚𝕗𝕖
Fiksi Penggemar𝙴𝚜𝚜𝚊 é 𝚊 𝚑𝚒𝚜𝚝ó𝚛𝚒𝚊 𝚍𝚊 𝙷𝚊𝚗𝚊, 𝚞𝚖𝚊 𝚖𝚎𝚗𝚒𝚗𝚊 𝚚𝚞𝚎 𝚙𝚎𝚛𝚍𝚎𝚞 𝚜𝚎𝚞𝚜 𝚙𝚊𝚒𝚜 𝚎𝚖 𝚞𝚖 𝚊𝚌𝚒𝚍𝚎𝚗𝚝𝚎, 𝚎𝚕𝚊 𝚏𝚘𝚒 𝚖𝚘𝚛𝚊𝚛 𝚓𝚞𝚗𝚝𝚘 𝚌𝚘𝚖 𝚘 𝚜𝚎𝚞 𝚝𝚒𝚘 𝚞𝚔𝚊𝚒. 𝙴𝚕𝚊 𝚌𝚑𝚎𝚐𝚘𝚞 𝚎𝚖 𝚙𝚘𝚞𝚌𝚘 𝚝𝚎𝚖𝚙𝚘 �...
