|| VOLTAMOS COM TUDO ! ||
ESPERO QUE GOSTEM. BOA LEITURA!
.
.
.
.
.
As luzes da escola apareciam cada vez menores conforme seguíamos pela rua, e o frio da noite começava a ficar mais presente. Não era um frio absurdo, mas o suficiente para me fazer enfiar as mãos nos bolsos do moletom e afundar um pouco mais o rosto na gola. Ao meu lado, Hinata empurrava a bicicleta devagar.
O som das rodas passando pelo asfalto se misturava aos carros que passavam mais ao longe e às conversas dispersas das pessoas voltando para casa depois do trabalho ou da escola. E, estranhamente... Não estava desconfortável. Isso era o mais estranho. Minha mente estava vazia, completamente vazia. Nenhum pensamento sobre provas, nenhum pensamento sobre meus pais. Só o som dos nossos passos, aquilo era quase assustador.
Olhei discretamente para o garoto ao meu lado, e ele parecia estar pensando em alguma coisa. Ou melhor... Parecia estar tentando desesperadamente encontrar algum assunto. E era engraçado porque dava para ver exatamente o momento em que ele tinha uma ideia, e também o momento em que ele descartava essa ideia.
Franzi levemente o cenho. Ele realmente estava se esforçando para não tocar no assunto do vôlei. E, por algum motivo... Aquilo foi gentil. Mais gentil do que ele provavelmente imaginava.
— Você sempre anda tão rápido?
Pisquiei algumas vezes.
- O quê?
- Eu tô empurrando uma bicicleta e ainda tô quase correndo.
Olhei para frente, depois para ele. Depois olhei pra frente de novo.
- Você que tem pernas pequenas.
- Eu?!
Hinata parou de andar por um segundo.
- Você acabou de dizer isso para a pessoa mais baixa da equipe.
- Exatamente.
- Isso foi cruel.
- Foi observação científica.
- Você tá inventando ciência agora.
- Não preciso inventar.
- Nossa. Eu achei que depois de me ensinar recepção a gente tinha criado um vínculo. - Ele colocou a mão no peito dramaticamente.
- Ah, claro que criamos.
- Ah, sério? Puxa... - Os olhos dele brilharam.
- Eu descobri que você consegue errar até movimentos simples.
- Você é tão cruel.
Não consegui impedir o pequeno sorriso que escapou. Hinata percebeu imediatamente. Claro que percebeu. Ele me encarou com um sorriso ladino.
- Você tá rindo. - Ele diz apontando pra mim.
- Não tô. - Franzi o cenho o encarando.
- Tá sim.
- Não tô.
- Tá.
- Você percebe que isso é irritante? - Revirei os olhos.
- Você faz exatamente a mesma coisa.
- Eu faço melhor.
- Isso nem faz sentido.
Soltei um pequeno riso pelo nariz. Sem perceber, a conversa simplesmente seguia.
- Você sempre gostou de ler? - Ele perguntou olhando pra frente enquanto andava com a bicicleta de lado.
VOCÊ ESTÁ LENDO
𝕊𝕦𝕟 𝕆𝕗 𝕄𝕪 𝕃𝕚𝕗𝕖
Fiksi Penggemar𝙴𝚜𝚜𝚊 é 𝚊 𝚑𝚒𝚜𝚝ó𝚛𝚒𝚊 𝚍𝚊 𝙷𝚊𝚗𝚊, 𝚞𝚖𝚊 𝚖𝚎𝚗𝚒𝚗𝚊 𝚚𝚞𝚎 𝚙𝚎𝚛𝚍𝚎𝚞 𝚜𝚎𝚞𝚜 𝚙𝚊𝚒𝚜 𝚎𝚖 𝚞𝚖 𝚊𝚌𝚒𝚍𝚎𝚗𝚝𝚎, 𝚎𝚕𝚊 𝚏𝚘𝚒 𝚖𝚘𝚛𝚊𝚛 𝚓𝚞𝚗𝚝𝚘 𝚌𝚘𝚖 𝚘 𝚜𝚎𝚞 𝚝𝚒𝚘 𝚞𝚔𝚊𝚒. 𝙴𝚕𝚊 𝚌𝚑𝚎𝚐𝚘𝚞 𝚎𝚖 𝚙𝚘𝚞𝚌𝚘 𝚝𝚎𝚖𝚙𝚘 �...
