Esse foi um dos primeiros capítulos que escrevi. Como acabei não o adicionando na história, vou deixar aqui como uma forma de vocês verem outras situações do passado das duas. Tinha feito pra mostrar que as agressões eram comuns durante o tempo encarceirada da Vi.
***
"Hey."
"Você está bem?"
"Preocupada, Cupcake?"
"Sua voz está diferente."
"Imaginei."
"Não estou preocupada, só curiosa"
Caitlyn ouviu um gemido de dor do outro lado e entrou em estado de alerta contra sua própria vontade.
"Está machucada?"
"Se sabe que não minto, não pergunte"
"É por isso mesmo que estou perguntando. Conversamos há semanas e eu nunca mais forcei que me contasse nada, mas isso está enchendo a minha paciência. Se está em problemas, me deixe ajudar."
"Estou com problemas, mas não é justo te envolver em mais uma coisa, Cupcake."
"Mas, eu... Me deixa ajudar."
"Espera."
A voz pareceu tensa do outro lado.
"Shhhh. Quietinha, gata."
Chamada encerrada.
Caitlyn saltou da cama. Andou de um lado para o outro na espera de contato. Não aconteceu naquele dia, nem no seguinte e nem no posterior. Era normal que se falassem a cada dois, três dias, mas já fazia quase uma semana. Estava cansada de ficar parada esperando as coisas acontecerem.
Os ataques não haviam parado. Nas Vielas, a autora era chamada de Jinx. Caitlyn queria pegá-la, mas sentia-se dividida. Se o que suspeitava era verdade, estaria disposta a arriscar perder a confiança de alguém que havia acabado de conseguir confiar de novo, depois de seis anos se decepcionando? Tudo que a jovem Xerife sabia, do fundo de seu coração, é que se estivesse no lugar daquela garota, estaria desesperada por uma luz no fim do túnel. Ela se apoiou nos azulejos do chuveiro, sentindo-se mais perdida que cego em tiroteio. Desde quando se importava tanto com desconhecidos?
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Procurada: VI
FanfictionEm sua primeira tarefa como nova Xerife da cidade, a piltovense Caitlyn Kiramman precisa localizar e deter a criminosa das ruas violentas de Zaun, conhecida como "VI", o que ela acreditava ser uma identificação numérica de uma irmandade. O que ela n...