Fifteen

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Pov's Camila Cabello
New York — 30/09/2014

Papa estava adorando Nova York. Ontem passamos o dia inteiro fazendo turismo pela cidade, com Normani como nossa guia oficial. Ela nos levou para conhecer vários pontos turísticos e finalmente conheci a famosa Estátua da Liberdade. Tiramos várias fotos, rimos bastante e aproveitamos cada lugar que visitamos.

Hoje acordamos um pouco mais tarde, embora papa tenha madrugado como sempre. Aquele homem parecia não saber o que era dormir até tarde. Normani disse que nos levaria para patinar e eu fiquei animada, porque adoro fazer esse tipo de coisa. O único problema é que caí mais vezes do que consegui ficar em pé. Papa e Mani, por outro lado, pareciam profissionais.

Agora estávamos em um restaurante mexicano, enquanto papa contava para Normani algumas das aventuras que tinha vivido durante o tempo em que eu estava fora.

– Construí uma área de lazer para dona Marta e ela adorou. – Contou, sem deixar de lado seu sotaque. – Vive lá sentada, pegando uma fresca.

– Minha mãe queria fazer isso também. – Normani apoiou os braços sobre a mesa. – Tem a piscina e, às vezes, bate sol em tudo.

– Eu faço. – Papa apontou para ela, animado. – Manda Andrea parar de se esconder, faz meses que não vejo ela.

– Ela está no Texas. Minha vó está vendo de se mudar para Miami porque fica difícil cuidar da vovó.

– Ela vai adorar lá. Todo domingo vou ao bingo. – Papa sorriu antes de tomar um gole da bebida. – Sua vó gosta?

– Ama. Vou contar para ela quando fizer ligação. – Normani pegou o guardanapo e se levantou. – Agora deixa eu ir ao banheiro, licença.

– Vai lá.

Assim que Normani se afastou da mesa, papa voltou sua atenção para mim. Ele segurou minhas mãos por cima da mesa e me encarou com aquele olhar que eu conhecia muito bem.

– Você está quieta demais. Me conte o que aconteceu, hum?

– O senhor ouviu? – Perguntei, levando mais uma colherada de sorvete à boca.

– Nem tente mentir. – Ele apertou de leve minhas mãos. – Conheço você e também ouvi sua conversa anteontem com a Normani.

Baixei os olhos para o meu prato.

– Foi tudo o que aconteceu.

– Você contou o que aconteceu, não o que se passa aqui e aqui. – Papa apontou primeiro para minha cabeça e depois para meu coração.

Soltei um suspiro.

– Lauren é minha chefe. Eu não sei explicar... tem alguma coisa nela que me atrai tanto, papa. E eu nem conheço ela direito.

– Você gosta dela?

– Ela é uma boa pessoa...

Papa inclinou a cabeça, esperando que eu entendesse a pergunta.

– Kaki, estou falando de sentimentos além de amizade.

Fiquei alguns segundos em silêncio, mexendo distraidamente na colher.

New YorkHistórias para pegar e não largar. Descubra agora