Nova York nunca prometeu ser gentil.
Aos 24 anos, Camila Cabello desembarca na cidade com um diploma de Contabilidade, uma mala cheia de expectativas e a certeza de que está começando do zero. Conseguir um emprego na maior cidade do mundo já parecia...
Como fui liberada mais cedo, decidi pegar um táxi até uma loja próxima de motos. Queria comprar o carro, mas, no momento, minha situação financeira não tá nos eixos para comprar um, então a moto seria ideal. Não era exatamente o que eu tinha planejado, mas já seria um começo. Precisava parar de depender dos outros para conseguir ir e voltar dos lugares.
O vendedor me mostrou algumas que se encaixavam no meu orçamento e gostei bastante de três. Fiquei um bom tempo olhando cada uma, fazendo algumas perguntas e imaginando qual seria melhor para mim. Tirei foto delas para poder analisar com calma depois e peguei o contato dele, dizendo que voltaria no dia seguinte.
Saí da loja com um pequeno sorriso, só de saber que iria conseguir subir mais uma etapa. Ainda tinha muita coisa para organizar na minha vida, principalmente financeiramente, mas pelo menos estava começando a conseguir algumas coisas por conta própria.
Normani me ligou pedindo para comprar um vinho para o jantar na casa do Harry. Passei no mercado, comprei umas coisas que vi que estavam faltando em casa e aproveitei para levar. Como eu já estava com as sacolas, peguei um táxi de volta para casa e fui pensando no quanto aquele dia tinha sido produtivo.
Assim que entrei, deixei as chaves em cima do móvel e olhei ao redor procurando minha amiga.
– Oi! Tá em casa? – Gritei, escutando passos vindo do quarto. Pus as bolsas no chão.
– Aqui. – Mani falou.
Segurei o riso assim que ela apareceu. Normani tinha alguma coisa na cara e vestia um roupão.
– Que foi?
– Nada. – Tentei segurar a risada. – Que horas é no Larry?
– Sete. Você tá atrasada, já são 18:22.
– Depois eu guardo as compras. Vou me adiantar.
(...)
Depois de finalmente estarmos prontas, nos encontramos no carro a caminho do apartamento de Harry. Ele não morava tão longe de nós, mas o trânsito novaiorquino nos prendeu por alguns minutos.
– Olá! – Harry abriu a porta animado. Abracei ele, entregando o vinho. – Demoraram. Obrigada, querida.
– Dessa vez não fui eu, foi o trânsito.
– Pior que é verdade.
– Entrem, Lou está preparando o nosso jantar. Verônica chegou agora há pouco com Megan e está lá na varanda.
– Louis! Apartamento lindo!
– Mila! Saudades! – Abracei meu amigo, e logo Normani fez o mesmo.
Passei os olhos pelo local e, nossa, era a cara deles.
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