Thirty four

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.... continuação

O carro para em frente ao prédio onde Lauren mora. Martines sai para abrir a porta para ela, e logo a vejo saindo de dentro do prédio. A mesma ajeita os cabelos com uma mão enquanto a outra segura a bolsa.

Meus olhos percorrem seu corpo, e puta que pariu!

Nunca, nunca mesmo, vou me acostumar com a beleza dessa mulher.

– Obrigada! – Paro de babar na beldade quando ela entra no carro, acabando com a luz que entrava pela porta aberta

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– Obrigada! – Paro de babar na beldade quando ela entra no carro, acabando com a luz que entrava pela porta aberta. – Oi, babe!

– Primeiramente: você está muito, muito linda. Segundamente: oi. – Falo, pontuando cada palavra com o dedo, fazendo Lauren gargalhar.

– Obrigada, Camz. Você também está linda. Eu amei seu look. – Diz, passando a mão sobre meu sobretudo.

Olho para o banco da frente e percebo que Martines ainda não entrou. Aproveito a distração e me arrasto pelo banco, chegando um pouco mais perto de Lauren. Apoio minha mão em sua coxa e encaro aqueles olhos verdes.

– Que foi? – Ela pergunta, percebendo meu olhar.

– Você me provocou ontem, não foi trabalhar hoje e ainda por cima fez Martines me buscar primeiro, me deixando pilhada. – Murmuro, quase colando nossos lábios. Lauren passa a língua entre os lábios, e aquilo só consegue me provocar ainda mais.

– Eu disse na mensagem, mas ontem à noite, e você negou ir dormir comigo. Não posso fazer nada. – Ela responde, roubando um selinho meu.

Me afasto assim que escuto Martines abrir a porta do carro. Lauren volta a se ajeitar no banco, e eu faço o mesmo, tentando disfarçar meu sorriso.

– Vai hoje? – Pergunto, trocando um olhar com ela.

– Com toda certeza. – Respondo, e Lauren segura minha mão durante todo o caminho até o restaurante. O trajeto pela cidade é tranquilo, apesar do movimento típico de sábado à noite. Passamos por algumas ruas movimentadas, com restaurantes cheios e pessoas caminhando pelas calçadas, enquanto as luzes dos prédios começam a tomar conta da paisagem conforme o céu escurece.

De vez em quando, olho para Lauren, que parece completamente tranquila, como se conhecer seus pais fosse a coisa mais normal do mundo. Já eu não consigo parar de pensar em todas as possibilidades para aquela noite. Tento me distrair observando a cidade pela janela, mas, cada vez que sinto o polegar dela acariciar de leve o dorso da minha mão, meu nervosismo volta ainda maior.

– Se acalma, ok? – Lauren pede, apertando meus dedos de leve enquanto me olha com um sorriso tranquilo.

– Tô tentando. – Respondo, respirando fundo antes de voltar a encarar a rua pela janela.

Martines abre a porta do meu lado e me ajuda a descer. Quando Lauren vai sair, faço um sinal para ele e estendo a mão para a mais velha. Agora que consigo vê-la melhor, percebo o quanto aquela morena está linda. E, nossa... eu tenho uma sorte do cão.

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