Pov's Camila Cabello
New York — 16/12/2014
Quase duas semanas se passaram desde que Lauren e eu começamos a namorar e nos declaramos uma para a outra. As coisas não poderiam estar melhores. O Natal se aproximava cada vez mais, e o frio se fazia presente. Eu andava pelas ruas de Nova York quase com quatro casacos de tanto frio que sentia.
Dinah me chamou para assistir a um jogo de basquete com ela, mas não conseguimos os ingressos a tempo e, com aquele frio, também não ajudava muito. Decidimos assistir em casa mesmo, mas Dinah se livrou da responsabilidade de juntar o pessoal na casa dela e jogou a bomba para Lauren, com a desculpa de que não tinha empregados domésticos.
Eu ajudava dona Beth a preparar alguns aperitivos para o jogo e, é lógico, fofocava com Martines sobre as últimas novidades. Nessas últimas semanas, vindo mais vezes à casa de Lauren, descobri que Martines era gay e amava fofocar sobre a vida dos outros.
– Oi, oi! Mila, as cervejas. – Chris entra na cozinha erguendo os braços e mostrando as caixas de cerveja.
– Não sei onde pôr isso, não. – Belisco um pouco do molho do taco e, nossa, dona Beth arrasa.
– Martines, pode me ajudar? Tem mais duas dessas no hall.
– Camila! Vem cá! – Dinah grita da sala de TV. Rolo os olhos e vou até lá, encontrando-a confusa, com o controle em mãos. – Como isso funciona? Minha TV é mais prática que isso.
– Me dá. Você me chama como se eu soubesse mexer nisso. – Digo, pegando o controle de sua mão. Aperto um botão e aparece o canal onde vai passar o jogo. – Pronto.
– Você sabe, tá vendo! – Ela resmunga, e mostro a língua antes de sair daquela sala.
Lauren desce as escadas com Cléo no colo. Minha namorada tem um bico emburrado nos lábios.
– O que foi?
– Esse povo invadindo minha casa, atrapalhou meu sono e o de Cléo. Não é, filha? – Fala, e a filhote simplesmente nos olha. Parece que essa cachorra é puro deboche. – Nem domingo temos descanso.
– Vai à merda, Lauren! – Dinah grita da sala.
– Amor, podia ter me dito. Eu dava um jeitinho de fazer lá no meu apartamento. – Falo, sentindo-me culpada. Eu sabia que Lauren havia odiado aquilo.
– Relaxa, eu tô fazendo isso só para implicar com a Dinah. – Solto um riso. Elas duas e essas implicâncias... Lauren solta Cléo no chão, e a abusadinha vai direto para a área onde sua ração fica. – Você está cheirosa.
– Desodorante. – Ela ri, abraçando meu corpo.
A porta principal se abre, e Verônica entra, soltando Meg no chão. A pequena corre em nossa direção. Solto Lauren e pego a menina no colo.
– Oi, bonequinha.
– Tia Camz! – Encho as bochechas de Megan de beijos, ouvindo-a gargalhar.
– Só a "tia Camz" tá aqui? A dindin tá aqui! – Lauren reclama, estendendo os braços.
– O bicha ciumenta. – Vero fala, rindo.
Solto a pequena, que pula no colo de Lauren.
– Ei, Mila, cadê a Mani? Preciso entregar um negócio a ela.
– Ela só vem mais tarde. É a folga do Kendrick, e eles foram para um encontro. – Explico, indo para a cozinha. Minha barriga já estava roncando. – O que tem aí?
– Pau de borracha. – Faço uma careta, e ela ri, pegando a maçã das minhas mãos.
– Conseguiu aquilo? – Pego outra maçã, mordendo-a antes que ela roube.
VOCÊ ESTÁ LENDO
New York
Fiksi PenggemarNova York nunca prometeu ser gentil. Aos 24 anos, Camila Cabello desembarca na cidade com um diploma de Contabilidade, uma mala cheia de expectativas e a certeza de que está começando do zero. Conseguir um emprego na maior cidade do mundo já parecia...
