Thirteen

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Pov's Lauren Jauregui
New York — 27/09/2014

Sentia cada parte do meu corpo doer, parecia que um caminhão tinha passado por cima de mim. Provavelmente ainda estaria dormindo se não fosse o som estridente do meu despertador tocando sem parar.

– Que barulho é esse? – Escutei a voz sonolenta da latina, que estava com a cara enterrada na cama.

– Meu despertador. – Passei a mão sobre meus olhos antes de abrir. – Aperta aí do seu lado. – Pedi apontando para o aparelho ao lado dela.

Fechei os olhos e virei para o outro lado, tentando voltar a dormir, até que o barulho finalmente cessou.

– Puta merda! São oito horas! – Camila pulou da cama, me assustando. Bufo ao ver que não ia conseguir. Camila começou a procurar as próprias coisas pelo quarto. – Onde estão minhas roupas? Cadê meu celular?

– Camila, se acalma. – Sentei na cama e espreguicei o corpo, fazendo uma careta quando senti minha bunda dolorida. – Você é chefe do seu setor, não tem problema se atrasar às vezes.

Ela continuou procurando alguma coisa pelo chão, claramente desesperada.

– Mesmo assim, fiquei de falar com a menina nova hoje e ia tentar ver com você de fazer uma reunião com o setor financeiro... – Camila parou no meio da frase e me encarou.

– Que foi? – Franzi a testa ao perceber que ela estava olhando fixamente para mim.

Pela primeira vez desde que acordamos, parecia ter reparado em alguma coisa.

– Uau!

– Está surpresa com o quê? – Perguntei, arqueando uma sobrancelha. – Ontem à noite você tocou nisso tudo.

– Er.... – Ela sorriu sem graça e desviou o olhar.

– E a respeito disso que você falou, liga para o Austin e pede para ele instruir a Benson. – Estiquei pegando meu celular na mesa de cabeceira. – E explica que vai se atrasar.

Ela suspirou passando a mão sobre os cabelos.

– Deixa eu ver se meu celular não tá na sala.

– Tá bem.

Meu celular havia apenas umas meninas de ontem, então preferi não ver aquilo agora.

– Lauren?

– Hum? – Respondi enquanto mexia no celular.

– Qual porta sai daqui?

Soltei um riso e apontei para a porta certa. Camila saiu em direção ao corredor e desapareceu por alguns segundos, enquanto eu passeava os olhos pelo quarto. Só então percebi a verdadeira zona que tínhamos deixado para trás: o edredom estava no chão, travesseiros espalhados pela cama e algumas almofadas tinham ido parar longe do lugar.

Ontem, com certeza, tinha sido uma das melhores noites da minha vida. Depois que subimos, ainda perdemos completamente a noção do tempo, e só de lembrar dos momentos que tivemos juntos um arrepio percorria meu corpo.

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