Eight

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Pov's Lauren Jauregui
New York — 15/09/2014

Hoje o dia havia sido um pouco mais calmo. Depois de toda a situação envolvendo o erro no financeiro, uma grande preocupação saiu das minhas costas. Agora estava tudo nas mãos de Liam para conseguirmos ganhar a causa na justiça. Mesmo meu pai sendo um grande advogado, era Liam quem ficava à frente dos casos relacionados à empresa, até porque ele trabalhava no escritório do meu pai e, além disso, era um grande amigo da família.

Também fiquei muito grata pela Camila. A coitada tinha chegado no meio de um verdadeiro furacão e, mesmo assim, conseguiu lidar com tudo com uma facilidade que me surpreendeu. Ela encontrou coisas que ninguém tinha percebido antes e, em poucos dias, já estava completamente envolvida na investigação. Por isso, pedi para a Dinah entregar um convite para ela estar presente no lançamento da nova coleção. Provavelmente ela já iria com a Normani, mas queria que o convite partisse de mim.

Assim que saí da empresa, fui direto para o apartamento. Não podia demorar muito, já que Michael Jauregui tinha uma relação quase pessoal com o relógio e odiava quando alguém chegava atrasado.

Tomei um banho rápido e fiquei alguns minutos parada em frente ao guarda-roupa, procurando alguma coisa que não parecesse exagerada. No fim, escolhi um vestido vermelho e um salto preto. Nada muito produzido. Era apenas um jantar em família, afinal.

O caminho até o restaurante foi tranquilo e rápido. A noite estava bonita, com o céu limpo depois da chuva que ameaçara cair mais cedo, e aproveitei o trajeto para respirar um pouco. Aquela semana estava sendo corrida demais, então, por mais simples que fosse, aquele jantar era exatamente o que eu precisava.

Parei o carro na entrada do restaurante e logo o manobrista veio me ajudar. Entreguei a chave a ele e entrei no estabelecimento, sendo reconhecida quase imediatamente. Uma das recepcionistas sorriu ao me ver e me acompanhou até a mesa onde minha família já estava.

Assim que me aproximei, meus pais se levantaram.

– Olá, estrelinha. – Papai abriu os braços sem perder tempo e me puxou para um daqueles abraços de urso que eu conhecia desde criança. – Estava com saudades.

– Eu também estava, papai. – Ri, tentando me afastar, mas ele apertou ainda mais os braços ao redor de mim. – Pai!

– Desculpa. – Ele finalmente me soltou, rindo da minha tentativa de escapar. – É que você anda muito sumida.

– E você continua dramático.

– Eu sou carente.

– Isso eu já percebi.

Antes que ele pudesse começar outra reclamação, mamãe se aproximou e me abraçou, deixando um beijo carinhoso na minha bochecha.

– Olá, querida. – Ela alisou meu cabelo antes de se afastar. – Seu pai anda carente ultimamente.

– Vocês não me procuram mais. – Papai voltou a fazer aquela expressão triste, apoiando uma das mãos sobre o peito. – Eu sei que é por causa do trabalho, mas não custa ir nos visitar de vez em quando.

– Prometo marcar uma semana só para a família. – Sentei na cadeira enquanto o garçom se aproximava para servir o champanhe. Peguei a taça, mas antes de beber olhei ao redor da mesa. – Cadê o Chris e a Tay?

– Estão a caminho. – Mamãe respondeu enquanto afastava discretamente a taça da mão do papai, que já parecia pronto para pedir outra rodada.

– Clara...

– Você acabou de chegar. – Ela lançou um olhar sério para ele. – Não precisa começar a beber agora.

Papai soltou um suspiro exagerado e se recostou na cadeira.

New YorkHistórias para pegar e não largar. Descubra agora