capítulo 4

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Cida Helena

Toda madrugada que abro meus olhos para mais um dia, faço uma análise mental e faço uma lista do por que não morrer, de não largar tudo e somente deixar com que o câncer me consuma e me leve.

A dor,  cansaço, fadiga, tonturas os enjoos matinais, consumia o meu ser em pequena quantidade.

O por que não aproveitar e me livrar de toda dor e cicatrizes e fantasmas que me percebem, encaro os remédios na mesinha ao lado da cama.

O por que eu tomaria eles se isso só prologaria meu sofrimento.

O câncer não é algo que me preocupe, pois ela consome somente meu corpo mais antes mesmo que ela surgisse, eu já era consumida aos poucos.

Sinto nojo e repulsa do meu corpo, vivo constantemente me sentindo suja imunda algo impregnado dentro de mim.

Cida Helena por que vc quer viver se morte lhe daria descanso de alma... Encaro a escuridão e o silêncio do quarto.
Um carro passa pela rua e as luzes do farol do desconhecido entra pela janela velha dando o deslumbrante da força que ainda me faz lutar pela minha vida.

Isa dormia ao meu lado direito a minha pequena e heróina foi por causa dela que descobri que algo me consumia por dentro, e ao lado esquerdo está  caio meu príncipe que com os pequenos bracinhos segurava minha cintura uma alcora que me mostrava a onde eu deveria ficar.

E a minha garotinha independente e linda dormia na rede logo a minha frente, nunca conseguiria ser tão grata por tela em minha vida, uma menina mulher forte e guerreira, eles sim são minha fortaleza e a minha razão por lutar não mergulhar na escuridão fria da morte e por eles que desejo melhoras e adimiar seus sorrisos a cada manhã.

Saio da cama e nem ao menos o sol havia nascido, mais um novo dia começara para muitos de nós, mais um dia de trabalho de luta pela sobrevivi em uma vida tão cruel.

Pego minha medicação e a pepo com um copo de água daixada logo ali também.

Meu corpo está tão cansado e dolorido meu estômago se embrulha mais esqueço tudo o que me afringe e coloco um caldeirão de Água para  ferver no fogão, preparo  um bolo de fubá, que  caio adora, e sigo a preparar o leite de Isa e leite com achocolatado de caio.

Passo o café no cuador  velhinho e amarrotada mais limpinho que tá um gostinho especial, o cheirinho de café insedeia a casa, o bolo está quase pronto quando Duda se senta na cadeira para o café da manhã.

Ela e a melhor coisa que saio da minha escuridão e angústia, tento deixar as lembranças de lado pois elas me deprimem, depois que descobri a doença tudo que por muitos anos enterrei lá no fundo do meu ser submerge para me afligir.

O trabalho e o cansaço, e meus filhos sempre me ajudou o deixar longe dos meus pensamentos.

Já saiu para trabalhar e estou na difícil missão de despertar um garotinho preguiça e um bebê espoleta.

O sol já despertará e seus raios de sol já entrava pela janela do quarto, me deito no canto da cama e passo a mão sobre os cachos bagunçado.

— meu bichinho preguiça vamos acordar... Tem bolinho e leite para você.

Ele se revira na cama se aconchegando em meus braços e cheirando meu pescoço.

— mamãe quero ficar aqui com você...

— logo hoje o dia que de pula pula, piscina de bolinha, cachorro quente.... Hum algodão doce uma delícia pena que você vai perder tudo isso para ficar aqui tendo um dia chato.... Mais ok.

IGOR A REDENÇÃO DE UM MAFIOSHistórias para pegar e não largar. Descubra agora