- ESSA MULHER É LOUCA OU SE FAZ?! - Cecília pergunta a sua mãe enquanto Juliette conta tudo o que Sarah disse a sua filha e irmã. - Você não está... Ela está. - Ceci fala se levantando e indo para o quarto.
- CECÍLIA FREIRE NÃO OUSE... - Juliette fala e Ceci fecha a porta do quarto com força e raiva - E ela fechou... - Juliette diz e volta o olhar para a irmã, o olhar dela não estava nada bom... - Aí não você também. - Juliette diz em desistência, ela não estaria 100% louca não era?
- Tem ideia do que está cogitando em fazer? - Thaís pergunta sincera a irmã. - Ela está com raiva e com razão.
- Eu estou querendo dar um futuro a Cecília, Thaís! - Juliette exclama.
- Mas a que preço Ju?! - Thais pergunta a irmã. - A que preço vai ser se prender a um relacionamento onde literalmente você se vendeu e vendeu a sua filha só para ver ela com um futuro?
- Exatamente - Juliette fala - Pense nas oportunidades que ela vai ter! - Juliette começa a falar animada - Estudaria nas melhores escolas, teria os melhores professores, nunca passaria por problemas financeiros e ainda teria uma empresa para herdar. - Juliette fala para a irmã.
- Então você não entendeu o porquê Cecilia está com raiva. - Thais fala e Juliette nega com a cabeça. - Ela está com raiva porque até agora você só disse Ceci, Ceci e Ceci. Mas nunca falou: Juliette.
- Mas é justamente isso! - Juliette diz para a irmã - Eu quero uma oportunidade de vida melhor para minha filha do que eu tive. Quero que ela tenha condições de ser o que quiser! E a Sarah pode proporcionar isso. Ela já disse que nós duas seremos apenas amigas dentro da casa, ela é como eu! Sempre de cabeça no trabalho e nunca dando espaço para mais pessoas entrar nas nossas vidas, esse casamento vai beneficiar nós duas! Ela tirando o conselho das suas costas e tendo alguém competente para herdar a A-Corp e eu me beneficio com a felicidade e prosperidade de Ceci.
- Tudo bem Ju... - Thais fala se levantando - Mas só te aconselho a não tomar nenhuma decisão sem antes ter uma conversa a sós com Cecilia. - Thais diz para a irmã. - Afinal, a que vai ter a vida mais mudada será ela.
A mais velha beija então a testa da irmã mais nova e sai do apartamento a deixando sozinha e com uma filha adolescente com raiva para lidar. O que estava fazendo era errado? Querer ver o bem da sua filha acima de si mesma era errado? Qual o limite que uma mãe passaria apenas para ver a felicidade de sua filha? Juliette estava convicta de que aquilo seria o melhor para ela e sua filha, para esta última principalmente. Existiam relatos de mães que duplicavam sua força física para salvar seus filhos em picos de adrenalina então por que Juliette não poderia fazer algo simples como um casamento por conveniência?
- Hey... - Juliette fala escorada na porta do quarto de Ceci enquanto a menina lia um livro na cama. -Podemos conversar? - Juliette diz e pelo fato da menina fechar o livro e colocá-lo na cômoda, ela encarou aquilo como um sim. Então mulher apenas se sentou na cama e encarou a filha, sabia que ela queria começar, Juliette estaria ali apenas para defender seu ponto de vista, a parte principal da conversa viria de Ceci.
- Eu tô lendo um livro... - Ceci fala e pega o livro que estava lendo antes da mãe entrar e mostra a mulher, era um exemplar de Orgulho e Preconceito. - Orgulho e Preconceito é o nome dele. - Ela fala mãe - A senhora já leu? - A menina fala e Juliette afirma com a cabeça.
- Há muito tempo no ensino médio.
- Ótimo, então já sabe mais ou menos do que se tratava. - Ceci diz e Juliette assente. - Ele se passa mais ou menos na sociedade do Séc XIX. Fala basicamente sobre a família Bennet e a mãe das 5 irmãs que queria porque queria dar um bom casamento as suas filhas. Porque " É verdade universalmente reconhecida que um homem solteiro em posse de boa fortuna deve estar necessitado de esposa" ou algo assim que ela fala. Em resumo: Você precisa se casar com uma pessoa rica para ter uma vida boa e próspera... - Cecília diz e Juliette finalmente entende onde a menina queria chegar.
ceci iria usar o que melhor sabia fazer depois de estudar economia, argumentar.
- Mãe... a senhora tá percebendo que está sendo a Senhora Bennet? Está querendo um casamento por conveniência apenas por causa das posses da Senhorita Andrade.
- O que você quer com isso Cecília? - Juliette pergunta.
- Quero que a senhora me dê somente um argumento, um argumento diferente de: Ela vai lhe dar um ótimo futuro. Um argumento diferente disso mãe... é tudo que preciso. - A menina fala e em seus olhos começam a caírem lágrimas - Porque eu não quero passar o resto da minha vida com o peso na consciência de que minha mãe se casou com uma desconhecida somente para que eu tenha um futuro.
A menina fala chorando a Juliette se levanta da cama apenas para ir até a outra ponta e abraçar a filha, ficando as duas dividindo a cama ali abraçadas por algum tempo, Ju ficou em silêncio, tanto para esperar a filha parar de chorar quanto pensar se revelava ou não o seu outro motivo.
- O outro motivo é por mim.
Juliette revela e Ceci olha para a mãe confusa, Juliette tira seus óculos e coloca eles na cabeceira do seu lado da cama enquanto tira os da filha em seguida, colocando eles no mesmo lugar. Juliette achava incrível o quanto sua filha havia herdado quase nada do progenitor paterno dela, talvez o único resquício dele seria o seu tom de cabelo, mas o resto era inteiramente a coreana, e por isso Juliette sabia que a menina entenderia.
- Você sabe que depois do embuste do seu progenitor eu não tive ninguém. Eu usei o argumento de que era mãe e estudante de faculdade para justificar que não precisava de ninguém na minha vida, ou melhor... que eu não queria. Então eu me fechei e não deixei que ninguém entrasse, assim como Srah. Resultou em nós duas sem ninguém e tendo dificuldades para se relacionar com qualquer outra pessoa. Esse casamento também pode fazer bem a mim Ceci... querendo ou não, eu e Sarah seremos no mínimo amigas, quem sabe no futuro não surge algo mais que isso? - Ela diz para a filha que assente. - Já passamos muito tempo sendo só as Freire's contra o mundo, está na hora da gente aumentar isso, quem sabe as Freire-Andrade contra o mundo sejem mais intimidadores? - A nordestina fala abraçando a filha apertado. - E então? O que acha?
- Freire-Andrade? - Ceci fala como se tivesse saboreando o som do sobrenome.
-Parece bom para mim... Vai começar a me chamar de Senhora Bennet ou a Sarah de Darcy? - Juliette pergunta ainda abraçada a filha.
- Pode apostar que sim... Bem, até eu desencanar disso e acostumar com minha nova madrasta. - Cecili fala e Juliette rir alto, a filha tinha um jeito especial de lidar com as coisas a sua volta.
volto logo!
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O Acordo. - Sariette
FanfictionSarah Andrade, grande CEO da A-Corp tem um problema des de que assumiu seu cargo: precisa ter uma herdeira. Pode parecer uma exigência estranha, mas no mundo atual, onde pessoas são alvos de pessoas mas todos os dias, é extremamente necessário que o...
