O começo do fim

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Tento obstruir os meus sentimentos e decido verificar o meu telemóvel que estava cheio de mensagens.

Bloom: "Ouvimos o que aconteceu através da Stella! Estás bem? Diz-nos alguma coisa quando poderes, por favor."

Bloom: "Vamos sair da aula mais cedo. Vamos ter contigo à estufa."

Respondo rapidamente, mas a mensagem já tinha sido enviada à 10 minutos.

Musa: "Estou bem. Venham ter ao dormitório." Respondo com a esperança de não andarem à minha procura ou a preocuparem-se como poderei estar.

As outras mensagens diziam todas basicamente o mesmo mas mesmo assim, respondo à Terra, caso a Bloom, não tivesse lido.

Sento-me no sofá e cubro-me com uma manta. A minha mente ainda vagueava pelas palavras do Sam. Iria ser difícil me esquecer delas. Não sabia o que pensar, nem o que fazer. Mas esperava que o Riven estivesse bem. Tinha esperança de que iria ficar bem. Porque raio se meteu à frente! Grito na minha mente. Não devia de o ter feito. Era para mim, não para ele. Definitivamente de que eu não iria estar nada bem, provavelmente inconsciente ou pior. Suspiro, apoiando a minha cara nas minhas mãos. Porque é que ele faz sempre isto? Indigno-me a mim mesma.

Os meus pensamentos são interrompidos pela notificação do meu telemóvel.

Terra: "Já estamos aí a chegar."

Cerca de uns segundos depois, chegam a Terra, Bloom, Aisha e a Stella.

"Hey, Musa! Então, estás bem?" Pergunta a Bloom, mal me vê na sala.

"Estavamos preocupadas!" Diz a Terra.

"Estou bem. Não tenho nada, graças ao Riven." Desabafo.

"Eu tive pessoas a meio da aula a mandarem-me mensagem, também se não me informassem do que se andava a passsar na escola, iria me passar. Mas foi algo com o Riven e a Beatrix, certo?" A Stella adianta-se, sentando-se no sofá de um lugar, enquanto a Bloom e a Aisha se sentaram à minha frente, a Terra ao meu lado.

"Sim. Eu vou-vos contar melhor..."

(...)

Depois de lhes ter contado o que se tinha passado, sem deixar os promenores de lado, surpresa era mais do que evidente nas suas caras e palavras.

"Mas deixa ver se eu percebi bem... A Beatrix pensa que estás interessada no Riven e por isso é que te anda a chantagear?" Pergunta a Terra, já sabendo a resposta.

"Basicamente sim." Confirmo.

Ouço sons de exclamação delas todas. "Ela realmente não tem mesmo mais nada que fazer a não ser meter-se aonde não é chamada." Diz a Aisha, olhando para a Bloom.

"O problema é que o Riven já deixou bem claro de que não quer ter mais nada haver com a Beatrix, e se vocês repararem bem, já não o vêem tanto junto a ela, e quando isso acontece é ela que não o larga." Tinha isto na minha garganta e tinha que lhes contar.

"Realmente, tens razão. E fiquei admirada por ele ter feito o que fez por ti, não esperava." Comenta a Stella.

"Ele não é o que dizem ser, e podem ficar admiradas com o que vou dizer, mas desde que fui atacada pelo maldito queimado eu e ele temos nos conhecido muito melhor e ele, de todo, que não é uma má pessoa. Apenas ele antes acompanhava pessoas erradas e andava meio perdido, sem saber o que realmente fazer." Desabafo, até porque sei que posso ser verdadeira com elas. Elas merecem saber como ele verdadeiramente é.  

"E quem melhor para saber esse tipo de coisas se não a nossa fada da mente, Musa?" A Bloom senta-se a meu lado, dando-me um abraço. "Se ela o diz, eu acredito, até porque já tinha notado. A preocupação dele nas missões, mais... simpático, leva-me a crer que sim."

"Talvez ele agora com as companhias certas vá num bom caminho." Diz esperançosa a Terra, sorrindo.

"Se vocês o dizem." Diz pondo-se a pé. "E eu gostava de ficar com vocês, mas sabem como é, vida de futura princesa..." Ela remesse nos cabelos.

"Vai lá princesa. Obrigada pela preocupação." Agradeço.

"Fico feliz que estejas bem. E vê se nos deixas de nos pregar tantos sustos. Tem sido demais ultimamente." Diz a Stella colocando a mão no seu coração.

"Vou tentar, mas não prometo." Pisco-lhe o olho.

"Isto ainda não acabou até porque ainda não se sabe nada dela." Adiciona a Aisha.

"Não vai ficar por aqui, desta vez, ela enterrou-se sozinha." Falo já a imaginar o que poderia vir a caminho.

Souberam da Beatriz apenas na hora do almoço. Estavamos a almoçar quando de repente a notícia de que ela tinha aparecido na escola se tinha espalhado. 

Logo que foi vista, fora detida pelos especialistas que andavam à sua procura.

Foi levada para o barracão velho e apresionada como da última vez. Todas as medidas de proteção eram necessárias com ela.

Agora a sorte da Beatrix estava nas mãos da diretora e do testamento do Riven.

Ao longo do dia, não obtivemos mais nenhuma novidade, só apenas quando a Terra falou com o seu pai.

"Pelo que o meu pai me disse, a diretora já esteve a falar com ele e logo a seguir, contra as indicações do meu pai, ele deixou a estufa e foi para o seu dormitório, alegando que não estava lá a fazer nada."

"Parece mesmo ser dele." Abano a cabeça negativamente. "Obrigada por dizeres, Terra.

Queria saber como o Riven estava. Sabia que o estado era mau, mas queria saber como se sentia, por isso, de acordo com as notícias da Terra, decido ir visitár-lo.

Iria ter que ficar de repouso por bastante tempo e, só depois ver se poderia continuar como especialista, se a recuperação correr bem. Temia por ele e por isso tinha o coração apertado desde esta manhã. A sua carreira poderia ficar limitada. Respiro fundo enquanto mando uma mensagem para ele. Poderia estar a descansar e não o queria acordar.

Musa: "Ouvi dizer que estás de volta ao teu dormitório, mesmo contra às recomendações... És mesmo teimoso."

Um minuto depois, responde-me.

Riven: "Não estava lá a fazer nada."

Musa: "Posso passar por aí?"

Desta vez, demora mais tempo a responder, até penso que não me irá, até que recebo um "Como queiras." da sua parte. Que simpático, penso para mim.

O caminho até lá é demorado devido ao meu passo lento. Vou a remoer na minha cabeça os pensamentos anteriores, bem como o assunto da conexão que tento não me lembrar.

Quando chego ao seu dormitório, bato suavemente na sua porta três vezes, mas mesmo em antes de ele a abrir, a mim chega um pico de dor totalmente inesperado.

FragmentoHistórias para pegar e não largar. Descubra agora