Quantico - Virginia;
Casa de Sabnock;
Sabnock deixou o terno em sua cadeira no escritório estando apenas com o colete por cima daquela camisa branca. Estava empenhado procurando os objetos no porão daquele imenso casarão em que vivia. O ambiente era escuro, tinha algumas prateleiras empoeiradas com vários livros antigos de magia caixas com objetos raros e vários outros itens. Enquanto revirava aquele lugar, caixa por caixa, seus pensamentos o questionava sem dar uma trégua que fosse.
Quando que ele faria de tudo por um humano xcc,
E quando que perderia sua calma e frieza ao se preocupar com um humano?
Pegando uma caixa grande, a abriu tirando a menor feita de madeira com alguns entalhes de decoração nela. Abrindo a mesma achou a adaga de lâmina negra e cabo de madeira bem desenhada, lembrava muito a que os arcanjos carregavam, mas essa que estava em sua posse mataria qualquer coisa. Até um Serafim... Seus olhos passaram pelos detalhes daquele porão, seus pensamentos ainda o questionavam, mas estava determinado a salvar o seu... Seu?... A salvar Ângelo. Achando de uma vez a resposta para os seus questionamentos.
Claro que gostava daquele humano, ele era determinado. O desafiava e por vezes não parecia ter medo dele e aquilo o instigava. Não que o Tenente-Sargento soubesse o que era na verdade, mas ele sabia, que apesar dele estar sendo um consultor, que era psicólogo sob o nome Ettore Knight Sabnock. O garoto era o líder de força tarefa e mesmo assim Ângelo ainda era Ângelo. Sem falar na amizade com o padrasto do garoto. As vezes chegava a pensar que o destino armou tudo aquilo.
E ao olhar atrás de mais algumas caixas achou perto de uma lança que tomou de "Luci", sua espada. Ele nem acreditava que tinha achado sua arma, aquela que não usava há muitos séculos. Um sorriso brotou em seu rosto e com ambas em mãos voltou ao seu escritório.
Seu plano era claro: Trazer aqui uma pessoa que poderia desfazer os selos que o impedia de cortar a cabeça de Asmodeus e salvar o humano das garras do imundo. E para o bem dele, achava melhor que o seu pequeno estivesse intocado em todos os sentidos possíveis da palavra. Tirando esses pensamentos de sua cabeça afrouxou a gravata e desabotoou os botões do colete, sentou na cadeira aconchegante e levou a adaga rente a altura do pescoço. Apontada para um ponto vital a empurrou contra a sua garganta, na intenção de se matar.
Estando certo sobre suas constatações, foi em um milésimo de segundos. A luz piscou do escritório piscou e em seguida sentiu o aperto em seu braço o parando no exato momento, a ponta da adaga parando a milímetros de sua pele. Seus olhos caramelos pousaram sobre a jovem que estava segurando seu braço com força. A canhota segurava a borda da mesa, ela estava quase inclinada contra si encarando seus olhos com aqueles orbes vermelhos que causaria medo em qualquer mortal.
— Se queria me ver poderia ter me ligado. – começou a semideusa quando a força amenizou e ele afastou a adaga do pescoço dele. – Eu aceitava até ser invocada, mas quase se matar... He... – ela se pós ereta deixando uma mão em sua cintura.
O homem demorou a falar algo. Apenas parecia pensar, enquanto deixava a adaga sobre a mesa. Kally estalou a língua no céu da boca e se virou notando o porta-retratos que estava sobre a mesa. Seus olhos fitaram cada canto dela e um sorriso surgiu em seus lábios. Um brilho surgiu em seu olhar quando viu aquela imagem.
— Acredite que se eu pudesse não tinha te chamado aqui. – ele por fim falou, encarando-a.
— Eu estava em outro estado. Pode não parecer, mas eu tenho o que fazer. – disse sem olhar para o homem, seus olhos estavam apenas na imagem. – Essa foto foi espontânea. Não sabia que você... – ele se inclinou pegando o porta-retrato das mãos dela.
— Ângelo foi levado por Asmodeus e eu não consigo entrar lá. – Sabnock foi direto ao ponto fazendo a garota que a princípio fez um bico por ter a foto tirada de si, entre abrir os lábios.
— Eu não posso me meter diretamente nisso, você sabe, não é? – Kally perguntou olhando para ele.
Apertou as mãos em punhos. O Marques não queria perder mais tempo lutando para forçar aquela semideusa a ajudá-lo.
— Só quero que desfaça os selos, com o resto eu me viro. – disse determinado olhando para a garota.
Kallia encarou aquela foto novamente... Fez um beiço por alguns minutos e levantou erguendo uma das sobrancelhas. Pensamentos de uma época distante inundaram sua mente.
— Ok. Desde quando eu sigo as regras mesmo? – Um sorriso de lado desenhou seus lábios vermelhos.
[...]
Norfolk - Virginia;
Masmorra da Mansão de Asmodeus;
Ângelo já estava mais que sem esperança, ele estava sem determinação e pressentia sua morte. Ele sorriu por saber que logo estaria em paz, mas as lágrimas eram por não poder vê-lo uma última vez. Estava sensível e ainda se recusava a expressava a sua dor e o motivo de estar assim, Asmodeus havia saído e o deixado sangrando. Ele podia ver suas roupas rasgadas e encharcadas com sangue, assim como sentia cada corte e o buraco em seu estômago. Um lado seu nunca havia desejado tanto uma cama de hospital e anestesia, morfina... Apertou os seus olhos e balançou a cabeça o forçando a voltar para a realidade. Não iria ter nada disso, isso seria sonhar alto e para ele não era possível sonhar tanto.
Quando a porta foi aberta não foi quem pensava que passou por ela e sim Asmodeus. E o que aconteceu em seguida foi rápido. As correntes que o amarrava foi cortada com aquela espada e o atravessou no coração com ela. Ângelo soube naquele momento que teria seu descanso, só lamentou não ver o consultor novamente. Seu rosto se chocou contra o chão e em fim perdeu a consciência.
Asmodeus andou até ele e colou a espada em sua mão e em seguida sussurra para Ângelo, para fader com que acordasse, seu ritual estava completo e não podia estar mais satisfeito.
— Vamos, acorda Ângelo. – começou o mais velho fazendo seus olhos brilharem em um amarelo dourado. – Mostre do que é capaz. – disse por fim.
A espada na mão do garoto brilhou e o mesmo segurou ela e espalmou as mãos no chão para usar como apoio e se levantar. Ainda com a espada na mão esquerda, com a direita estalou os dedos e em seu corpo já não tinha um rastro se quer de feridas, assim como agora vestia um terno azul. Olhou para a espada com os olhos alaranjados e depois os levantou para olhar no rosto do homem menor.
— Quem é Ângelo? – O olhar confuso ganhou seu rosto apertando as mãos e a resposta fria doidirecionado a Asmodeus, que de surpreso sorriu orgulhoso de seu feito.
[...]
De volta ao Quantico, na mansão do Sabnock. A garota ainda sustentava seu sorriso e estava prestes a usar sua foice e chamar Amanda para ajudá-la a desfazer os selos nas paredes. Um flash passou em sua cabeça e ela teve uma visão, uma visão de morte que mudou seus olhos e seus lábios abriram em surpresa, assim como as mãos de unhas pintadas estavam abertas.
— Ângelo McGarrett... – começou estática. – Está morto! – disse por fim a garota.
Sabnock arregalou seus olhos, e rapidamente foi até a garota a olhando de perto. Ele não acreditou no que viu, não podia ser verdade. Não, ele não estava morto.
— O QUE??? – esbravejou estridente o anjo caído.
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𝐂𝐈𝐂𝐋𝐎 𝐃𝐄 𝐑𝐄𝐄𝐍𝐂𝐀𝐑𝐍𝐀𝐂̧𝐀̃𝐎
Random[McNock] [+18] Aonde Mandy pergunta a Kally como pode Ângelo McGarrett, o bondoso e gentil agente do FBI pode se apaixonar por um demonio, um anjo caído na verdade. A semideusa mais velha apenas a responde contando uma pequena história, do tem...
