Depois do último caso, Ângelo ficou afastado da UAC durante algumas semanas. Francine o deixava a par dos casos que aconteciam e em duas semanas, eles conseguiram prender alguns descons nas cidades do Quântico. O rapaz fitava a escuridão em meio a parede e nem assim sua mente parava de pensar. Com aquele caso e os eventos que foram desencadeados a partir dele, ele esqueceu de perguntar um pequeno detalhe: sendo um humano, como pode ter sobrevivido ao golpe de uma espada que pertencia a um ser sobrenatural como Sabnock? Tinha isso a questionar quando o encontrasse. Com ele fora, não significava que aquele homem não cumpria com o seu dever como um membro da força tarefa, ajudava bastante.
Fechou os olhos 23:30 da noite pegando no sono e quando acordou de um susto, eram 4:30 da manhã. Frustrado, puxou o travesseiro para cobrir seu rosto tentando voltar à dormir. Demorou alguns minutos, mas conseguiu voltar a dormir daquele jeito. Na verdade, virando de bruços, o travesseiro estava sobre sua cabeça, o que deu certo na verdade. Dormia de forma tranquila e então as horas se passaram. 1 hora, 2 horas, 3 horas, 4 horas, 5 horas se passavam. No entanto, ele virava seu rosto de um lado para o outro por baixo do travesseiro e o suor encharcavam seu rosto e o lençol fino de sua cama com as imagens tortuosa que tinha em seu sono...
"... Barulhos de tiros foram escutados ao longe. A medida que avançava segurando a arma na mão. Na verdade, a AWM estava pendurada no suporte nas costas e em suas mãos otra arma ocupava o lugar. Era cauteloso e não soube o que aconteceu no lugar aonde estavam escondidos. As casas estavam destruídas e fumaça ainda saia dos escombros. Rapidamente ele apontava sua arma para todos os cantos atento a qualquer movimento suspeito e a cada passo que dava.
O primeiro corpo que viu era de Dylan Decker, vinte e cinco anos, um jovem soldado recém engressado na equipe. Era o mais novo de seu esquadrão e agora estava morto. Confirmou isso quando abaixou colocando os dedos na jugular e agora olhando melhor o corpo dele, na região do estômago e tórax estava perfurado de balas. Não havia procedimento médico que o salvasse, se ainda estivesse vivo. Praguejou por isso e seguiu em frente.
A extensão do 'alojamento' em que estavam estava silencioso. Alguém havia os traído e não só falado quem era como o que pretendiam fazer naquelas terras islâmicas. A medida que andava notava mais o silêncio predominava, e quando em fim chegou ao local ficou espiando com a cena que vira: era sangue, corpos dilacerados e vísceras. Se pretendiam fazer daquilo um cenário de terror haviam conseguido.
Primeiro corpo, quase irreconhecível. Segundo e terceiro corpo cortado ao meio com suas vísceras amostras, o quinto de tantos furos de balas que parecia uma peneira. Ângelo colocou a mão sobre a boa e a ânsia de vômito se misturou com o desespero. Saindo do seu choque verificou suas munições e granadas quando um tiro foi escutado. Com o barulho de um tiro e um grito..."
Em um grito de pavor e os olhos agora arregalados. O travesseiro que caiu de seu colo foi jogado ao lado e ele olhava em várias direções de uma vez naquele quarto escuro. Olhando para a luz que entrava pelas frestas da janela não ajudava em nada, pois lembrou muito o cativeiro onde foi mantido por dias e isso só piorava o pânico em seu ser. Levou alguns minutos para que ele se desse conta e se esgueirasse pela parede se esgueirando para ligar o interruptor na parede. Ao clarear da lâmpada, focou em duas fotos, cada uma em um porta retratos diferentes.
A primeira estava no cais aonde foi recepcionado por seu pai e sua mãe. O homem ruivo de 58 anos vestia um terno preto acompanhado de seus óculos escuros, estava com o distintivo visível. A mulher de cabelos anulados e castanhos até a metade das costas, vestia um vestido branco. E por fim ele, com o uniforme branco da marinha e suas medalhas. Lembrava daquele dia, mas a sensação era de fracasso e culpa. Os gritos nunca deixaram sua mente. Era quase como se aquelas medalhas de honra não pertencessem a ele. Era um dia feliz, por estar vendo seus pais, mas ainda assim era triste. Ficou pensando sobre aquele dia, mas logo seus olhos focavam na outra.
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𝐂𝐈𝐂𝐋𝐎 𝐃𝐄 𝐑𝐄𝐄𝐍𝐂𝐀𝐑𝐍𝐀𝐂̧𝐀̃𝐎
Aléatoire[McNock] [+18] Aonde Mandy pergunta a Kally como pode Ângelo McGarrett, o bondoso e gentil agente do FBI pode se apaixonar por um demonio, um anjo caído na verdade. A semideusa mais velha apenas a responde contando uma pequena história, do tem...
