06 - Marquês Do Inferno

81 11 67
                                        

"Estou longe de ser um herói.
Porque o herói te mataria para salvar pessoas.
E eu mataria pessoas para te salvar."
Doutor Sabnock.

Sabnock segurava as mãos de Ângelo nas suas. Seus olhos estavam no rosto pálido e machucado dele, assim como os outros machucados retornaram. Ele teve em fim a noção do quanto que Asmodeus o machucou, aquilo lhe despertou sentimentos de empatia que jamais pensou que teria. Parou de olhar para o pequeno por alguns segundos e rondou a sala em busca daquela garota e nada dela. Ficou aliviado por isso, pois sabia que ele não estava morto.

Usando de seus poderes, ele curou as feridas maiores. Ajeitou o menor deixando-o mais confortável o possível. Levantou-se quando ouviu uma voz atrás de si e quando virou viu três demônios parados em pé.

— Você está com algo que pertence ao nosso chefe. – disse o do meio apontando dele para o jovem.

— Obviamente vocês não tem amor a sua inútil existência. – foi calmo quando as manchas surgiram em seu rosto do lado esquerdo e uma acima do olho direito. Os olhos em um vermelho vibrante.

Os dois que estavam ao lado do mesmo deram um passo para trás. Um levantar do indicador e anelar em frente aos lábios combinados com uma concentração e aqueles dois exploriram, reduzindo a respingos de sangue pelos lados. O demonio que se pronunciou se assustou, engoliu em seco levantando os braços.

— Eu ia te matar também Alexsander, mas ao invés disso, vá na frente choramingando e avise ao seu chefe que eu estou chegando. – o ordenou minutos antes do mesmo sumir.

Respirou fundo olhando para o humano ainda desacordado na poltrona e ficou em um dilema. Asmodeus ainda poderia pegar Ângelo, mas não tinha escolhas. Se moveu involuntariamente e se inclinou deixando um beijo na testa do menor e assim caminhou sumindo em seguida.

[...]

Norfolk - Virginia;
Sala da mansão de Asmodeus;

— Senhor Asmodeus. Ele está vindo! – gritou Alexsander entrando afobado na sala onde o homem estava sentado em seu trono.

Sua feição cínica foi substituída por uma de ódio e em um piscar de olhos ele estava na frente do maior, mostrando seus olhos para o intimidar.

— Era melhor que tivesse morrido então! – gritou com Alexsander o pegando pela garganta.

O barulho de passos no corredor assim como gritos eram escutados antes do barulho de uma pequena explosão. Asmodeus ainda segurava-o, mas seu olhar foi para a grande porta. Viu a parede a frente ser tingida de vermelho por respingos de sangue, uma sombra no chão e ao mesmo tempo que ele largou o demonio inferior o jogando ao lado, outro fora jogado caindo em seus pés e em seguida, andando devagar apenas dando para ouvir a voz e o passos ecoados.

— Agora que o seu exército está dizimado e isso porque eu não usei nem cinquenta por cento do meu poder. – mais três passos e ele cruzou a grande porta segurando aquela espada, mostrando sua quase verdadeira forma.

Asmodeus que até então só olhava para ele com a cara fechada. Deu um sorriso cínico e moveu a mão matando o Alexsander e o outro que estava no chão a sua frente.

— Caro "mestre", quem te falou que eu preciso deles? – perguntou retirando o paletó que compunha o terno branco.

— Dentre os sete, você é o mais fraco! – deu de ombros rindo igualmente cínico. – Parece que esqueceu quem eu sou! – disse de modo imponente.

— Tinha medo do antigo você. – falou em deboche. – Esse novo você que é um cachorrinho de um humano sem graça me faz rir, na verdade. – moveu a mão fazendo Sabnock bater com as costas na parede. – Viu? Nem rastros do temido Marques do Inferno. Você e o Luci são uma piada hoje em dia.

𝐂𝐈𝐂𝐋𝐎 𝐃𝐄 𝐑𝐄𝐄𝐍𝐂𝐀𝐑𝐍𝐀𝐂̧𝐀̃𝐎Histórias para pegar e não largar. Descubra agora