14 - Tempestade Em Uma Mente Conturbada.

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Assim que seus olhos visualizaram a primeira foto naquela caixinha sua expressão mudou. A imagem da menina loira que ainda estava na sala de autópsia da UAC o fez engolir em seco e assim foi a medida que tirou todas aquelas fotos as segurando com a mão do braço que estava na tipoia passando foto por foto. A cada imagem de uma criança que via seu estômago revirava e as lágrimas começavam a cair de seus olhos, pois cada uma era uma criança e pelo "bolo" de fotos juntas eram mais que cem. Seu rosto se contorceu e ele chorou baixinho a cada imagem que passava. Poderia aturar uma tortura física e não derramar uma lágrima, mas aquilo foi demais para ele.

Os polícias que em sua maioria gritavam "limpo" um para o outro nem faziam ideia do que se passava no porão. Estava tudo limpo até encontrarem a roupa de palhaço e mais roupinhas de criança e livros infantis, ou seja, as fotos não eram os únicos souvenirs.

— Demônios, se eu visse um, eu até entenderia, mas um humano... — o policial de cabelos loiros em um topete disse passando a luz azul nas roupas infantis e vendo vestígios brancos de DNA de Kevin Monroe.

— Entendo o que quer dizer. — Douglas, seu colega de uniforme igual respondeu procurando por mais alguma coisa.

Não achando mais nada, ambos saíram do quarto levando as provas com eles. Do lado de fora quatro dos colegas esperavam, mas foi o loiro que segurava o saco com os livros e roupas infantis que foi parado pelo capitão Daniel.

— Viram o Tenente? — ele perguntou ainda segurando a arma que estava em sua bandoleira.

— Não... — Respondeu Tyler, sendo interrompido por Michael que vinha da cozinha.

O moreno segurava no cabo do Rifle enquanto andava na direção dos dois.

— Ainda no porão, senhor. — respondeu olhando para ele.

Daniel confirma com a cabeça e sai em direção ao porão, os dois, Michael e Tyler vão para o lado de fora.

No porão, McGarrett foi obrigado a respirar fundo e respirar fundo deixando as fotos sobre aquele armário. Piscou os olhos e passou a mão sobre o rosto e quando ouviu os passos nos degraus seguido da voz do capitão, vestiu sua máscara de estou bem e não foi nada demais em seu rosto. As fotos retornaram a caixa e ele caminhou rumo às escadas como se nada tivesse acontecido.

Daniel encontrou Ângelo no caminhou e acabou parando o jovem. Então não pode deixar de perguntar.

— Achou algo? — perguntou agora ficando ao lado dele enquanto caminhavam para fora do porão.

— Mais souvenirs. — respondeu estando sério. — Fotos de crianças. Tem mais de duzentas aqui dentro. — levantou a caixinha para ilustrar o que dizia, enquanto subia a escada.

O capitão estranhou a atitude do Tenente levantando uma das sobrancelhas. E mesmo que não fossem amigos tão próximos, aliás, não se bicavam muito bem, mas não era como Harris.

— Você está bem? — perguntou o negro mirando seus olhos verdes para o rosto do menor, pegando no antebraço esquerdo de Ângelo o fazendo parar e olhar em seu rosto.

Ângelo parou bruscamente e virou o rosto encarando o outro com as sobrancelhas curvadas. Por um minuto estranhou a atitude, mas acabou puxando seu braço antes de responder.

— Por que eu não estaria? — franziu o cenho e voltou a andar para o lado de fora.

E com tudo certo voltaram a UAC. Ele ainda tinha um relatório a terminar.

Na trilha, os três da UAC andavam lado a lado, seguindo policiais da SWAT que usavam cachorros para rastrear pelo cheiro. Desciam mata a dentro e quando chegaram à uma clareira os cachorros começaram a latir, até que um deles cavou em umas folhas perto de um arbusto, achando um lugar que tinha terra mexida.

𝐂𝐈𝐂𝐋𝐎 𝐃𝐄 𝐑𝐄𝐄𝐍𝐂𝐀𝐑𝐍𝐀𝐂̧𝐀̃𝐎Histórias para pegar e não largar. Descubra agora