11

99 9 4
                                    

- Basquete? nem sabia que você jogava. - Comentei pelo telefone com o meu gatão.

- Ainda jogo às vezes mas devo ter perdido o jeito, faz um bom tempo. - João fala e ouve um barulho vindo do meu lado da linha. - Que que cê tá aprontando Miguel?

- Ué, nada.. - Dei uma afinada, deixando claro que era uma mentira e espremi os olhos vendo minha burrice. - Enfim, você vem me buscar que horas?

- às seis, só leva dinheiro para jantarmos por lá perto, vi que tem vários fast food e até uma quadra de skate perto. - Dava para sentir a empolgação dele, acabei sorrindo com isso.

- Parece que alguém vai dar uma volta na adolescência novamente. - Cortei o papel sorrindo.

- Hum.. não, eu não te conhecia naquela época, não seria a mesma coisa. - Pude até imaginar aquele sorrisinho malandro dele e suspirei, com um sorriso de lado.

- Você não disse que estava ajudando a atendente hoje? VAI TRABALHAR. - Dei um berro perto no celular e rio ouvindo ele me xingar. - te amo, não se atrasa.

- digo o mesmo, te amo. - Desligou rindo em seguida e dou um sorriso.

Afastei a tesoura e cola para ver como havia ficado a placa que mais parecia um cartaz de escola.

- Mais chamativo que isso só o sol, tá perfeito. - Dou um sorriso animado e me espreguiço, indo adiantar algumas coisas em casa.

[...]

- Parece até um jogador, ixi. - Dei um sorriso o vendo parado na frente de casa me esperando, indo rápido e dando um beijo estalado.

- o quê é isso? - solta uma risada vendo que não paro de beijá-lo, tentando ver o quê há em minha mão e escondo atrás de mim.

- surpresa. - olhei para seu nariz e depois seus olhos, então segurando a mão dele com a mão livre, entrelaçando automaticamente nossos dedos.

- tenho medo de suas surpresas. - fez careta e fiz uma cara de cu.

- te odeio. essa você vai amar tá? - Ou irá passar vergonha perto de seus amigos, isso ele escolhe.

Fomos andando mesmo, não era longe.

João ficava tentando olhar para trás tentando saber o que havia na grande placa em minha mão livre, eu não deixava lógico.

- Depois eu que sou o curioso. - digo rindo e soltando sua mão, começando a correr com os braços pra cima, com a placa virada para frente para ele não conseguir lê-la.

- QUAL É MIGUEL. - Correu atrás de mim e eu me espocava de rir, até (seu eu nem perceber) me encostar em um food truck com um cheiro delicioso.

- Já achei minha janta. - Falei suspirando rápido demais, até um pouco desesperado.

Lembrei da maldita asma.

- Ei. - João já havira percebido então já surge com uma bombinha de ar, me segurando para caso eu caia e manda eu analar o ar.

- Pronto.. Pronto. - Falei após sugar aquele ar duas ou três vezes, olhando para João com uma feição preocupada enquanto minha respiração voltava ao normal. - Foi mal, eu.. Esqueço às vezes.

- Então nem pense em fazer de novo, porra. - Me abraçou com força e senti conforto naquilo.

- Ei, adolescentes barulhentos. - Alguém aparece batendo perto da porta onde estávamos, dando o maior susto. - Sem pegação no meu local de trabalho, só se forem clientes pelo menos, porra.

Pela posição que eu tava, realmente parecia uma pegação.

- Foi mal, mas não era pegação, meu namorado tava quase morrendo. - João falou simplesmente antes de sair me puxando.

João e MiguelOnde histórias criam vida. Descubra agora