29- Por favor, volta...

262 14 5
                                    

Olha eu sou destruidora mesmo to nem ai, mentira posso falar nada que eu soei lendo o que eu tinha escrito, sem mais enrolação.

Música para o capítulo:

Lay Me Down - Sam Smith ( talvez o próximo também seja pois a emoção é a mesma)

Se quiserem ler a tradução da música ou ver o clipe eu aconselho, dois beijos na alma. O capítulo é longo então podem colocar pra repetir e chorar. Aproveitem...

---------------------------------------------

P.O.V. Madu: Aquele barulho, aquela dor, as lágrimas em meus olhos, tudo naquele momento parecia ter chegado ao extremo, eu senti a bala perfurar fundo minha barriga, uma dor insuportável, e eu só queria naquele momento poder dizer uma ultima vez. "Eu te amo", era tudo culpa minha, não devia ter brigado com Rafael, e agora, estava ali naquele chão, ainda consciente, mas sabia que ali seria meu fim, eu vivi bem, pude amar alguém, confiar em alguém, pude fazer loucuras, eu pude dar a vida, dar amor, claro que não é bom morrer tão jovem, quando ainda há uma vida inteira pela frente, pessoas pra amar, cuidar, ensinar, eu pensava que eu poderia ver aquela garotinha crescer, fazer tudo que uma criança faz, depois virar uma adolescente, adulta... Mas agora não mais. Eu devia ter aproveitado mais, porque realmente não sabia que seria ali naquele momento, nunca sabemos até chegar a hora. Eu só pedia que o Rafael voltasse pra casa logo, não ia adiantar muita coisa, mas eu precisava dele comigo, até o fim.

Victor andava pela casa, dizendo coisas que eu não conseguia compreender, ele havia me deixado ali jogada no chão do quarto da minha filha, e agora andava por ai sem nem ao menos sentir remorso, agora não temia mais pela minha vida, aliás que vida não é? Mas pela minha filha, se ele tocasse nela eu juro que usaria o resto das minhas forças existentes em meu corpo pra protege-lá. Era tão estranho, aquela dor forte, o sangue escorrendo, aquela sensação era péssima, indescritivelmente péssima.


P.O.V. Rafael: Voltei pra casa, já estava ficando tarde e eu tinha que me desculpar ainda hoje, não queria deixar para amanha, não queria que ela ficasse chateada comigo. Abri a porta, a casa estava bagunçada, algumas coisas reviradas, muitas luzes acesas, um som estranho no fundo da casa. Entrei e logo ouvi um choro vindo do quarto da Letícia, a luz do quarto estava acesa, um tempo depois ainda o choro permanecia, quis entender o por quê de tanto choro e por que Madu não a consolava. Fui até o quarto desconfiado devido a bagunça, uma bolsa no sofá, e umas sacolas no chão.

- Madu a Letícia está...

Fiquei em choque, era impossível descrever tal cena, sem nem se quer controlar senti as lágrimas correndo sobre meu rosto, eu comecei a tremer.

- Madu??

Corri até ela, jogada no chão do quarto, queria entender por que, e como, mas era impossível. A região da sua barriga sangrava muito, e eu temi ter chegado tarde demais.

- Por favor, diz que não cheguei tarde... Fala comigo.

Ela ainda respirava, precariamente, mas respirava, ela tentou balbuciar algumas palavras enquanto eu pegava o celular do bolso e discava a emergência.

- M-me des...

- Não, por favor não, a culpa é minha, eu não devia ter te deixado sozinha, me perdoa, me perdoa. - Eu chorava como uma criança enquanto tentava pronunciar palavra.

- Alo, emergência em que posso ajudar?

- Alo, por favor, minha mulher, ela está perdendo muito sangue, por favor preciso de uma ambulância, rápido.

TroubleOnde histórias criam vida. Descubra agora