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Em seu estado desacordado, Jayla se debatia, resmungando palavras que ninguém entenderia, mesmo que chegassem perto. Mas, ela realmente não se importava com o que falava; o que importava era quando ela acordava de cada pesadelo e vivia sua vida, fingindo ser alguém sem danos. Era uma vida que ela levava sem problemas, acostumou-se com o que lhe era dado e o que não era.
Às vezes, gostava do que sentia. Sem dor, ela não era Jayla Harrington. Sem as cicatrizes, ela não teria aprendido a nunca confiar em ninguém, nem mesmo em sua família. Mas, se fosse sincera, quando confiou nos garotos, sentiu que estava cometendo um erro, ainda mais quando Troy e seus amigos zombavam deles e os excluíam, enquanto ela era a futura campeã, a nadadora mais jovem nas notações de Hawkins. No entanto, o erro começou quando Will Byers desapareceu; desde então, a vida de ninguém foi mais a mesma.
"Jayla!"
Ela sobressaltou-se em sua cama, a respiração alterada e os olhos saltados ao virar a cabeça em direção à porta. JJ detestava quando a acordavam, principalmente no meio de pesadelos. Em alguns, era sufocante, pois ela ouvia a voz, mas não conseguia sair. Em outros, ela tinha sorte e acordava, mas com aquela sensação estranha e o nó que se formava na garganta, a voz monótona da irmã Sônia a acalmava enquanto dava dois toques na porta daquele quarto escuro e empoeirado. Mas ela não estava mais naquele lugar.
"Jayla!" alguém gritou, a voz calma e controlada – mas ainda irritante para os ouvidos de Jayla –, dando mais duas batidas fracas na porta.
De início, Jayla não reconheceu, e então a voz gritou novamente e ela soube: Charlotte Harrington, sua mãe. JJ respirou fundo e puxou as cobertas para fora do seu corpo antes de se levantar.
"Jayla –"
"Eu estou indo!" Jayla gritou de volta com uma revirada de olhos.