Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.
"Caramba..."
"É..."
"Caramba, Sinclair!" gritou Jayla, limpando o canto da boca com as costas da mão, surpresa com o que o garoto fizera. Em todo o tempo de amizade, jamais vira Lucas agredir alguém. Suspeitava que ele sequer sabia como bater em alguém.
"Eu sei!" disse Lucas, suas mãos que seguravam o pedaço de madeira trêmulas. "V-você está bem, JJ?"
"Vou sobreviver. E você?"
"Inteiro. Por enquanto."
Jayla passou a língua pelo lábio e sentiu aquele gosto metálico familiar. O soco de Jason tinha sido patético – nota dois de dez, sendo generosa –, mas desde que Vecna decidiu transformar Hawkins em seu playground particular, seus poderes tinham entrado em modo de bagunça.
Por um segundo, a imagem de Steve passou por sua mente. Se o seu irmão mais velho a visse levando um soco de um playboy que usava suéter de lã no Dia de Ação de Graça, ele nunca mais a deixaria esquecer.
Ela desviou o olhar para Max. Sua namorada ainda estava lá, flutuando naquele transe bizarro, longe de Jayla, longe de tudo. O coração da garota deu um solavanco, mas ela respirou fundo. Precisava ter foco.
"Temos que sair daqui," Jayla disse, tentando manter a voz firme. "Pega o walkman, eu carrego a –"
As palavras travaram na garganta.
Atrás de Lucas, Jason estava se levantando. Sua testa tinha um corte limpo que fazia o sangue escorrer. Em sua mão, segurava sua arma. No momento em que ele estabilizou o cano na direção da nuca de Lucas, o corpo de Jayla simplesmente assumiu o controle. Ela se lançou contra Lucas.
POW.
O som do disparo no sótão fechado foi como se alguém tivesse enfiado agulhas de tricô aquecidas nos tímpanos de Jayla. Sua audição superdesenvolvida era ótima para ouvir fofocas nos corredores da escola, mas para tiroteios? Era um pesadelo.