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Na manhã seguinte, Jayla acordou de um novo pesadelo. Dessa vez, estava em um lugar escuro, e em sua frente havia um espelho que lhe devolvia a visão de si mesma: sangue manchado por todo o seu corpo enquanto seus olhos opacos e sem vida a encaravam.
Resmungando, ela se levantou e andou até o banheiro, coçando os olhos enquanto bocejava e caminhava até o closet, tirando algumas peças de roupa. Ela pôde ouvir o som de passos no corredor, mas não se deu ao trabalho de ir até a porta para atender. Só então, automaticamente, soube que pertenciam à sua mãe.
"Jayla." Batidas vem da porta, em seguida o som da porta tentando ser destrancada. Ela costumava deixa a porta trancada, por precaução, um hábito que adquiriu nos últimos anos.
"Estou nua." ela respondeu, sabendo exatamente que era a única coisa que iria impedir de sua mãe a questionar pela porta está fechada.
Charlotte limpa a garganta e desistiu de abrir a porta. "Querida, estou de saída."
Querida? Uma palavra tão terna e pessoal, fez Jayla sentir seu estômago embrulhar. Não era como Joyce a chamava, não tinha a voz terna e amorosa. Não tinha a voz de uma mãe que chamava por seus filhos, transmitindo o seu amor através de apelidos.
Sua mãe, sangue do seu sangue, não era Joyce.
"E, não se esqueça de jogar o lixo fora." A Sra. Harrington disse por último antes de sair pelo corredor, os passos estridentes dos seus salto alto, fazendo Jayla revirar os olhos e tampar os ouvidos.
"Cristo, que diabos há de errado com esses ouvidos?" Ela perguntou a si mesma, sacudindo a cabeça quando o som desapareceu.
Respirando fundo, ela foi até o banheiro, pegando sua escova de dentes e a pasta, colocando uma quantidade antes de começar a escovar os dentes. Depois que terminou, retirou suas roupas e em seguida removeu o enfaixamento em sua perna, sentindo sua respiração ficar presa ao ver que sua perna estava limpa; não havia corte e nem sinal de ferida.